BMW lança versão alongada do Série 3 para a China com 2,97 m de entre-eixos e até 287 cv
Leia mais
AutoPapo
autopapo.com.br

BMW lança versão alongada do Série 3 para a China com 2,97 m de entre-eixos e até 287 cv

A BMW está prestes a comercializar na China uma edição estendida do seu novo Série 3, que se aproxima em tamanho de um Série 5. Os detalhes deste sedã foram registrados no Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) chinês, um procedimento obrigatório antes do seu lançamento oficial.

O modelo possui um comprimento total de 4,87 metros e uma distância entre eixos de 2,97 metros. Este espaçamento está apenas 2,5 centímetros abaixo do que é encontrado no Série 5 vendido no Brasil. A razão para este design alargado é a preferência do consumidor chinês por sedãs que ofereçam amplo espaço para os passageiros traseiros, que frequentemente incluem o próprio proprietário do veículo.

Ao ser comparada com o Série 3 lançado recentemente no Ocidente, a variante chinesa apresenta um aumento de 11 centímetros na distância entre eixos e aproximadamente 10 centímetros no comprimento total.

Essa estratégia de oferecer versões alongadas não é inédita; a geração atual já dispõe de uma versão exclusiva para a China desde 2019, com 2,96 metros de entre-eixos. No mercado brasileiro, a BMW continua a produzir a geração anterior do sedã em Araquari (SC), que conta com 2,85 metros de entre-eixos.

Este modelo é produzido em Shenyang pela BMW Brilliance, uma joint venture entre a marca alemã e uma montadora chinesa. Ele utiliza uma atualização da plataforma CLAR e mantém maçanetas tradicionais nas portas, alinhando-se à nova regulamentação chinesa que proíbe maçanetas embutidas e elétricas a partir de 2027.

As opções disponíveis serão as versões 325L e 330L, ambas equipadas com motor 2.0 turbo de quatro cilindros. A versão 325L entrega 234 cv, enquanto a 330L atinge 287 cv, sendo que o 320i fabricado no Brasil possui 184 cv para fins de comparação. As versões com motor de seis cilindros, como a M350 xDrive, não constam nos registros do MIIT.

É importante notar que, na China, o imposto de consumo aplicado a veículos novos aumenta de acordo com o deslocamento do motor, o que resulta em custos mais elevados para os modelos com motorização superior a 2 litros.

Histórias semelhantes

Nissan transforma sedã Sentra em conceito esportivo de 304 cv com componentes de supercarro
Leia mais
autopapo.com.br

Nissan transforma sedã Sentra em conceito esportivo de 304 cv com componentes de supercarro

O Sentra, um sedã médio conhecido por ser um veículo mais tradicional e que foi descontinuado no Brasil em julho, foi transformado em um modelo esportivo de alto desempenho nos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, dia 28, a Nissan apresentou o Sentra Spec-V Concept. Este conceito conta com um motor 2.0 turbo que gera 304 cavalos de potência, um câmbio manual de seis marchas e incorpora diversos componentes retirados do supercarro GT-R.

Este carro-conceito serve para celebrar os 35 anos do Sentra SE-R, uma versão esportiva que conquistou os entusiastas na América do Norte. Ele será exposto no Sema Show, a principal feira de acessórios e preparação automotiva dos EUA, que ocorrerá em Las Vegas entre os dias 3 e 6 de novembro.

Na versão padrão, o motor 2.0 do Sentra é aspirado e produz 151 cv. No entanto, na versão conceito, ele foi equipado com um turbocompressor Garrett G25, intercooler frontal, pistões forjados da JE e bielas da Carrillo, além de outros reforços internos. Essas modificações elevaram a potência medida nas rodas para 304 cv, dobrando o rendimento original.

O sistema de transmissão inclui um câmbio manual de seis velocidades e um diferencial autoblocante, ambos provenientes do Juke Nismo RS, a versão esportiva do SUV compacto. O conjunto é complementado por um volante do motor mais leve, fornecido pela Centerforce.

