Audi A3 Sedan usado: 10 fatos sobre o modelo produzido no Brasil
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Audi A3 Sedan usado: 10 fatos sobre o modelo produzido no Brasil

O Inovar-Auto, um programa setorial governamental lançado no início dos anos 2010, introduziu particularidades no mercado brasileiro, permitindo que marcas de luxo, como a Audi, iniciassem a montagem de veículos localmente, incluindo o A3 Sedan.

A fabricante alemã retomou suas atividades na planta compartilhada com a Volkswagen no Paraná, após um período de operação entre 1999 e 2006. Desta vez, a Audi focou na produção do A3 Sedan. Embora o modelo tenha recebido adaptações para a fabricação nacional, ele preservou a dinâmica refinada, o desempenho robusto e o luxo característicos da marca alemã.

Histórico e Evolução do Modelo

A terceira geração do Audi A3 foi a responsável por apresentar a versão Sedan. Este modelo foi apresentado globalmente no Salão do Automóvel de Nova York em 2013 e chegou ao Brasil em janeiro de 2014, inicialmente importado da Hungria. Inicialmente, o carro utilizava o motor 1.8 TFSi de 180 cv. Posteriormente, surgiu uma versão de entrada com motor TFSI 1.4 a gasolina de 122 cv, que se tornou flex com a linha de montagem nacional em 2015.

O Audi A3 Sedan também ofereceu uma opção mais potente, o 2.0 com 220 cv, e passou por uma reformulação estética em 2017. Em 2019, foi lançada uma edição especial de 25 Anos, limitada a 600 unidades, celebrando o aniversário da marca na América Latina. Esta primeira geração do sedã encerrou sua produção em 2020.

O relançamento do A3 Sedan marcou a reinauguração da linha de montagem da Audi em São José dos Pinhais, no Paraná, tudo sob o guarda-chuva do Inovar-Auto, que oferecia incentivos fiscais para a produção local. Outras montadoras beneficiadas por este programa incluíram BMW em Araquari (SC), Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP) e Jaguar Land Rover em Itatiaia (RJ).

Vale notar que a fábrica utilizada pela Audi havia sido inaugurada em 1998 para produzir o Volkswagen Golf IV e, de 1999 a 2005, fabricou a primeira geração do A3 Sportback. Nesta unidade paranaense, além do A3 Sedan, também foi produzido o Q3. As operações da unidade foram suspensas em dezembro de 2020, pois a montadora alegou a ausência de definição sobre os créditos de IPI acumulados que não foram totalmente devolvidos.

Atualmente, a unidade funciona no regime SKD para a montagem do Q3, um processo onde o veículo chega quase completo e apenas a união da carroceria com a base ocorre na planta.

Adaptações Brasileiras e Mudanças Mecânicas

Ao receber o passaporte brasileiro em 2015, o Audi A3 Sedan passou por diversas adaptações, sendo que alguns aspectos mecânicos foram simplificados para reduzir custos de produção. Uma alteração notável ocorreu na suspensão traseira: a Audi substituiu o sistema independente multibraço por um eixo de torção, uma configuração comum em sedãs médios de marcas generalistas da época.

Outra mudança significativa foi no sistema de transmissão. O câmbio automatizado S tronic, conhecido por seu sistema de dupla embreagem de sete marchas, foi substituído por uma caixa automática Tiptronic de seis marchas com conversor de torque. Em compensação, o Audi A3 Sedan ganhou um aumento considerável de potência. O motor 1.4 TFSI, que originalmente entregava 122 cv, foi adaptado para ser flex, recebeu comando variável de válvulas no escapamento e passou a gerar 150 cv.

Um diferencial importante do A3 Sedan fabricado no Paraná é a altura do veículo. Para adequar-se ao padrão de asfalto local, a suspensão foi elevada em 1,5 cm em comparação com o modelo importado.

Desempenho e Acabamento

Analisando especificamente o modelo 1.4 flex, apesar das alterações na transmissão, os 150 cv do motor turbo com injeção direta da família EA211 proporcionam um nível satisfatório de prazer ao dirigir. As acelerações são ágeis, e o câmbio Tiptronic, embora menos sofisticado que o S tronic, entrega um tempo de 0 a 100 km/h de 8,8 segundos, segundo a fabricante.

