Resumo da Eicma 2026: Principais lançamentos e novidades para o mercado de motocicletas
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Resumo da Eicma 2026: Principais lançamentos e novidades para o mercado de motocicletas

A Eicma 2026 foi realizada em sua 83ª edição e se destacou como a maior de sua história, apresentando 765 expositores, 2.142 marcas de 52 países e cobrindo uma área de 300 mil metros quadrados distribuídos em dez pavilhões no complexo de Rho, em Milão. Este espaço representa um aumento em relação a 2025 e é o maior utilizado pelo salão italiano, sendo que 74% das marcas presentes eram estrangeiras.

O evento, considerado o maior salão de duas rodas da Europa, trouxe diversas novidades relevantes tanto para o mercado global quanto para o nacional. Embora muitos modelos exibidos em Milão possam ter potencial para chegar ao Brasil, até o momento, apenas duas marcas confirmaram a vinda de modelos para o país.

Novidades para o Mercado Brasileiro

A confirmação mais direta para o público brasileiro veio através de uma publicação no Instagram. O piloto Leandro Melo, em um post gravado durante a Eicma, ao lado dos perfis oficiais da Kawasaki Brasil e de Sonia Harue, anunciou três modelos destinados ao Brasil: KLE 650, Versys 900 e KX 327. Não foram divulgados detalhes sobre preços ou prazos.

Estes três modelos são lançamentos recentes da marca. A Versys 900 é uma crossover que preenche a lacuna entre a Versys 650 e a Versys 1100, equipada com quatro cilindros, 122 cv e 9,9 kgfm. Já a KLE 650 é uma aventura com motor bicilíndrico paralelo, retomando uma nomenclatura antiga, posicionada acima da KLE 500 e esperada na Europa no início de 2027.

A KX 327 é notável por ser uma moto de dois tempos com monocilíndrico de 327 cm³, refrigerada a líquido e utilizando injeção eletrônica em vez de carburador, focada em off-road. Trata-se do primeiro dois-tempos acima de 250 cm³ desenvolvido pela Kawasaki em aproximadamente duas décadas.

Modelos Internacionais em Destaque

A empresa italiana de controle chinês expôs duas aventureiras em Milão, sendo que a menor delas, a Coguaro, tem destino confirmado para o Brasil, conforme apurado pela Motociclismo na Eicma 2026. Ainda não foram definidos seu preço ou cronograma. A Coguaro é uma enduro de entrada que compartilha plataforma com a Kanguro 300, apresentando rabeta reforçada para passageiro e bagagem, além de tanque reposicionado. Seu motor é um monocilíndrico de 292,4 cm³, DOHC refrigerado a líquido, produzindo 34 cv a 9.000 rpm e 2,75 kgfm a 8.500 rpm, estando dentro da norma Euro 5+ e com velocidade máxima declarada de 145 km/h.

Em termos de especificações, a Coguaro segue o padrão enduro, com rodas de 21 e 18 polegadas, garfo convencional de 37 mm com 230 mm de curso, Pro-Link traseiro de 230 mm, altura livre do solo de 255 mm, assento a 845 mm, peso seco de 160 kg, tanque de 14 litros e ABS desativável. No segmento de 300 cm³ com roda de 21 polegadas, sua principal concorrente no Brasil é a Honda Sahara 300.

A Camel é apresentada como a principal aposta, sendo uma maxitrail de 670 cm³ que resgata o nome da bicilíndrica dos anos 1980 que participou do Paris-Dakar. Ela gera 81,5 cv a 10.000 rpm e 7,1 kg.m a 7.000 rpm, e possui uma versão de potência reduzida para a categoria A2 na Europa. Seu chassi treliçado de aço cromo-molibdênio inclui balança de alumínio, garfo invertido de 48 mm, 250 mm de curso em ambas as extremidades, 280 mm de altura livre, assento a 850 mm, freios Brembo (dois discos de 300 mm na frente e 255 mm atrás), tanque de 20 litros e peso seco de 200 kg. A Camel não obteve confirmação para o Brasil.

