Leapmotor registra crescimento de 30,9% em outubro e alcança recorde de vendas no Brasil
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Leapmotor registra crescimento de 30,9% em outubro e alcança recorde de vendas no Brasil

A Leapmotor obteve um aumento de 30,9% em outubro, registrando um novo recorde de vendas no Brasil, mesmo em um cenário onde o mercado nacional apresentou retração. A empresa chinesa conseguiu emplacar 1.550 veículos no país durante o mês de outubro.

Este desempenho representou o maior avanço percentual entre todas as marcas no período analisado. Em contrapartida, as vendas totais de automóveis e veículos leves caíram 5,48% no mesmo intervalo, totalizando 254.030 unidades, conforme dados fornecidos pela Fenabrave.

É importante notar que este salto percentual ocorreu a partir de uma base de vendas relativamente baixa; com o resultado de outubro, a Leapmotor representa aproximadamente 0,6% do mercado. Em setembro, a marca figurava na 19ª posição no ranking de automóveis.

O principal fator impulsionador desse crescimento foi o modelo C10, que é o primeiro veículo da marca comercializado no território brasileiro. De acordo com a própria Leapmotor, a versão elétrica deste SUV contribuiu com mais de 42% das vendas de SUVs elétricos grandes em outubro e acumulou mais de 48% no ano até então.

Ao considerar a variante "Ultra-Híbrida", o C10 se posiciona entre os três maiores SUVs eletrificados mais vendidos, segundo a companhia. Esta variante "Ultra-Híbrida" utiliza o sistema REEV, que significa elétrico com extensor de autonomia. Neste sistema, as rodas são sempre acionadas pelo motor elétrico, enquanto o motor a combustão atua apenas como gerador para recarga da bateria.

Essa tecnologia também está disponível no modelo B10, e a Leapmotor afirma ser a única marca a oferecer essa opção em SUVs no Brasil.

Em escala global, a Leapmotor entregou 106.127 veículos em outubro, marcando seu recorde mensal e sendo o quarto mês consecutivo em que ultrapassou a marca de 100 mil unidades. Esse volume é 51% superior ao registrado em outubro de 2025. No período de janeiro a outubro, a empresa contabilizou 772.666 unidades vendidas, o que corresponde a um aumento de 65,88%. Fundada em 2015 na cidade de Hangzhou, a fabricante já somou mais de 1,9 milhão de veículos entregues.

A Stellantis adquiriu participação na Leapmotor em 2023, e no ano subsequente, foi estabelecida a Leapmotor International, uma joint venture encarregada das operações de venda da marca fora da China.

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A Leapmotor alcançou um novo recorde de vendas durante o mês de outubro, aproximando-se significativamente da meta de comercializar um milhão de automóveis até 2026. A montadora chinesa de veículos eletrificados, que possui parceria com a Stellantis, entregou 106.127 unidades globalmente em outubro, representando um aumento de 51% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este foi o quarto mês consecutivo em que a empresa ultrapassou a marca de 100 mil carros vendidos.

Acumulando dados de janeiro a outubro, as vendas totalizaram 772.666 veículos, o que configura um crescimento de 65,9% quando comparado ao período correspondente de 2025. Apesar desse desempenho robusto, atingir a meta de um milhão ainda requer um esforço adicional. Para concretizar esse objetivo, a Leapmotor necessita vender mais 227.334 carros nos meses de novembro e dezembro, o que implica uma média mensal de 113.667 unidades, superando o recorde estabelecido em outubro.

Além disso, a marca está se preparando para outro marco importante: segundo informações da própria companhia, o veículo de número 2 milhões deverá ser introduzido na linha de produção em novembro. Até o final de outubro, as entregas acumuladas ao longo de toda a história da Leapmotor já excediam 1,9 milhão de unidades.

A expansão internacional da marca é facilitada pela Stellantis, que detém 51% da Leapmotor International. Esta joint venture possui o direito exclusivo de produzir e vender os carros da Leapmotor fora do mercado chinês. Na Europa, a produção em série do SUV B10 teve início em outubro, na fábrica da Stellantis localizada em Zaragoza, na Espanha. A Leapmotor também mantém uma unidade de módulos de bateria em Mallén, também situada no mesmo país europeu.

Em outubro, a marca apresentou os modelos A05 e o SUV D19 no Salão de Paris, onde ambos os veículos tiveram sua estreia no continente europeu. No Sudeste Asiático, especificamente na Tailândia, o SUV compacto A10 foi lançado no dia 30 de outubro. Já no Brasil, onde a entrada da Leapmotor ocorreu no final de 2025 através da Stellantis, a empresa comercializa os SUVs C10 e B10. Em outubro, o modelo B10 recebeu uma nova versão equipada com extensor de autonomia, na qual o motor a combustão serve apenas para gerar eletricidade para a bateria, sendo oferecida por R$ 179.990 em promoção.