Em rodovias, o Audi A3 Sedan demonstra boa evolução, atingindo rapidamente os 100 km/h permitidos. Para retomadas, os 25,5 kgfm estão disponíveis entre 1.500 e 4.000 rpm, e o turbo atua rapidamente para ultrapassar outros veículos.

A engenharia alemã é evidente na construção sólida do sedã, que mantém firmeza em curvas acentuadas e em trechos de alta velocidade. A direção é descrita como precisa e firme, dando a sensação de que o carro está firmemente plantado no solo. A suspensão por eixo de torção no modelo brasileiro possui uma calibração mais suave, sem comprometer a estabilidade ou a dinâmica do veículo.

No interior, o A3 Sedan fabricado no Brasil mantém a identidade da marca. O painel apresenta espuma injetada com superfície agradável ao toque, e o revestimento das portas e as colunas com tecidos também se destacam, assim como o acabamento suave do porta-luvas. Os bancos dianteiros oferecem boa densidade e material de qualidade, embora não sejam extremamente envolventes. O quadro de instrumentos analógico é considerado clássico e fácil de visualizar, sendo o volante o único elemento que poderia ter um diâmetro menor.

O espaço traseiro comporta confortavelmente dois adultos e uma criança. A suspensão mais macia em relação ao exemplar húngaro, combinada com rodas de 17 polegadas, reflete mais as imperfeições internas, mas sem ser um problema grave. O isolamento acústico é eficiente, e o porta-malas oferece 425 litros, um volume adequado para sedãs médios.

Versão Ambiente 2016 e Equipamentos

Considerando o Audi A3 Ambiente 1.4 TFSi do ano 2016, já adaptado ao mercado brasileiro, ele inclui seis airbags, sistemas de controle de estabilidade, controle de tração e de subida, sensor de ré, faróis de xenônio, luz de condução diurna e Isofix. Adicionalmente, o sedã conta com ar condicionado, trio elétrico, freio de estacionamento eletrônico, sensores de chuva e crepusculares, sistema start-stop, volante com ajustes de altura e profundidade, e central multimídia com leitor de CD e cartão de memória.

Entretanto, essa transição para o modelo Ambiente simplificou alguns recursos. O ar condicionado deixou de ser automático, os bancos trocaram o revestimento em couro por tecido, e a central multimídia não dispõe de Bluetooth. Pacotes superiores, contudo, incluíam tecnologias ADAS, como controle de cruzeiro adaptativo, alertas de colisão frontal e de saída de faixa, além de frenagem automática de emergência. Outros opcionais disponíveis eram câmera de ré, sensores de estacionamento dianteiros, assistente de estacionamento semiautomático, acabamento em couro, chave presencial, teto panorâmico, GPS nativo e DVD player.

Ao consultar valores médios do Audi A3 Sedan Ambiente 2016 na KBB Brasil, é fundamental lembrar que se trata de um veículo de luxo, exigindo manutenção especializada, e as peças de acabamento e carroceria tendem a ser mais caras. É positivo que o motor 1.4 flex seja conhecido e que a caixa Tiptronic geralmente apresente menos problemas que a S tronic. Recomenda-se verificar os preços de componentes específicos e os problemas relatados em fóruns de discussão e no Reclame Aqui.

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É difícil citar atualmente um sedã esportivo disponível para compra, sendo que exemplos como BMW M3 ou Dodge Charger Scat Pack são considerados ultra-especializados. Essa dificuldade faz com que carros esportivos de uso mais comum percam a relevância que possuíam há alguns anos, o que é lamentável.

Nesta semana, a Nissan apresentou um Sentra modificado como parte de seus projetos para o SEMA Show 2026. Este veículo é baseado na nona geração, lançada no final do ano passado, uma versão que dificilmente será comercializada no Brasil.

A geração anterior foi descontinuada em agosto passado após um desempenho de vendas insatisfatório, registrando apenas 341 unidades de janeiro a junho, enquanto o Toyota Corolla vendeu 13.021 unidades no mesmo período. Devido a isso, não há perspectiva de ver o novo Sentra no país, que hoje oferece a linha composta pelos SUVs Kait e Kicks, além do Versa. Há rumores de que a Nissan planeja introduzir um sucessor elétrico de origem chinesa, mas isso ainda carece de confirmação oficial.