A Africa Twin recebeu sua maior revisão desde a CRF1000L, ocorrida dez anos antes. O bicilíndrico paralelo foi aumentado para 1.131 cm³, com 94 mm de diâmetro e taxa de compressão de 12,1:1, entregando 119 cv e 12,1 kgfm. O quadro e a balança traseira ficaram 1,4 kg mais leves, e o tanque foi redesenhado para se estender parcialmente sob o assento, visando reduzir o centro de gravidade. A suspensão Showa EERA agora incorpora o sistema Skyhook Control, e o painel conta com duas telas, de 5,7 e 7 polegadas, suportando CarPlay e Android Auto sem fio.

Existem três versões da Africa Twin com o mesmo motor, quadro e eletrônica, diferenciadas por roda dianteira, suspensão, peso e tanque. A versão padrão utiliza roda de 21 polegadas, tanque de 18,8 litros e pesa 237 kg. A Adventure Sports vem com roda de 19 polegadas, tanque de 24,2 litros — oferecendo uma autonomia estimada de 480 km pela Honda — e pesa 245 kg. A variante Honda Sensing Ride é a primeira moto da marca com pacote de assistência ao piloto, incluindo câmbio DCT e dois radares para piloto automático adaptativo, alerta de colisão e ponto cego, mas atinge 256 kg, quase 30 kg superior à versão mais leve da linha. A Enduro Sports, voltada para off-road, pesa 228 kg, possui suspensão mecânica de 240 mm (dianteira) e 230 mm (traseira), 260 mm de altura livre do solo, câmbio manual e pintura tricolor HRC, sem o para-brisa ajustável das outras.

A CBR1000RR-R Fireblade 2027 também foi reformulada, com a Honda afirmando que cerca de 75% dos componentes foram alterados. A potência permanece em 217 cv, mas o pico de torque de 11,6 kgfm agora é alcançado a 10.500 rpm, 1.500 rpm antes do modelo 2024, auxiliado pelos cornetos de admissão variáveis. A moto pesa 199 kg com tanque cheio, apresenta maior carga na dianteira (53,3% contra 52,8%), quadro com 20% menor rigidez lateral e balança mais curta. O design elimina as winglets, mantendo a carga aerodinâmica com sidepods na parte inferior da carenagem. Além da versão padrão, existem as variantes SP, com suspensão semiativa Öhlins S-EC 3.0, e a HRC Works Edition, destinada a pista, com ajustes reguláveis de ângulo de direção e pivô da balança.

O estande também exibiu o V3R 900 E-Compressor, um modelo de produção planejado com motor de três cilindros em V e o que a Honda descreve como o primeiro compressor com controle eletrônico mundial para motos, segundo pesquisa da própria fabricante.

Outras motocicletas apresentadas incluem a ADV125, com motor eSP+ de 125 cm³ e painel TFT de 5 polegadas; a CBR500R Four, equipada com quatro cilindros e embreagem eletrônica E-Clutch; a RN0, a primeira bicicleta elétrica off-road da marca, desenvolvida com a ROTWILD; e os conceitos EV Outlier e Onitsuka Tiger Honda Mid Sports.

Inovações da Yamaha

A Yamaha apostou em uma nova categoria em Milão com a série RW, que mescla características de scooter e trail: pilotagem flexível, suspensões de longo curso, pneus off-road e plataformas dobráveis para os pés.

A RW700 utiliza o bicilíndrico CP2 de 689 cm³, gerando 69,3 cv e 6,6 kgfm, acoplado ao câmbio automatizado Y-AMT — o primeiro desenvolvido para scooter, com modos automático e manual controlados por botões no guidão. Possui IMU de seis eixos, modos de pilotagem Road e Gravel, controles de tração, deslizamento e frenagem, garfo invertido de 41 mm com 160 mm de curso, monoamortecedor de 155 mm, ABS traseiro desativável, rodas raiadas de 17 e 15 polegadas com pneus Pirelli Scorpion Rally STR e 170 mm de altura livre do solo. A versão Explore adiciona garfo ajustável, manoplas e assento aquecidos, cavalete central e comandos iluminados.

A RW350 introduz um monocilíndrico de 327 cm³ com 29,2 cv a 7.000 rpm e 3,2 kgfm a 5.750 rpm, além da arquitetura Yamaha Dynamic Ride: o motor é fixado rigidamente ao chassi, sem coxins de borracha, permitindo que apenas o conjunto CVT oscile. Também conta com IMU de seis eixos, acelerador eletrônico, controle de tração, piloto automático, painel TFT de 5 polegadas e 185 mm de altura livre.

