Novo Imposto Seletivo sobre carros terá alíquotas maiores que o IPI, mas não elevará o preço final dos veículos
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Novo Imposto Seletivo sobre carros terá alíquotas maiores que o IPI, mas não elevará o preço final dos veículos

O governo federal divulgou, nesta quarta-feira (4), a Medida Provisória 1.399, que estabelece o valor do Imposto Seletivo, conhecido como o «imposto do pecado», que será aplicado aos automóveis a partir de 2 de fevereiro de 2027.

Este novo tributo irá substituir o IPI dos veículos e possui alíquotas superiores. Apesar disso, espera-se que o custo dos carros permaneça próximo ao nível atual.

As alíquotas adotadas seguem a estrutura do IPI Verde, vigente desde novembro do ano anterior: 6,3% para carros de passeio e 3,9% para picapes e veículos comerciais leves, com possíveis ajustes baseados em fatores como tipo de combustível, potência, eficiência, segurança e capacidade de reciclagem.

A razão para a manutenção do preço reside na base de cálculo. Enquanto o IPI era calculado sobre o valor total do veículo, incluindo ICMS, PIS e Cofins, o Imposto Seletivo é cobrado sobre um valor inferior, excluindo esses tributos.

Para equilibrar essa diferença, a MP aplica um multiplicador de 1,21 às alíquotas vigentes, valor que representa, em média nacional, o quanto a base de cálculo com tributos excede a base sem eles. Em exemplos simplificados, o montante pago permanece similar.

Na prática, o equilíbrio financeiro varia por modelo, podendo haver pequenas diferenças no valor final.

Modelos elétricos não serão isentos, mantendo o desconto de dois pontos percentuais que já existia sob o IPI. As picapes também não sofrerão aumentos drásticos, pois utilizam uma tabela específica onde o diesel adiciona 2,5 pontos, em contraste com os 12 pontos aplicados aos carros de passeio. Isso faz com que um modelo como a Toro custe significativamente menos que o Commander, mesmo utilizando o mesmo motor.

Os descontos aplicáveis dependem de três critérios avaliados individualmente para cada modelo. A eficiência energética pode gerar um abatimento de até 2 pontos se o consumo de energia for menor que um limite determinado pelo peso do próprio veículo. A segurança concede 1 ponto e exige equipamentos de série como controle de estabilidade, frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa e proteção para pedestres.

Por fim, a reciclabilidade permite um desconto de até 2 pontos, condicionado à política da fabricante de encaminhar um veículo antigo para desmanche a cada cinco ou dez unidades produzidas do respectivo modelo. Somando esses critérios, cerca de 6 pontos são subtraídos do Imposto Seletivo, garantindo que a alíquota nunca fique abaixo de zero. No caso do Compass, por exemplo, a alíquota passaria de 9,44% para 3,39%, mas como esses descontos já eram válidos, a comparação de preços não se altera.

O Mobi continua elegível ao programa Carro Sustentável, e a MP assegura a manutenção da alíquota zero para estes modelos. Os mesmos benefícios se estendem a compradores com deficiência, pessoas com autismo e taxistas.

Em janeiro, a CBS, um tributo federal introduzido pela reforma tributária, assumirá o lugar do PIS e da Cofins, que atualmente influenciam o preço dos automóveis. O Tribunal de Contas da União (TCU) estimou a alíquota de referência da CBS em 11,3%, e o Senado tem prazo até 15 de dezembro para definir esse percentual. A receita projetada com o Imposto Seletivo será considerada para diminuir a CBS, embora o impacto direto no preço de cada carro ainda não esteja claro.

As alíquotas definidas na MP não são finais. O governo tem até 31 de maio de 2027 para apresentar ao Congresso um projeto de lei contendo os percentuais referentes a 2028. Antes disso, a Câmara e o Senado devem aprovar a MP, que pode ser objeto de emendas. De acordo com a Constituição, uma MP que crie ou aumente impostos só terá validade no ano subsequente se for convertida em lei até o final do ano em que foi promulgada.

Adicionalmente, o governo propôs uma emenda constitucional visando manter o IPI ativo em janeiro de 2027, visto que o novo imposto somente entrará em vigor em fevereiro.

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O governo indiano tomou uma decisão significativa antes do festival Diwali. De acordo com um aviso do Ministério das Finanças, publicado no último dia de outubro, o imposto de exportação sobre a gasolina foi reduzido para zero (Imposto de Exportação de Gasolina Zero). Simultaneamente, os impostos sobre a exportação de diesel e combustível de aviação (ATF) foram aumentados.

Essas mudanças foram introduzidas pelo Ministério das Finanças através de um aviso emitido na sexta-feira, 31 de outubro. Ele indicava que o imposto sobre o ganho extraordinário (Windfall Gain Tax) seria aumentado em duas semanas para a exportação de diesel e combustível de aviação. Ao mesmo tempo, foi decidida a revogação da taxa sobre lotes de gasolina enviados para exportação.

Segundo o governo, esses ajustes recentes foram realizados em meio às flutuações constantes no mercado global de energia e à tensão geopolítica no Oriente Médio.

Neste âmbito da decisão, o imposto de exportação sobre a gasolina, que anteriormente era de 2,50 rúpias por litro, foi reduzido para zero. O governo esclareceu que essas taxas alteradas entram em vigor em 31 de outubro e serão válidas durante as próximas duas semanas.