É notável ver um Versa preparado para o SEMA, especialmente considerando que ele utiliza um motor 2.0 turbo de 304 cv, equipado com turbina Garrett, intercooler e componentes internos forjados, acoplado a uma caixa manual de seis marchas. Seu visual remete aos modelos especiais da Nismo, com pintura branca e detalhes vermelhos no body kit, além de um aerofólio traseiro proeminente. Os freios e bancos são provenientes do Nissan GT-R Nismo, e as rodas de 19 polegadas usam pneus com boa aderência. Com um diferencial de deslizamento limitado, este Sentra promete ser prazeroso de dirigir, e os mais otimistas esperam que ele inspire uma versão esportiva do sedã nos Estados Unidos.

O que causa maior pesar é saber que o Sentra já teve uma versão esportiva genuína, que foi um rival digno do lendário Honda Civic Si no início dos anos 2000.

O segmento de sedãs médios nunca foi o mais atraente da indústria. Geralmente, os entusiastas viam o sedã médio como uma opção de bom senso: um carro prático, funcional e sensato, ideal para quem precisa equilibrar a vida familiar com o deslocamento diário, oferecendo amplo porta-malas, espaço traseiro e uma condução suave para longas viagens. Embora o design fosse importante, raramente era o fator decisivo, e a esportividade costumava se limitar a pacotes estéticos mais agressivos.

No Brasil, a exceção mais notável nesse segmento é o Honda Civic Si de oitava geração, lançado em 2007. Fabricado em Sumaré (SP), ele é reverenciado como um dos melhores carros esportivos nacionais. O Si possuía o motor K20Z3, um quatro-cilindros de dois litros com comando i-VTEC, capaz de atingir 192 cv a 8.000 rpm. Combinado a um câmbio manual de seis marchas de engates precisos, diferencial helicoidal com deslizamento limitado, ele conseguia acelerar de 0 a 100 km/h em cerca de 7,9 segundos. Além disso, era uma excelente base para modificações, consolidando-o como um clássico cult caro no mercado de usados.

Enquanto a Honda prosperava com o Civic Si, outros sedãs médios no país pareciam se contentar com um perfil mais conservador. O Nissan Sentra, importado oficialmente a partir da quinta geração em 2004 e recebendo a sexta em 2007, oferecia uma proposta sólida e racional, com boa construção, isolamento acústico eficiente e equipamentos fartos. Contudo, ele nunca conseguiu desafiar a liderança de mercado do Corolla e do Civic, em parte devido à popularidade desses rivais e ao estigma de ser um «carro de tiozão». A própria Nissan utilizou campanhas publicitárias para brincar com essa reputação, tentando mudar a percepção, mas isso não despertou o desejo dos entusiastas.

A história do Sentra no Brasil poderia ter sido diferente, pois o elemento necessário para mudar essa visão já existia e era popular nos Estados Unidos desde 2001: o Nissan Sentra SE-R.

Em 2000, a Nissan lançou a quinta geração do Sentra. Nos mercados dos EUA, Europa e Japão, ele passou a ser classificado como sedã compacto, equivalente a um sedã médio no mercado brasileiro. As versões importadas para o Brasil usavam o motor QG18DE, um quatro-cilindros de 1,8 litro com 115 cv, focado em conforto e economia, geralmente com transmissão automática de quatro marchas.

Nos Estados Unidos, a divisão da Nissan mantinha um legado forte com a sigla «SE-R». Na geração B13 (início dos anos 90), o SE-R com o motor SR20DE de 2,0 litros era um ícone, comparado ao «BMW 2002 dos anos 90» devido ao seu chassi leve e motor girador. Após uma pausa na sigla na geração B14, a Nissan buscou resgatar o espírito esportivo na plataforma B15, lançando o Sentra SE-R Spec V no final de 2001.

O diferencial estava no motor: em vez do 1.8, os engenheiros instalaram o QR25DE, o maior quatro-cilindros disponível. A família de motores «QR» foi desenvolvida no início dos anos 2000 para substituir a família SR. O QR25DE, um quatro-cilindros de 2.488 cm³, tinha arquitetura focada em torque em baixas e médias rotações e eficiência. Em suas aplicações normais (como na picape Frontier e no Altima), ele entregava cerca de 154 cv e 24,1 mkgf de torque.