Os freios foram herdados do GT-R Nismo, apresentando pinças Brembo com seis pistões e discos de 39 cm na frente, e pinças de quatro pistões com discos de 38 cm na traseira. Outros elementos do supercarro cedidos ao conceito incluem o aerofólio traseiro e os bancos dianteiros da marca Recaro.

Esteticamente, o Sentra recebeu um kit de carroceria alargada, um capô com aberturas de ar, um sistema de escapamento com saída lateral e rodas forjadas Nismo de 19 polegadas, montadas com pneus Yokohama Advan.

Para otimizar o desempenho em pista, a suspensão foi aprimorada com amortecedores dianteiros que possuem reservatório externo, molas mais rígidas e novas barras estabilizadoras.

Apesar das características avançadas, a Nissan esclarece que o Sentra Spec-V é estritamente um carro-conceito e não terá fins de venda comercial. Segundo Kim Less, vice-presidente de pós-venda e fidelização de clientes da Nissan nas Américas, tais projetos funcionam como uma maneira de inspirar os fãs e demonstrar o potencial que pode ser alcançado com modelos como o Sentra e o Z.

BMW F 450 RR, considerada miniatura da S 1000 RR, possui 48 cv e custa cerca de R$ 42 mil
Leia mais
autopapo.com.br

BMW F 450 RR, considerada miniatura da S 1000 RR, possui 48 cv e custa cerca de R$ 42 mil

A BMW Motorrad lançou a F 450 RR, uma versão reduzida da superesportiva S 1000 RR. Este modelo foi apresentado na Europa como a nova opção de entrada para a linha RR, que engloba as motocicletas esportivas com carenagem da marca.

Na Alemanha, o preço inicial da motocicleta é de aproximadamente R$ 42 mil, o que corresponde a 7.250 euros. A F 450 RR é equipada com um motor bicilíndrico de 420 cc, derivado do motor da F 450 GS, gerando 48 cv a 8.750 rpm e 4,4 kgfm a 6.750 rpm. A fabricante informa que 80% desse torque já está disponível a partir de 3.000 rpm, e ela conta com um câmbio de seis velocidades.

A potência foi especificamente calibrada para atender à categoria A2 da licença europeia, que impõe um limite de 35 kW (equivalente a 48 cv) para motociclistas iniciantes.

Estruturalmente, o conjunto é construído sobre um chassi tubular de aço e possui um peso de 177 kg em ordem de marcha. De acordo com a BMW, ela consegue atingir 100 km/h em 5,6 segundos e alcança uma velocidade máxima de 177 km/h.

A estética da carenagem reflete o design característico da linha RR, apresentando uma seção dianteira baixa, traseira elevada e winglets laterais para aerodinâmica. O farol de LED replica a assinatura luminosa das motocicletas maiores da BMW, e as entradas de ar laterais possuem um desenho assimétrico.

Como padrão de fábrica, a F 450 RR vem com um painel TFT de 6,5 polegadas com capacidade de conexão, acelerador eletrônico e três modos de pilotagem: Rain, Road e Race. No sistema de frenagem frontal, utiliza disco de 310 mm e pinça monobloco Brembo de quatro pistões, além do ABS Pro, que opera mesmo durante as curvas.

Na Europa, a moto está disponível em quatro configurações distintas, oferecendo pacotes visuais e equipamentos adaptados tanto para uso em vias públicas quanto para pista. As versões mais caras podem incluir a Easy Ride Clutch, um sistema de embreagem automatizada que elimina a necessidade de usar a alavanca para iniciar ou parar o veículo.

Atualmente, a família 450 ainda não foi introduzida no mercado brasileiro. Embora a BMW tenha confirmado sua intenção de comercializar a F 450 GS no país, nenhuma data ou preço foi divulgado. Caso chegue, a RR competirá contra modelos como Yamaha R3 e Kawasaki Ninja 500.