No segmento elétrico, a NMAX E emprega a nova plataforma A1 EV, com bateria de lítio de 3,5 kWh, motor de 7,5 kW (aproximadamente 10 cv) e 3,4 kgfm, carregador embarcado de 800 W e autonomia de até 104 km no ciclo WMTC. A Yamaha a compara a uma 125 a gasolina. A XENTER E segue o mesmo conceito, com rodas de 16 polegadas e 108 km de autonomia WMTC. A NMAX E está programada para chegar na primavera europeia de 2027, com produção no Vietnã.

Royal Enfield Apresenta Novidades

A Royal Enfield utilizou Milão para mostrar o projeto que sustentará sua próxima fase: um bicilíndrico paralelo de 743 cm³, a maior cilindrada já utilizada pela marca, que será lançado simultaneamente em dois modelos: a aventureira Himalayan 750 e a café racer Continental GT 750. Anteriormente, o topo de linha era o bicilíndrico de 650 cm³.

Este motor gera 55 cv a 7.000 rpm e 6,42 kgfm a 5.000 rpm, com 90% do torque disponível a partir de 3.500 rpm, segundo a Royal Enfield. Ele utiliza câmbio de seis marchas, embreagem assistida e deslizante, mantendo a refrigeração a ar e óleo, uma solução menos comum em aventureiras médias, que geralmente são refrigeradas a líquido. A fabricante alega que este novo conjunto possui o mesmo peso da unidade de 650 cm³.

A Himalayan 750 é a mais eletrônica da Royal Enfield até então, oferecendo cinco modos de pilotagem, controle de tração em quatro níveis, ABS em curva e controle de tração sensível à inclinação, todos gerenciados por IMU de seis eixos, além de piloto automático e monitoramento de pressão dos pneus. Seu painel TFT de quatro polegadas inclui navegação e duas portas USB-C (uma de 27 W).

A suspensão da Himalayan 750 é Showa em ambos os lados, com garfo invertido de 43 mm e 190 mm de curso na frente e 175 mm atrás, rodas de 19 e 17 polegadas, freios de 280 mm (duplo) e 255 mm, assento a 815 mm, vão livre de 205 mm, tanque de 17,8 litros e peso de 224 kg em ordem de marcha. Com 55 cv para 224 kg, a relação é considerada modesta para a categoria, alinhada à proposta de torque baixo e trilha, mas um aspecto a considerar em estradas e com bagagem.

A Continental GT 750 utiliza uma versão revisada deste mesmo motor e foi anunciada como a moto de maior desempenho da história da marca, embora a Royal Enfield não tenha divulgado potência, torque, preço ou data, impossibilitando comparações imediatas com a Himalayan. Ela virá em duas configurações: uma sem carenagem e outra carenada com guidão mais baixo, e contará com eletrônica intencionalmente simplificada.

A marca também exibiu a scrambler elétrica Flying Flea S6, derivada da FF C6, com modo off-road inédito e previsão de lançamento para meados de 2027, sem fornecer dados sobre potência, bateria ou autonomia.

Na Europa, a Himalayan 750 já está disponível para pré-venda com preços variando entre € 7.390 (rodas de liga), € 7.790 (raiadas) e € 9.290 (versão Flagship com bagageiro Givi). Estes são valores de lançamento europeus e não servem como referência de conversão para o Brasil. Nenhum dos três modelos teve chegada confirmada no Brasil.

Lançamentos da Suzuki e BMW

A GSX-10R é uma esportiva carenada derivada da GSX-S1000, posicionada um nível abaixo da GSX-R1000. Ela mantém o motor K5 de 999 cm³, agora na configuração Euro 5+, entregando 152 cv e 10,8 kgfm, e pesa 214 kg em ordem de marcha, com tanque de 18 litros e assento a 810 mm do chão. A inovação eletrônica é o Slide Control, que gerencia o deslizamento da roda traseira em curvas, complementado pelo Brake Hold, que mantém a moto parada em subidas. A Suzuki informa que são 15 funções eletrônicas, o maior número já aplicado a uma moto da marca. O consumo homologado é de 15,8 km/l (WMTC), e as vendas começarão gradualmente a partir de meados de 2027.