Para o Sentra SE-R Spec V, a Nissan ajustou o motor: a taxa de compressão aumentou de 9,5:1 para 10,5:1, o perfil dos comandos foi modificado para alongar as respirações, e o sistema de exaustão recebeu um coletor otimizado. Isso resultou em um aumento para 177 cv a 6.000 rpm e 24,9 kgfm de torque a 4.000 rpm. O Spec V recebeu transmissão manual de seis marchas de relações curtas e diferencial autoblocante para direcionar a força às rodas dianteiras.

O nome «Spec V» era uma referência sutil às versões V-Spec do Skyline GT-R, que também inspirou o design das entradas de ar do para-choque dianteiro. Externamente, o carro possuía saias laterais proeminentes, faróis com máscara negra, rodas de liga leve exclusivas de 17 polegadas e um spoiler traseiro funcional. A suspensão era mais rígida, com amortecedores mais firmes, buchas de PU na traseira e uma barra de travamento dianteira. Os freios incluíam ABS nas quatro rodas, com opção de conjunto Brembo de quatro pistões na frente.

Internamente, os bancos tinham maior apoio lateral inspirado no Skyline, a alavanca de câmbio era revestida em couro com topo de alumínio, e o volante de três raios era mais grosso. O Sentra SE-R Spec V da geração B15 era um sedã esportivo legítimo, capaz de atingir 100 km/h em cerca de 7,1 segundos e completar o quarto de milha em aproximadamente 15,2 segundos, embora seja pouco conhecido fora dos EUA.

Quando a Nissan lançou a sexta geração do Sentra (B16) em 2006, houve uma evolução notável, utilizando a plataforma global C da aliança Renault-Nissan. O sedã tornou-se maior, mais largo, mais rígido e mais sofisticado. A Nissan também preparou uma variante Spec V para esta nova geração, dando atenção especial ao motor, que foi totalmente reformulado.

A admissão recebeu um coletor de polímero redesenhado com dutos de fluxo direto e uma borboleta maior. Os comandos de válvulas tiveram um perfil mais agressivo e molas reforçadas. Para suportar o limite de giro elevado para 7.000 rpm, os pistões receberam saias reduzidas e uma camada especial de resina de molibdênio para diminuir o atrito, juntamente com bielas de aço forjado leves e balanceadas. Com câmaras de combustão retrabalhadas e nova programação eletrônica, o motor alcançou 203 cv a 6.600 rpm e 24,9 mkgf de torque a 5.200 rpm, permitindo acelerar de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos com o câmbio manual de seis marchas e diferencial autoblocante helicoidal.

As melhorias na suspensão e nos freios foram similares à geração anterior, mas adicionaram uma barra de amarração em «V» no porta-malas. As rodas de liga leve de 17 polegadas tinham dez raios e abrigavam discos dianteiros de 12,6 polegadas (320 mm), maiores que os do Nissan 350Z da época. Visualmente, o B16 Spec V apresentava para-choques exclusivos, saias laterais integradas, grade frontal escura, spoiler na tampa do porta-malas e saída de escape cromada de grande diâmetro. O interior incluía cintos de segurança vermelhos, bancos esportivos com apoios laterais acentuados e bordados «SE-R», pedaleiras de alumínio e mostradores adicionais no painel central para medir Força G e pressão do óleo.

Naquele momento, a Nissan do Brasil já havia reconhecido o sucesso do Honda Civic Si e planejava seu lançamento no país entre 2008 e 2009. O mercado brasileiro estava em rápida expansão, e a marca precisava dissociar o Sentra da imagem de «carro de tiozão». A estratégia parecia ideal: importar o carro diretamente da fábrica de Aguascalientes, no México, de onde já vinham as versões.

BYD Sealion 7 estabelece novo padrão de desempenho e sofisticação em SUVs premium
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BYD Sealion 7 estabelece novo padrão de desempenho e sofisticação em SUVs premium

Desde que a BYD chegou ao Brasil, os consumidores têm descoberto um leque de veículos elétricos e super híbridos que ultrapassam os modelos já conhecidos. Dentre os luxuosos carros totalmente elétricos da greentech, o BYD Sealion 7 se destaca: este novo membro da linha Ocean une as dimensões robustas de um SUV de luxo com as linhas esportivas e elegantes de um cupê.

Dotado de tração integral (AWD), o veículo gera 531 cv de potência e 690 Nm de torque, alcançando a velocidade de 0 a 100 km/h em meros 4,5 segundos. Este conjunto posiciona o modelo como o mais potente entre seus rivais diretos, elevando o nível de desempenho e sofisticação da categoria.