BMW apresenta terceira geração do chassi M Motorsport para a M 1000 RR, baseado em pistas
Leia mais
autopapo.com.br

BMW apresenta terceira geração do chassi M Motorsport para a M 1000 RR, baseado em pistas

A BMW revelou a terceira versão de seu chassi M Motorsport, que serve de base para sua motocicleta de maior performance, a M 1000 RR. Este anúncio global será válido para a superbike a partir do ano-modelo 2027, momento em que o novo chassi passará a ser padrão de fábrica.

Essa inovação faz parte de uma estratégia da marca que visa transferir diretamente o desempenho da competição para o uso em vias públicas. O mesmo quadro utilizado pelas equipes de elite será empregado pelas equipes de clientes que utilizam a M 1000 RR em competições ao redor do mundo.

Detalhes técnicos do novo chassi

De acordo com a BMW, a nova estrutura feita de alumínio é aproximadamente 1,3 kg mais leve que a anterior, apresentando reduções de espessura de parede de até 30% em certos pontos. Em uma superesportiva projetada para pista, a diminuição de peso na área central contribui para melhorar a agilidade e as mudanças de direção.

A redução na espessura foi utilizada para ajustar separadamente a rigidez e a flexibilidade em diferentes direções. A BMW explica que um chassi de moto esportiva não deve ser totalmente rígido; quando a moto está inclinada, a suspensão opera em um ângulo desfavorável para absorver irregularidades, sendo necessário que o próprio quadro ofereça alguma cedência para manter o pneu em contato com o solo.

Este é o ponto que a BMW afirma ter dimensionado: em curvas, o quadro flexiona lateralmente dentro de limites pré-estabelecidos no projeto, auxiliando a suspensão na absorção dos defeitos do pavimento. O resultado esperado é um contato mais estável do pneu, um retorno de informações mais nítido para o piloto e um desgaste mais homogêneo do pneu.

Em contraste, no sentido longitudinal, a estrutura mantém uma alta rigidez para garantir que a frenagem e a aceleração sejam transmitidas sem perda de previsibilidade sob carga.

Declarações e processo de desenvolvimento

Sven Blusch, chefe do BMW Motorrad Motorsport, declarou que “o novo quadro M Motorsport combina construção leve consistente com rigidez e características de flexão precisamente calibradas. Isso cria a base para um desempenho preciso da ciclística e máxima aderência”.

O desenvolvimento deste componente ocorreu em Munique, local onde a geometria, a distribuição de rigidez e as espessuras de parede foram definidas inicialmente por meio de simulações digitais, posteriormente validadas em bancadas e testes realizados em pista.

As quatro partes fundidas que compõem o quadro — cabeça de direção, laterais esquerda e direita, e seção traseira — são produzidas na fábrica do BMW Group em Landshut, utilizando um processo de fundição em baixa pressão. Este método garante que o molde seja preenchido de maneira controlada, minimizando a turbulência e a inclusão de ar, o que é um fator crítico em peças de paredes finas.

Os vazios internos são criados através de moldes de areia de quartzo, gerados pelo processo cold-box. Antes mesmo da fabricação do ferramental, a BMW realiza simulações digitais do comportamento da mistura de areia e ar para determinar a posição dos respiradouros e bicos. Após a fundição, os componentes passam por inspeção com raio-X, medição de espessura de parede e medição por coordenadas.

A montagem final do quadro ocorre na fábrica de Berlim, que lidera a rede de produção de motocicletas da BMW. Ali, as quatro peças são alinhadas e unidas por solda TIG, seguidas por um processo de pintura por imersão catódica, que protege inclusive as cavidades internas contra corrosão. Por fim, a usinagem final ajusta as superfícies operacionais e os pontos de fixação, e uma nova verificação por coordenadas assegura a exatidão dimensional do conjunto antes de ser liberado para a linha de montagem da M 1000 RR.

No contexto brasileiro, as expectativas sobre a chegada da M 1000 RR são baixas, visto que a versão de competição M não é comercializada oficialmente. Os entusiastas que buscam esportividade no Brasil devem se contentar com a S 1000 RR, pois o país fabrica suas próprias motocicletas BMW, tornando a introdução de um novo modelo significativamente mais complexa devido à necessidade de realinhamento de toda a fábrica.

Popular