A SV-7S representa a evolução da SV650, mantendo o V-twin de 645 cm³, agora com 73,4 cv e 6,5 kgfm, além de acelerador eletrônico, três modos de pilotagem, controle de tração em três níveis e quickshifter bidirecional. O quadro treliçado de aço e o garfo de 41 mm são mantidos. Pesando 200 kg, possui assento a 785 mm, tanque de 14 litros e consumo de 24,4 km/l (WMTC). Sua chegada ao mercado europeu está prevista para a primavera de 2027.

A BMW expôs a M 1000 RS em Milão, que a fabricante denomina a naked mais potente do mundo. Baseada no motor de 999 cm³ da superesportiva M 1000 RR, ela entrega 218 cv e 11,5 kgfm. A BMW declara um tempo de 0 a 100 km/h de 3,2 segundos e uma velocidade máxima de 283 km/h. A moto inicia na M 1000 R com pacote M Competition, recebendo pedaleiras da RR, assento 20 mm mais alto (850 mm), escapamento de titânio, winglets de carbono, rodas M Carbon de 17 polegadas e suspensão eletrônica DDC. Serão fabricadas 1.000 unidades globalmente, com vendas a partir de março de 2027, e preço de 40.000 euros na Alemanha, já incluindo 19% de IVA, representando um valor de mercado europeu sem ligação direta com o custo local.

A 1390 Super Duke GT EVO utiliza o V-twin LC8 de 1.350 cm³, produzindo 190 cv e 14,8 kgfm, com comando variável Cam-Shift, suspensão semiativa WP APEX SAT com garfo thru-rod, pinças Brembo Stylema e painel tátil de 8,8 polegadas com navegação integrada.

Um lançamento inesperado foi a 450 RC, uma esportiva de dois cilindros prevista para entrar em produção no final de 2027 como ano-modelo 2028. A KTM detalhou suas especificações, incluindo garfo WP APEX invertido de 43 mm e balança.

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A Royal Enfield, marca conhecida por seu estilo único e paixão no mundo das motocicletas, apresentou uma ampla gama de novos modelos na feira EICMA 2026, que começou em Milão, Itália. A empresa celebra seus 125 anos de história, mantendo o legado, mas expandindo suas ambições.

Na feira EICMA, a empresa demonstrou várias motocicletas novas, incluindo a potente Himalayan 750, Continental GT 750 e o modelo Flying Flea S6 Scrambler, um presente tanto para entusiastas de motos customizadas quanto para o público em geral. A Royal Enfield utilizou seu 125º aniversário para apresentar ao mundo uma nova estratégia e um portfólio de produtos atualizado.

Agora, além das motocicletas tradicionais, a empresa está focando em modelos com motores maiores, mobilidade elétrica e na cultura de motocicletas customizadas.

O expoente central da feira foi a Royal Enfield Himalayan 750. Este é o primeiro modelo da empresa com motor de 750 cc, desenvolvido especificamente para viagens longas e travessia de rotas difíceis. Anteriormente, a empresa popularizou o motociclismo para os entusiastas com a Himalayan 411 há cerca de dez anos, e agora a Himalayan 750 eleva este segmento a um novo nível.

Este modelo é equipado com um novo motor bicilíndrico paralelo de 743 cc, que funciona a ar e óleo. Ele é capaz de gerar um torque de 63 Nm a 5000 rpm. É notável que 90% desse torque, ou cerca de 56,7 Nm, é alcançado apenas a 3500 rpm, o que promete melhor desempenho em condições difíceis e em diferentes modos de condução.

A Himalayan 750 possui cinco modos de condução, um bloco de medição de inércia (IMU) de 6 eixos, ABS, controle de tração sensível à inclinação e piloto automático. Ela tem uma roda dianteira de 19 polegadas e uma traseira de 17 polegadas, ambas sem câmara. A empresa oferecerá-a com opções de rodas fundidas ou raiadas. Para garantir viagens longas confortáveis, há um para-brisa ajustável, assentos separados para motorista e passageiro, e capacidade de carga de 195 kg. A motocicleta é destinada àqueles que gostam de viajar por todos os tipos de estradas, de montanhas a longas rodovias.

A próxima apresentação foi a Continental GT 750, que é o modelo de motocicleta de produção mais potente da marca atualmente. Esta é uma versão mais esportiva da famosa série de café racers da empresa. Ela mantém o estilo característico dos modelos GT antigos, mas o foco está em um design mais moderno e em um desempenho aprimorado.