Considerando as características da topografia brasileira, a BYD realizou uma calibração específica para o mercado nacional, conforme explicou Alexandre Aquino, diretor de produto da BYD Auto Brasil. Ele ressaltou que o Sealion 7 oferece o melhor dos dois mundos: a praticidade de um SUV combinada com o vigor de um esportivo de alta performance, mencionando um ajuste cuidadoso para o Brasil sem perder a dinâmica do modelo, com um vão livre de 169 mm.

Design, performance e conforto

A capacidade de um SUV apresentar números de supercarro facilita a decisão de compra para quem aprecia ambas as propostas. Com o BYD Sealion 7, o comprador não precisa escolher entre emoção e funcionalidade. Na área urbana, o formato cupê atrai olhares, enquanto o vão livre de 169 mm e o porta-malas com abertura sem contato simplificam o dia a dia. Em estradas, a potência é complementada por controle e proteção de altura.

O Sealion 7 possui nota máxima de segurança no Euro NCAP e está equipado com nove airbags (incluindo frontais, laterais, de cortina e um central entre os assentos), além de um pacote completo de assistência ao condutor (ADAS 2). Este pacote inclui Controle de Cruzeiro Adaptativo e Inteligente (ACC), Frenagem Automática de Emergência (AEB), assistentes de permanência e mudança de faixa (ELKA/LDA), e radares avançados para alerta e frenagem em tráfego cruzado, tanto frontal quanto traseiro.

Este modelo 100% elétrico redefine os padrões de tecnologia, design e desempenho. Sua autonomia atinge 360 km no ciclo PBEV, e a recarga rápida permite elevar a bateria de 30% a 80% em aproximadamente 30 minutos.

A sofisticação começa pelo exterior, evidenciada pelos faróis duplos em formato de U, pelas rodas de 20 polegadas equipadas com pneus Michelin 245/45 R20 e pela lanterna traseira com visual futurista. Internamente, o BYD Sealion 7 transforma o conforto premium em uma experiência de altíssimo nível.

A cabine apresenta revestimento em couro legítimo tipo Nappa, teto panorâmico com persiana elétrica, iluminação ambiente multicolorida e sistema de som Dynaudio com 12 alto-falantes. Os assentos dianteiros oferecem aquecimento, ventilação e ajustes elétricos detalhados (oito posições para o motorista, incluindo suporte lombar), e os assentos traseiros também possuem função de aquecimento.

No painel, uma tela rotativa de 15,6 polegadas acompanha o painel de instrumentos de 10,25 polegadas e um *head-up display*, que exibe alertas e informações de navegação no para-brisa. Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, concluiu que o Sealion 7 demonstra que a eletrificação não é apenas uma escolha racional, mas também aspiracional e sofisticada, atendendo ao consumidor brasileiro que busca performance e conectividade.

Análise do lançamento do Ford Bronco híbrido no Brasil em 2027 e leilão de Ferrari 499P modificada
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Análise do lançamento do Ford Bronco híbrido no Brasil em 2027 e leilão de Ferrari 499P modificada

O Ford Bronco EREV, um SUV híbrido plug-in de origem chinesa, está programado para ser lançado no mercado brasileiro em 2027. Conforme informações do Autos Segredos, a fabricante já vinha avaliando a introdução do veículo no país antes de tomar a decisão final.

É importante notar que o Bronco EREV possui características distintas dos modelos Bronco atuais (que utiliza o chassi da picape Ranger) e Bronco Sport (que compartilha base com a picape Maverick). Este novo modelo foi desenvolvido separadamente em colaboração com a empresa chinesa JMC, sendo projetado desde o início para incorporar sistemas de propulsão eletrificados.

Seu sistema mecânico combina um motor turbo de quatro cilindros com 150 cv e 24,5 kgfm, juntamente com dois motores elétricos (um em cada eixo). O motor a combustão funciona apenas como gerador de energia para a bateria de 43,7 kWh, enquanto a tração é fornecida pelos motores elétricos, que geram 422 cv e 60 kgfm de torque. Essa configuração permite atingir 100 km/h em 5,8 segundos, e a autonomia combinada pode alcançar 1.220 km sob o padrão chinês CLTC.

