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Métodos de preparo de alimentos como defumação, fritura ou grelhado podem aumentar a formação de contaminantes

Métodos de preparo de alimentos como defumação, fritura ou grelhado podem aumentar a formação de contaminantes

A forma como os alimentos são preparados tem o poder de afetar a exposição da população aos hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), substâncias geradas primariamente pela combustão incompleta de material orgânico. Técnicas culinárias comuns, tais como assar, grelhar, defumar, torrar e fritar, podem promover a criação desses compostos, alguns dos quais estão ligados ao risco de câncer. Devido à carência de informações no Brasil sobre como identificar de maneira segura a presença de HPAs nos alimentos e sobre a exposição pública, uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), vinculada à USP, realizou uma análise dos principais achados científicos publicados sobre o assunto no período de 2014 a 2024. Este estudo visava apontar as falhas na geração de dados referentes a esses contaminantes no território nacional. A pesquisa foi conduzida durante o mestrado de Gabriel Henrique Savietto, sob a orientação da professora Marília Cristina Oliveira Souza, e seus resultados foram divulgados na publicação Food Additives & Contaminants Part A. O pesquisador explicou que os HPAs resultam da combustão incompleta da matéria orgânica, sendo compostos lipofílicos, o que significa que eles têm grande afinidade e facilidade para se dissolver em gorduras, óleos e solventes apolares. Savietto ressaltou que essa propriedade lipofílica facilita o acúmulo desses contaminantes no corpo humano, visto que eles são encontrados em alimentos de origem animal, como peixes e outros produtos aquáticos. A ocorrência de HPAs durante o preparo está intimamente ligada às condições de processamento aplicadas. Temperaturas elevadas, a combustão incompleta e o contato da gordura com superfícies extremamente quentes são fatores que podem impulsionar a formação desses compostos. O pesquisador mencionou que, em alimentos grelhados, o escorrimento de gordura sobre a superfície quente pode contribuir para a formação desses contaminantes, que acabam presentes no produto final. Um dos maiores perigos para a saúde reside no potencial cancerígeno de certos HPAs. Contudo, Savietto esclareceu que a simples exposição aos compostos não garante o desenvolvimento de câncer; ele alertou que a exposição contínua pode elevar o risco de doenças em diversos órgãos e está associada a alterações em vários sistemas do organismo. Portanto, o pesquisador defende que educar a população sobre a existência e os mecanismos de formação dos HPAs nos alimentos pode diminuir a exposição. Alterações nos hábitos de cozimento podem mitigar essa formação. No caso de alimentos fritos, o uso repetitivo de óleos em altas temperaturas também contribui para o aumento dos HPAs. Para os grelhados, é crucial impedir que a gordura caia diretamente sobre superfícies muito quentes para reduzir a incidência desses contaminantes. Dessa forma, pequenos ajustes nos procedimentos de preparo, como controlar a temperatura e o tempo de aquecimento, fazem uma diferença significativa. Savietto reforçou que, em grelhados, o contato direto com produtos da combustão e o gotejamento de gordura em superfícies quentes promovem a formação de HPAs e, consequentemente, sua presença no alimento pronto. Os estudos revelaram que, no Brasil, a investigação sobre HPAs permanece concentrada majoritariamente nas regiões Sul e Sudeste, o que dificulta a análise da contaminação em alimentos provenientes de outras partes do país. Os pesquisadores consideram este fato um obstáculo para entender como os diferentes padrões alimentares e os métodos de processamento impactam os níveis de contaminação. Para Savietto, essa disparidade não só compromete a compreensão sobre a segurança alimentar, mas também expõe diferenças na estrutura de monitoramento e pesquisa entre as diversas regiões. Ele afirmou categoricamente: «Não podemos falar de segurança dos alimentos para todo o País quando a produção de conhecimento e monitoramento dos contaminantes não alcançam todas as regiões de forma igualitária». Apesar dos achados em variados tipos de alimentos, a limitação de dados impede a determinação precisa de quais produtos consumidos no Brasil apresentam o maior risco de contaminação. Os estudos revisados indicam concentrações mais altas dos contaminantes em itens submetidos a processos como defumação, torrefação, fritura e grelha. Peixes e frutos do mar, juntamente com embutidos e alimentos processados, figuram entre os produtos avaliados. A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável pela regulamentação dos HPAs no Brasil, mas essa regulamentação possui restrições. Atualmente, ela foca principalmente no benzo[a]pireno em certas categorias alimentícias, enquanto normas internacionais, notadamente as europeias, englobam mais grupos de alimentos e consideram o PAH4, que é um conjunto de quatro HPAs usado na avaliação de riscos e contaminação. Entretanto, Savietto salientou que uma legislação sozinha não basta sem um sistema de acompanhamento eficaz. Ele informou que o artigo produzido destaca limitações cruciais na fiscalização e monitoramento de contaminação por HPAs, citando a escassez de dados e a produção insuficiente de informações para avaliar de modo completo os níveis desses contaminantes em diferentes regiões e alimentos do país. Além disso, ele mencionou a ausência de padronização nas análises laboratoriais, o que prejudica a comparação de resultados e a elaboração de avaliações de risco mais sólidas. Um total de 36 estudos foram considerados para a análise. Os resultados apontaram que a situação não é alarmante em casos de exposição aguda, mas o cenário muda drasticamente quando consideramos a exposição crônica, pois a população pode ter contato com os contaminantes através de diferentes alimentos ao longo dos anos. Contudo, Savietto adverte que ainda não é possível quantificar com exatidão esse risco de longo prazo para toda a população brasileira, tornando este um ponto central que necessita ser abordado por futuras investigações, especialmente aquelas que expandirem a pesquisa para áreas menos estudadas.