A Continental GT 750 utiliza uma versão aprimorada do novo motor bicilíndrico de 743 cc, usado na Himalayan 750. A empresa afirma que a Continental GT 750 será o modelo de motocicleta de produção mais potente, oferecendo componentes aprimorados, materiais premium e muitas modificações para aumentar a eficiência.

O modelo é equipado com um display TFT híbrido de dois painéis especial, que combina design retrô com tecnologias modernas. Será apresentado em duas configurações: o modelo padrão com carenagem aberta e a versão fechada (carenada). Na versão carenada, o guidão está mais baixo, proporcionando ao condutor uma postura mais esportiva. A Royal Enfield oferece-a em três cores: Red Line, TT Blue e Master Clean.

A Royal Enfield também apresentou a nova S6 Scrambler sob sua marca de mobilidade elétrica Flying Flea. Este modelo promove o conceito de mobilidade elétrica City+ da empresa, mostrando que as motocicletas elétricas podem ser usadas não apenas para viagens urbanas, mas também para aventuras.

A Flying Flea S6 é desenvolvida com base na plataforma leve e flexível C6 da empresa. Ela é equipada com um motor elétrico de alta potência e possui um assento estilo enduro, dando-lhe um visual de scrambler. De acordo com a empresa, ela pode ser facilmente usada tanto no tráfego urbano quanto em estradas irregulares.

A motocicleta elétrica é equipada com um display sensível redondo que funciona no Fleaware.OS, bem como vários modos de condução e funções de assistência ao motorista. Uma característica especial é o novo modo off-road, apresentado pela primeira vez. A Flying Flea S6 estará disponível em duas cores — Dart Yellow e Lightning Grey, e seu lançamento está previsto para o verão de 2027.

Além dos novos modelos de série, a Royal Enfield deu atenção especial à cultura de motocicletas customizadas. Em colaboração com a renomada marca de motocicletas customizadas Deus Ex Machina, a empresa apresentou uma edição customizada especial da Shotgun 650, chamada «Son of Gun». Esta motocicleta foi fabricada com grande atenção: combina cores vermelho escuro, creme e dourado, possui elementos gráficos especiais no tanque de combustível, carcaça do motor 650 Twin em preto piano, discos de alumínio contrastantes e assento de couro marrom com marcação exclusiva Deus.

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Um ano e meio após ser exibido na Expo 2025, realizada em Osaka, o veículo robótico Corleo será apresentado na EICMA 2026, em Milão. A Kawasaki Motors Europe confirmou que o robô de quatro patas estará presente no estande N46 do Pavilhão 11, entre os dias 5 e 8 de novembro.

No entanto, os visitantes não verão o robô em movimento neste evento. De acordo com a Kawasaki, o exemplar exposto é apenas um protótipo em tamanho real, servindo para ilustrar as dimensões físicas do projeto, funcionando essencialmente como uma maquete. Em sua aparição anterior em Osaka, o Corleo demonstrou apenas movimentação limitada, conseguindo ficar em pé e realizar pequenos ajustes posturais.

Existe uma considerável diferença entre esta versão estática e as imagens promocionais divulgadas pela marca. Os vídeos de divulgação mostram o veículo pulando e correndo em terrenos irregulares, uma funcionalidade que ainda está em fase de desenvolvimento e não pode ser demonstrada na feira.

Características e Proposta do Corleo

A Kawasaki categoriza o Corleo como RMV (Robotic Multi-legged Vehicle), ou seja, veículo robótico de múltiplas pernas. A ideia central é substituir as rodas tradicionais de uma motocicleta por quatro pernas articuladas, dotadas de acionamento independente. Isso permitiria ao veículo transitar por superfícies montanhosas e irregulares onde os veículos comuns enfrentam limitações.

Em termos de propulsão, o veículo utiliza um motor de 150 cm³ alimentado por hidrogênio, que atua como gerador de eletricidade. O combustível é armazenado em cilindros localizados na parte traseira. Durante a apresentação inicial, a empresa também mencionou recursos como cascos antiderrapantes e um sistema de visão equipado com inteligência artificial, capaz de identificar o terreno, evitar obstáculos e prover iluminação durante o percurso.