Vendas de veículos de nova energia crescem na África do Sul
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Vendas de veículos de nova energia crescem na África do Sul

Nos primeiros nove meses de 2026, os residentes da África do Sul compraram mais carros de nova energia do que em todo o ano anterior, sendo a maioria híbridos plug-in. Os híbridos plug-in são vendidos mais de duas vezes e meia mais frequentemente do que os veículos totalmente elétricos.

De acordo com o órgão setorial Naamsa, publicado no relatório de vendas de outubro na segunda-feira, o número total de vendas de veículos de nova energia — incluindo híbridos, híbridos plug-in e veículos elétricos a bateria — atingiu 22.389 até o final de setembro. Este número supera em 34% as 16.703 unidades vendidas durante todo o ano de 2025, e ainda resta um quarto de ano.

Os veículos recarregáveis representaram 50,5% das vendas de nova energia no ano corrente, ultrapassando metade do volume acumulado em julho. Desses, 8.082 foram híbridos plug-in e 3.217 foram veículos elétricos a bateria, em contraste com 11.090 híbridos tradicionais que não podem ser carregados da rede elétrica.

Os veículos elétricos a bateria (BEV) representaram cerca de 14% das vendas de nova energia e menos de 1% dos aproximadamente 490.000 novos carros vendidos nos primeiros nove meses. A publicação TechCentral informou em agosto que o boom dos híbridos mascarava a estagnação do mercado de veículos totalmente elétricos.

Em outubro, os custos de combustível aumentaram drasticamente: a gasolina com octanagem 95 na região Inland ultrapassou pela primeira vez a marca de 30 rand por litro, atingindo 30,25 rand em 7 de outubro, um aumento de 12,4% em relação a setembro. Segundo a Naamsa, mesmo após a redução da taxa de combustível anunciada no orçamento de médio prazo — uma redução de 1,50 rand por litro para gasolina e de 3 randes por litro para diesel a partir de 4 de novembro —, o preço da gasolina permanecerá cerca de 39% acima do nível de janeiro com base nos preços de outubro.

Aumento de 10,4% nas vendas

Em outubro, as marcas chinesas registraram 11.319 carros e veículos comerciais leves, representando 19,3% do total de 58.773 unidades vendidas, de acordo com a análise da TechCentral dos dados da Naamsa sobre fabricantes. Em outubro de 2025, elas venderam 8.506 unidades, ou 16,1%.

Parte desse aumento está relacionada às marcas que começaram a relatar à Naamsa: a BYD, que começou a relatar em março, vendeu 814 carros em outubro, assim como a Changan (375) e a LDV (167). Se essas marcas forem excluídas, a participação dos fabricantes chineses aumentou para 17%.

Três marcas do grupo Chery — Chery, Jetour e Omoda & Jaecoo — venderam um total de 6.057 carros, um aumento de 38% em comparação com os 4.377 do ano anterior. Contabilizados como um todo, eles ficam atrás apenas de Toyota (14.495), Suzuki (7.292) e Volkswagen Group (6.515). Somente a Jetour aumentou de 856 para 2.102, enquanto a Great Wall Motors (GWM) cresceu 4% para 2.919.

A MG vendeu 221 carros, menos que os 606, e a Omoda & Jaecoo vendeu 1.201, comparado a 1.311. As vendas locais da Nissan quase caíram pela metade para 698, e as exportações caíram para 44 unidades, em comparação com 351.

Estes números abrangem apenas os fabricantes que reportam à Naamsa, portanto, a participação real das marcas chinesas é maior. Por exemplo, a Geely vende carros na África do Sul, mas não aparece nos relatórios. Bentley e Lamborghini interromperam os relatórios em 2022, e os dados da BMW e Mercedes-Benz são estimativas da Naamsa. A TechCentral informou em julho que, em 2025, as marcas chinesas ocuparam 16,8% das vendas de carros de passeio, em comparação com 11,2% em 2024.

As vendas totais de carros novos no país cresceram 10,4% em termos anuais, atingindo 61.890 em outubro. As vendas de carros de passeio aumentaram 13,6% para 45.084, sendo que as locadoras adquiriram 21,4% delas, e as vendas de veículos comerciais leves cresceram 2,2% para 13.689. No ano, as vendas cresceram 12,3%, totalizando 554.081.

As exportações aumentaram 6,3% para 38.117 unidades e 21,1% em comparação com setembro, mas permanecem 8,3% abaixo em termos anuais. As exportações de veículos comerciais leves diminuíram 25,4%.