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Cinco filhotes de guepardo nascem em Kuno; população total de guepardos na Índia atinge 60 indivíduos

Cinco filhotes de guepardo nascem em Kuno; população total de guepardos na Índia atinge 60 indivíduos

Um novo marco significativo foi registrado no Parque Nacional de Kuno, no estado de Madhya Pradesh, no âmbito do Projeto Guepardo. A fêmea de guepardo KJP21, que completou 32 meses, deu à luz cinco filhotes saudáveis. Graças ao nascimento desses cinco novos filhotes, o número total de guepardos na Índia aumentou para 60 indivíduos. Desses, 41 guepardos nasceram em solo indiano. O nascimento de KJP21 é um feito importante para o Projeto Guepardo. Ela se tornou a terceira fêmea a dar à luz filhotes em território indiano após Mukhi e KGP12. Isso marca mais uma etapa significativa na expansão da nova população de guepardos no país. Todos os cinco filhotes nascidos no Parque Nacional de Kuno estão em boa saúde. Sua chegada elevou o número de guepardos na Índia para 60. Desses, 41 guepardos nasceram na Índia. Assim, o processo de recuperação da população de guepardos no país continua a progredir com o nascimento de uma nova geração em território indiano. É particularmente importante que KJP21, sendo uma fêmea nascida na Índia, tenha tido filhotes aqui, o que demonstra que os guepardos nascidos na Índia agora participam da reprodução da próxima geração. Estes cinco filhotes trouxeram consigo outro marco importante. O pai desses filhotes é um macho de guepardo trazido da Botsuana. Consequentemente, o nascimento desses cinco filhotes marcou o início da genealogia botsuana na Índia. Isso adicionou uma nova linhagem genética à crescente população de guepardos no país. O nascimento de cinco filhotes é especialmente importante porque deu início à linhagem botsuana em meio à expansão da população de guepardos na Índia. Antes de KJP21, as fêmeas Mukhi e KGP12 eram as que deram à luz filhotes em solo indiano. Agora, KJP21 também está nessa lista. O nascimento de cinco filhotes saudáveis da KJP21, de 32 meses, é um passo importante na expansão da nova geração de guepardos no âmbito do Projeto Guepardo. Além disso, o número de guepardos nascidos na Índia aumentou para 41 indivíduos. O nascimento de mais uma geração de guepardos em solo indiano foi um capítulo importante na história do Projeto Guepardo. Esses cinco filhotes surgiram em meio a esforços científicos para a conservação dos guepardos no Parque Nacional de Kuno, incluindo monitoramento e gestão científica. Este feito representa mais uma etapa importante no avanço da campanha de recuperação de guepardos na Índia. A chegada dos cinco novos filhotes contribuiu para a expansão da nova geração de guepardos em Kuno, elevando o número total de guepardos no país para 60. Por ocasião deste evento, o Ministro Principal Mohan Yadav parabenizou veterinários, funcionários florestais, pessoal de campo, equipe de gestão e todos os funcionários envolvidos no Projeto Guepardo. Ele elogiou a dedicação, o compromisso e os esforços contínuos das pessoas envolvidas no Projeto Guepardo. O nascimento de uma nova geração de guepardos em Kuno ocorreu graças aos esforços de veterinários, funcionários florestais, pessoal de campo e equipe de gestão associados ao Projeto Guepardo. Com o aparecimento dos cinco filhotes, o número de guepardos na Índia atingiu 60, dos quais 41 nasceram na Índia. Em conclusão, o nascimento de cinco filhotes saudáveis de KJP21 no Parque Nacional de Kuno adicionou mais um capítulo importante à história do Projeto Guepardo. O número total de guepardos no país atingiu 60, e o número de guepardos nascidos na Índia aumentou para 41. Como o pai desses filhotes é um macho trazido da Botsuana, seu nascimento também deu início à genealogia botsuana na Índia.