O controle do Corleo difere dos métodos usados em motocicletas ou quadriciclos. O operador guia o robô através da transferência de peso corporal, de maneira análoga a montar um cavalo, sendo que sensores interpretam esses movimentos para ajustar as pernas em tempo real.

Adicionalmente, a Kawasaki planeja implementar um sistema de navegação próprio. Este sistema levará em conta variáveis como clima, temperatura, estado do solo e até a presença de vida selvagem para sugerir rotas seguras. Essas informações serão exibidas tanto no painel do veículo quanto em dispositivos conectados.

Visão Futura e Desenvolvimento

Todas essas inovações estão agrupadas sob o conceito denominado “Safe Adventure”, que se alinha aos três pilares da Group Vision 2030 da companhia: mobilidade do futuro próximo, sociedade conectada remotamente e soluções ambientais e energéticas. O desenvolvimento deste projeto está sob a responsabilidade da equipe Safe Adventure Business Development, que presta contas diretamente ao presidente da Kawasaki Heavy Industries, sinalizando a importância interna do projeto.

Shigemi Tanaka, diretor-geral da Kawasaki Motors Europe, declarou que a Kawasaki está na vanguarda de diversas investigações e áreas de atuação. Ele ressaltou que o CORLEO exemplifica não apenas a vasta experiência técnica, industrial e ambiental da empresa, mas também seu empenho em construir um futuro neutro em carbono. Tanaka expressou a esperança de que os visitantes demonstrem interesse no robô, além da linha de motocicletas 2027 exposta no estande.

Embora o Corleo tenha sido mostrado em abril de 2025 sem um prazo definido para lançamento, a Kawasaki agora projeta sua comercialização em larga escala por volta de 2035. Isso implica um período de desenvolvimento de quase uma década até que o veículo alcance as capacidades vistas nos vídeos. Por enquanto, a participação na feira de Milão oferece a chance de avaliar o robô pessoalmente.

Empresa LEQI busca transformar o transporte diário com o desenvolvimento de dispositivos móveis inovadores
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Empresa LEQI busca transformar o transporte diário com o desenvolvimento de dispositivos móveis inovadores

De acordo com um relatório da QYResearch de 2026, a marca Megawheels da LEQI ocupou o quarto lugar entre os fabricantes no mercado global de scooters autossustentáveis de duas rodas. Na Japão, a Megawheels liderou o ranking, com dois milhões de usuários. Esses feitos refletem a ambição da LEQI de entrar em mercados estrangeiros e criar um negócio global sustentável.

Em ambientes urbanos, onde uma viagem de dois quilômetros pode ser um problema devido ao tráfego, dificuldades de estacionamento ou falta de transporte público, as scooters elétricas oferecem uma alternativa, desde que sejam portáteis, confiáveis e fáceis de usar.

Foi neste segmento de mercado que a LEQI, sediada em Shenzhen e fundada em 2016, se estabeleceu. Atualmente, sua linha de produtos inclui scooters elétricas, veículos autossustentáveis, bicicletas elétricas, sistemas de bagagem elétrica e motocicletas.

A principal tarefa da empresa é criar produtos que se adequem aos hábitos de deslocamento locais, satisfaçam os requisitos regulatórios e ganhem a confiança dos usuários em territórios desconhecidos. Embora a ideia pareça simples, a implementação representa um grande desafio.

Um dos novos desenvolvimentos da LEQI é a L3 Smart Electric Suitcase, que vai além da scooter tradicional. Este produto foi reconhecido na lista Red Dot Award: Product Design de 2026. Ele combina bagagem com uma plataforma de condução: o chassi dobrável e o corrimão permitem usar a mala como scooter, enquanto as rodas largas garantem estabilidade tanto em movimento quanto em repouso.

De acordo com a Red Dot, a mala é equipada com uma faixa de LED e sensores que permitem que ela siga o proprietário e evite obstáculos. O design foi elogiado por fundir com sucesso as funções de bagagem e mobilidade pessoal. O modelo L3 demonstra as ambições da LEQI de incorporar tecnologias de mobilidade em objetos cotidianos, oferecendo aos viajantes uma maneira de combinar bagagem e transporte em um único dispositivo ao se moverem por grandes aeroportos ou estações.