Além disso, de acordo com o aviso oficial, o imposto especial adicional (SAED) sobre a exportação de ATF foi ligeiramente aumentado de 10,50 rúpias por litro para 11 rúpias por litro. A tarifa de exportação de diesel também aumentou significativamente. O valor, incluindo SAED e taxa de estradas e infraestrutura, foi elevado de 8,50 rúpias por litro para 11,50 rúpias por litro, o que representa um aumento direto de 3 rúpias por litro no imposto.

De acordo com a PTI, o Ministério das Finanças enfatizou que, apesar da mudança nos impostos sobre ganhos extraordinários, as taxas de imposto vigentes para o consumo interno de gasolina e diesel não foram alteradas. Essas novas mudanças dizem respeito exclusivamente à exportação de produtos petrolíferos.

Vale notar que o imposto sobre ganhos extraordinários é usado pelo governo para cobrar impostos sobre lucros adicionais em situações em que as empresas podem obter mais receita do que o habitual devido a condições de mercado excepcionais. No caso dos combustíveis, o aumento dos preços no mercado internacional permite que as refinarias obtenham maiores lucros com a venda de gasolina e diesel no exterior. Nesses momentos, o governo tenta obter parte desse benefício adicional através de impostos de exportação.

A Índia introduziu pela primeira vez o imposto sobre ganhos extraordinários na exportação de produtos petrolíferos em julho de 2022. Aproximadamente dois anos depois, ele foi revogado em dezembro de 2024. Em seguida, em março de 2026, foi novamente introduzido pelo governo em meio a turbulências no mercado global de energia e ao aumento dos preços do petróleo bruto. Desde então, as taxas são ajustadas de acordo com as condições de mercado.

O governo revisa esses impostos a cada duas semanas, levando em consideração as mudanças nos preços internacionais dos combustíveis, bem como os lucros obtidos pelas refinarias locais e exportadores com vendas no exterior. Ao impor tarifas de exportação, o governo busca tornar as vendas estrangeiras menos atraentes e estimular as refinarias a manterem alta disponibilidade de produtos no mercado interno.

Investigação apura possível fraude com registro de veículos elétricos na divisa de Brasília
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Existe uma disparidade notável entre o número de carros elétricos e híbridos por habitante em Brasília e nas cidades goianas localizadas no Entorno do Distrito Federal. Enquanto Brasília apresenta o maior índice nacional, as cidades vizinhas do Entorno demonstram um registro muito baixo desses veículos.

Essa diferença estatística motivou uma suspeita que está sendo investigada pelo Fisco de Goiás: há indícios de que veículos circulando no Entorno estão registrados em Brasília, aproveitando-se da isenção de IPVA oferecida na capital federal.

Um levantamento realizado pelo AutoPapo comparou dados de emplacamentos da ABVE, abrangendo o período de janeiro de 2022 a setembro de 2026, com estimativas populacionais fornecidas pelo IBGE. As oito principais cidades goianas do Entorno, incluindo Águas Lindas de Goiás e Formosa, possuem uma população total de 1,2 milhão de habitantes, mas registraram apenas 57 carros eletrificados (totalmente elétricos e híbridos), o que representa menos de 5 veículos a cada 100 mil moradores.

Em contraste, o Distrito Federal registra um índice de 2.539 por 100 mil habitantes, um valor mais de 500 vezes superior. Em Santo Antônio do Descoberto, com 76 mil residentes, nenhum veículo foi emplacado, enquanto Cidade Ocidental, com 104 mil, registrou um.

Embora a menor renda no Entorno contribua para essa diferença, outros fatores foram analisados, utilizando a Grande Goiânia como grupo de controle experimental. Cidades como Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade, que compartilham o mesmo estado e regras de IPVA, mas não fazem fronteira com o DF, apresentam índices significativamente maiores: Aparecida com 291 por 100 mil, Senador Canedo com 344, e Trindade com 250.

Ao somar os municípios goianos com mais de 50 mil habitantes fora do Entorno (excluindo Goiânia), o índice atinge 425 por 100 mil, quase cem vezes superior ao dos municípios próximos a Brasília. Números tão baixos em cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes são raros, sendo comparáveis apenas a locais remotos na Amazônia, como Parintins (AM).

O principal incentivo para que cidadãos de Goiás registrem seus automóveis em Brasília, possivelmente de forma irregular, reside na legislação de 2019 do Distrito Federal, que isenta totalmente o IPVA para carros elétricos e híbridos até o final de 2027. Esta é a única unidade federativa que oferece tal isenção sem restrição de valor, diferentemente de Goiás.

Devido a essa situação, a Secretaria da Economia de Goiás e a Polícia Civil iniciaram a Operação Quíron em agosto de 2024. A operação visa combater proprietários residentes em Goiás que registram seus veículos fora do estado, utilizando endereços falsos, de parentes ou incorretos.

Na sua primeira etapa, a polícia identificou cerca de 500 proprietários, sendo que 99% dos casos estavam relacionados ao DF. Em abril de 2025, o estado já havia recuperado mais de R$ 3 milhões, e em setembro, o número de donos notificados subiu para cerca de 700, com um prejuízo estimado em R$ 10 milhões.

Uma nova fase da investigação, anunciada em outubro de 2025, focou em 172 veículos adquiridos fora de Goiás, majoritariamente no DF. Além da cobrança do IPVA, os infratores podem ser multados em 100% do valor devido, pagar a diferença de ICMS e responder por crime contra a ordem tributária, sujeito a pena de até dois anos de detenção.

As autoridades não divulgaram as cidades de residência dos investigados. Enquanto isso, a isenção no DF permanece válida, e há um projeto em tramitação na Câmara Legislativa que busca estender esse benefício até 2030.

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