Hyundai afirma que veículos a hidrogênio não falharam, mas enfrenta desafios de mercado e demanda
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Hyundai afirma que veículos a hidrogênio não falharam, mas enfrenta desafios de mercado e demanda

A Hyundai assegura que a tecnologia de carros a hidrogênio não foi descartada, contudo, reconhece que o principal obstáculo reside na dificuldade de encontrar consumidores dispostos a adquiri-los.

Essa avaliação foi feita por Scott Nargar, gerente sênior de Mobilidade Futura e Relações Governamentais da Hyundai na Austrália, durante uma entrevista concedida ao portal australiano CarExpert. Ele mencionou que o próximo veículo a hidrogênio da montadora destinado ao mercado australiano ainda está sob análise.

Além da baixa aceitação do público, fatores como o custo elevado e a escassez de pontos de abastecimento também representam barreiras significativas.

Tecnicamente, um automóvel movido a hidrogênio opera de maneira semelhante a um elétrico, mas com uma distinção crucial: em vez de armazenar energia em uma bateria volumosa, ele a gera durante o deslocamento. Um sistema de célula de combustível utiliza o hidrogênio presente no tanque em combinação com o oxigênio atmosférico para produzir eletricidade, resultando apenas em água como subproduto.

O processo de reabastecimento é rápido, comparável ao de um veículo a combustão. No entanto, enquanto os modelos elétricos de bateria se tornaram mais acessíveis na última década, os carros a hidrogênio mantêm preços altos tanto na compra quanto na manutenção.

A Hyundai não está isolada nesse cenário, embora tenha poucos concorrentes diretos. A Toyota continua a investir nesta tecnologia com seu modelo Mirai, e a BMW anunciou planos para lançar um modelo de série a hidrogênio em 2028. Em contraste, a Mercedes-Benz optou por encerrar o desenvolvimento de carros de passeio movidos a hidrogênio após anos de pesquisa.

A Hyundai possui experiência com hidrogênio desde 1998. A empresa introduziu o ix35 Fuel Cell em 2013 e o SUV Nexo em 2018, que acumulou aproximadamente 38 mil vendas globais. A segunda versão do Nexo, desenvolvida a partir do conceito Initium de 2024, foi lançada em 2025.

No Brasil, uma unidade do Nexo está sendo testada na USP, localizada em São Paulo, desde 2025. Este veículo é abastecido com hidrogênio gerado a partir de etanol na primeira estação desse tipo no mundo. A estratégia visa capitalizar sobre a infraestrutura de distribuição de etanol já existente no país para produzir hidrogênio próximo aos locais de uso.

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O mês de outubro registrou uma redução de 5,3% nas vendas de veículos novos no Brasil quando comparado a setembro. Apesar dessa retração geral, a Fiat Strada manteve sua posição como o modelo mais vendido, conforme os dados fornecidos pela K.Lume Consultoria Automobilística. No entanto, a segunda colocação apresentou uma mudança notável.

Em setembro, o Hyundai HB20 havia assumido o topo das vendas de carros de passeio, substituindo o Volkswagen Polo. O compacto de origem coreana alcançou a marca de 9.037 unidades vendidas, representando um aumento de 2.723 unidades em relação ao mês anterior.

Análise do desempenho dos modelos

Este crescimento do HB20 foi potencializado pela diminuição nas vendas do VW Polo, que caiu de 11.095 unidades para 8.125. Os modelos Tera e T-Cross também registraram vendas menores durante o período analisado.

A terceira posição no ranking dos carros mais vendidos no Brasil permaneceu inalterada, sendo ocupada pelo BYD Dolphin Mini. Este modelo foi seguido pelo Fiat Argo, que demonstra manter um volume de vendas robusto, mesmo com a chegada iminente de sua nova geração.

Entre os veículos que entraram no top 10 em outubro, destacou-se o Toyota Yaris Cross, que continua apresentando um ritmo ascendente de vendas. Por outro lado, o GWM Haval H6 sofreu uma queda de posições, passando da 8ª para a 11ª colocação.

O desempenho da Geely foi considerado fraco em outubro, visto que tanto o EX2 quanto o EX5 EM-i deixaram o top 50. A marca chinesa está se preparando para iniciar a produção nacional desses automóveis, o que deve auxiliar no atendimento à demanda dos consumidores.

Entre os lançamentos recentes, o Jaecoo 5 completou seu primeiro mês completo de vendas, registrando 748 unidades e ficando na 68ª posição. Já o BYD Atto 2, lançado há alguns meses, teve seu início de entrega aos clientes em outubro, emplacando 2.274 unidades e posicionando-se próximo ao seu parente Song Plus.

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Após deixar a presidência da Renault no Brasil em 2025, Ricardo Gondo assumiu o mesmo cargo na Nissan há dois meses. Em uma reunião com jornalistas, ele revelou que existem discussões internas acerca da viabilidade de produzir veículos no país utilizando kits importados, seja na modalidade completamente desmontada (CKD) ou semidesmontada (SKD).

Apesar dessa discussão, Gondo esclareceu que os modelos Kait e Kicks manterão sua produção na fábrica localizada em Resende, no Rio de Janeiro. O executivo destacou o cenário atual do setor automotivo brasileiro, mencionando que a produção de veículos leves cresceu 9,7% até setembro deste ano, com projeção de encerramento do ano em alta de 7,6%. Contudo, ele ressaltou que, caso se exclua a produção CKD/SKD, essa expansão cairia para apenas 2%.

Embora não tenha fornecido exemplos específicos, Gondo apontou que, atualmente, as marcas chinesas são as que mais se concentram nesse tipo de produção, o que resulta em uma participação mínima de compras no parque nacional de autopeças.

Mudanças esperadas a partir de 2027

O panorama do mercado pode sofrer alterações a partir de 2027, conforme expectativas baseadas nos compromissos assumidos pelas marcas BYD e GWM com a produção local. Além disso, a Geely já estabeleceu acordos com a Renault. É importante notar, contudo, que entidades como a Sindipeças e os fabricantes de pneus ainda aguardam o início de pedidos em ritmo satisfatório.

Gondo também confirmou o lançamento do X-Trail e-Power no Brasil durante o primeiro trimestre de 2027. Este veículo é um SUV médio importado, classificado como elétrico de alcance estendido. Ele contará com tração 4x4 e dois motores que, juntos, geram 216 cv e 33,7 kgfm. O sistema inclui um motor a combustão de 1.5 turbo, cuja função é apenas alimentar um gerador para recarregar a bateria de 1,85 kWh.

Essa configuração elétrica permite que o motorista utilize apenas gasolina para abastecimento, eliminando a necessidade de carregadores externos e proporcionando maior tranquilidade em viagens longas. Apesar de não definir prazos exatos, Gondo confirmou estudos que indicam um mercado brasileiro em franca expansão nas categorias de híbridos e elétricos, com um ritmo de crescimento superior ao que a Nissan havia previsto. Ele enfatizou que tal cenário demanda tomadas de decisão rápidas, visto que outros fabricantes também estão avançando nessa mesma direção.

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