Maranhão registra aumento de 20,5% na abertura de pequenas empresas em 2026, segundo Sebrae
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Maranhão registra aumento de 20,5% na abertura de pequenas empresas em 2026, segundo Sebrae

O estado do Maranhão registrou a abertura de 58.698 pequenos negócios no período de janeiro a setembro de 2026. Este número representa um crescimento de 20,5% em comparação com os 48.716 novos empreendimentos contabilizados no mesmo intervalo de 2025. Os dados foram compilados em um levantamento divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Com base em informações fornecidas pela Receita Federal e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve a formalização de quase dez mil negócios adicionais no estado ao longo de um ano.

São Luís concentra novos negócios

O setor de Serviços liderou o registro de novas aberturas, somando 31.584 novos negócios entre janeiro e setembro de 2026. Esse volume corresponde a 53,8% do total registrado no período e demonstra um avanço de 27,8% em relação aos meses correspondentes de 2025.

Na indústria, foram registradas 3.793 novas empresas, o que configura um aumento de 29,4%. Já o setor agropecuário apresentou o maior crescimento percentual entre todos os segmentos analisados, subindo de 396 para 586 novos negócios, um avanço de 48%. A construção civil também cresceu 27,8%, enquanto o comércio registrou um aumento de 7,8%.

Entre os segmentos com maior quantidade de aberturas, Logística e Transporte aumentou de 7.372 registros em 2025 para 8.668 em 2026, representando um crescimento de 17,6%. Em contrapartida, os outros quatro segmentos entre os cinco maiores — Saúde e Bem-estar, supermercados e atacadistas de alimentos, Casa e Construção e Serviços de Alimentação — apresentaram redução no número de novos negócios.

A distribuição desses novos empreendimentos varia entre os municípios maranhenses. São Luís manteve-se como o principal polo de aberturas, ao passo que São José de Ribamar viu um crescimento de 12,6%, passando de 3.023 para 3.403 novos negócios no confronto entre os períodos.

Este crescimento foi significativamente impulsionado pelos microempreendedores individuais (MEIs). O Maranhão elevou suas formalizações dessa categoria de 32.031 em janeiro a setembro de 2025 para 41.755 no mesmo período de 2026, um salto de 30,4%. As microempresas registraram um crescimento de 1,4%, e as empresas de pequeno porte avançaram 2,5%.

Amigas transformam receitas em negócio

Um exemplo notável de novo empreendimento no Maranhão é a trajetória de Nara Corrêa e Milena Godinho Cardoso. Ambas desejaram iniciar um negócio próprio e estabelecer uma marca que refletisse sua identidade.

Assim nasceu a Que Doce!, uma empresa especializada em sobremesas congeladas, que iniciou como um microempreendimento individual (MEI) e, recentemente, migrou para a categoria de microempresa. O planejamento começou em 2025, quando as parceiras decidiram converter seu interesse pela confeitaria em uma atividade comercial, e os primeiros testes geraram as receitas atuais do portfólio da companhia.

Após testar diversos produtos, as empreendedoras optaram por focar na produção de sobremesas congeladas. A primeira linha, denominada Levinho, inclui quatro sabores: maracujá, morango, chocolate e uva roxa. A intenção é oferecer um item que pode ser consumido congelado, como sorvete, ou após o descongelamento, adquirindo uma textura cremosa.

A empresa está se preparando para uma nova fase, que envolve alterações na identidade visual e nas embalagens, além de um foco maior na divulgação da linha Levinho. As sócias também estão trabalhando na regularização do negócio com o intuito de expandir a produção e, futuramente, edificar uma estrutura industrial. Nara Corrêa declarou: “Nosso maior sonho é nos tornarmos uma indústria genuinamente maranhense de sobremesas congeladas”.

Consultorias ajudam a estruturar a empresa

O contato com o Sebrae foi estabelecido através do Sindicato das Indústrias de Alimentos do Estado do Maranhão (Siama), que faz parte da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema). Essa entidade estimulou as empreendedoras a formalizarem suas atividades e a estruturarem a empresa.

Desde então, a Que Doce! tem recebido suporte da Unidade Regional do Sebrae em São Luís. As sócias também participam de consultorias em diversas áreas para aprimorar a gestão e os processos empresariais. Segundo as empreendedoras, esse acompanhamento auxiliou na identificação de pontos que necessitavam de melhoria e na definição de metas e fases para o desenvolvimento do negócio.

Os progressos incluem investimentos realizados com capital proveniente das próprias vendas. As sócias enfatizam que o crescimento demanda planejamento e o respeito às condições financeiras de cada etapa. Nara Corrêa ressaltou: “A experiência mostra que o crescimento de um pequeno negócio não depende apenas de conquistar clientes. É necessário desenvolver capacidades de gestão, adequar a produção e criar condições para que a empresa opere de maneira regular e sustentável”.

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