Este conceito faz parte de uma tendência mais ampla em mobilidade pessoal — a integração de tecnologias de transporte em itens que as pessoas usam diariamente. Atualmente, o portfólio da LEQI abrange viagens urbanas, lazer ativo e esportes, oferecendo produtos desde bicicletas elétricas e sistemas de bagagem até motocicletas de alta velocidade e motos de lama.

Dentro dessas categorias, a empresa desenvolve competências em sistemas de propulsão elétrica, gerenciamento de baterias, controle sensorial e software conectado. A experiência da LEQI em gerenciamento de baterias e sistemas de propulsão elétrica é aplicável tanto a scooters quanto a bicicletas elétricas, e os sensores e softwares podem suportar vários tipos de controle e interação com os veículos.

No entanto, ter tecnologia comum não significa design universal. Uma scooter urbana deve ser prática e portátil para viagens diárias, uma motocicleta off-road deve lidar com terrenos difíceis, e uma mala de condução deve atender às restrições de trânsito em aeroportos.

Assim, a tarefa da LEQI é adaptar suas tecnologias básicas às diferentes necessidades, ao mesmo tempo em que desenvolve produtos que são soluções completas por si só. Em 2021, a LEQI aprovou uma estratégia global de branding, utilizando duas marcas próprias — Megawheels e LEQI. Este passo fez parte dos esforços da empresa para penetrar em mercados estrangeiros, onde vendia produtos através de plataformas como Amazon e eBay, seu próprio site e canais B2B.

Além disso, em 2025, a LEQI alcançou o primeiro lugar mundial em remessas de scooters elétricas, e sua marca Megawheels teve 2 milhões de usuários e liderou na Japão. Apesar de a LEQI ter expandido a distribuição para além do mercado doméstico, transformar vendas internacionais em reconhecimento de marca, compras repetidas e suporte pós-venda confiável continua sendo um desafio complexo.

Os marketplaces online ajudam os fabricantes a alcançar clientes estrangeiros sem a necessidade de criar uma rede de varejo própria. No entanto, os compradores comparam rapidamente preços, características e avaliações, enquanto as marcas estabelecidas podem ter mais confiança em relação a reparos e peças de reposição.

A regulamentação adiciona outra camada de complexidade. As regras que regem as scooters elétricas variam de país para país, afetando limites de velocidade, acesso a estradas e permissões necessárias. Os produtos podem exigir especificações diferentes para cumprir as normas locais, e o cumprimento dessas regras não termina após o desembaraço aduaneiro.

A LEQI tem experiência com essas questões. Em uma análise de 2023, a publicação tecnológica alemã heise destacou o modelo LEQI smart A11 como uma das poucas scooters chinesas com permissão alemã de operação em estrada, conhecida como Allgemeine Betriebserlaubnis, ou ABE.

Cada mercado apresenta seus próprios requisitos. Compreender as expectativas locais e fornecer suporte pós-venda pode ser tão importante para a expansão internacional quanto o próprio veículo.

Em março de 2026, a LEQI concluiu uma rodada de financiamento Série B com a participação da Xiaomi Group e Shunwei Capital. Esses fundos serão destinados à pesquisa em sistemas de propulsão elétrica de maior densidade de potência, tomada de decisões em tempo real baseada em inteligência artificial e controle adaptativo, bem como sistemas de interação de próxima geração. A empresa também planeja acelerar sua expansão internacional e fortalecer as cadeias de suprimentos e distribuição globais.

A próxima fase de desenvolvimento da LEQI pode não se limitar ao lançamento de novos produtos. Ela precisa de capacidades de engenharia, produção e distribuição para apoiar esses produtos em diferentes mercados. A história da LEQI reflete um problema mais amplo para fabricantes chineses de equipamentos: habilidades de engenharia e produção permitem lançar produtos no mercado, mas não garantem a criação de uma marca global.

O modelo L3 ilustra como a LEQI explora novas maneiras de combinar mobilidade com objetos cotidianos, enquanto seu negócio de scooters fornece uma categoria de produtos estabelecida. Se isso se tornará uma vantagem de longo prazo depende da execução: os produtos devem cumprir as regras locais, funcionar como esperado e permanecer práticos de manter.

Classificações e prêmios de design atraem atenção, mas construir um negócio internacional sustentável exige algo menos óbvio: produtos que se integram organicamente à vida das pessoas, apoiados por um serviço que continua funcionando muito depois que a novidade passa.

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