Com dimensões de 5,03 metros de comprimento e um entre-eixos próximo a três metros, o Bronco EREV é maior que o Bronco Sport. Embora os valores ainda não tenham sido divulgados, espera-se que seu custo ultrapasse os R$ 250.000 solicitados pelo modelo menor, dada sua tecnologia híbrida inédita no mercado local.

Ferrari 499P Modificada vai a leilão e pode passar dos R$ 40 milhões

Uma oportunidade notável surgiu para entusiastas de protótipos de Le Mans: a casa de leilões Christie irá comercializar uma Ferrari 499P Modificada em seu próximo evento realizado em Genebra, Suíça. O valor necessário para adquirir este veículo é de cerca de R$ 40 milhões.

A ligação com Le Mans é substancial, pois a 499P Modificada é uma variação do protótipo que conquistou a Ferrari na edição de 2023 das 24 Horas de Le Mans, marcando a décima vitória italiana na corrida e a primeira desde 1965. Além de manter um visual muito semelhante ao carro de competição, ela compartilha o mesmo conjunto mecânico: um V6 biturbo de três litros mais um motor elétrico de 272 cv.

Diferentemente do protótipo Hypercar, que alcançava 680 cv, esta Modificata atinge 706 cv, sem estar sujeita às restrições da FIA. Ela também dispõe de um botão «push to pass» que eleva temporariamente a potência para 767 cv. O exemplar da Christie está praticamente novo, tendo sido usado apenas em testes de shakedown após sair da fábrica. Quem a comprar terá acesso ao programa Sport Prototipi Clienti da Ferrari, que oferece suporte técnico especializado.

Atualizações de Modelos e Críticas Industriais

A Volkswagen lançou a linha 2027 do Polo, com a principal alteração concentrada na versão Track, que agora inclui sensores de estacionamento traseiros de série. Adicionalmente, a versão de entrada recebeu um novo pacote opcional por R$ 2.660, que inclui vidros elétricos com acionamento por toque nas quatro portas e retrovisores elétricos que se rebaixam ao engatar a ré.

Não houve mudanças estéticas ou mecânicas significativas em outras versões. As variantes Track e Robust continuam utilizando o motor 1.0 flex aspirado de três cilindros e 12 válvulas, gerando 77 cv e 9,6 kgfm de torque com gasolina, ou 84 cv e 10,3 kgfm com etanol, sempre acoplado a um câmbio manual de cinco marchas. Já as versões Sense e Highline empregam o motor 1.0 turbo flex TSI, que entrega 109 cv com gasolina e 116 cv com etanol, mantendo 16,8 kgfm de torque, e utiliza uma transmissão automática de seis marchas.

Os preços de todas as versões foram reajustados, com aumentos variando entre R$ 300 e R$ 2.000. Especificamente, Track e Sense passaram de R$ 96.690 para R$ 97.990; Polo Robust subiu de R$ 112.990 para R$ 114.990; e o Polo Highline passou de R$ 138.690 para R$ 138.990.

Por sua vez, a Nissan manifestou preocupação com o crescente volume de produção de veículos no Brasil proveniente de kits importados da China. Ricardo Gondo, presidente da Nissan do Brasil, apontou que grande parte do crescimento da produção nacional em 2026 advém de operações CKD e SKD, que utilizam veículos parciais ou totalmente desmontados com pouca manufatura local.

Gondo detalhou que, embora a produção brasileira tenha crescido 8,7% entre janeiro e setembro de 2026, esse número cai para apenas 2,5% se forem excluídos os veículos montados a partir de kits importados. Dados da Anfavea corroboram isso, indicando que cerca de 123.000 das 173.000 unidades extras produzidas em comparação com 2025 são resultado de montagens CKD e SKD, representando mais de 70% do aumento produtivo. O problema reside no fato de que essas operações demandam menos componentes nacionais, diminuindo a atividade da indústria de autopeças local, visto que os conjuntos prontos são importados.

Apesar das críticas, Gondo mencionou que a Nissan estuda a produção via CKD ou SKD, dependendo das políticas industriais e incentivos governamentais. Ele assegurou que os modelos Kicks e Kait continuarão sendo fabricados normalmente na unidade de Resende, Rio de Janeiro. Em contraste, a fábrica de Resende da Nissan viu sua produção aumentar em 29,5% no mesmo período, atingindo 65.640 veículos, enquanto as exportações cresceram 145%, com a meta de alcançar 90.000 unidades até o final do ano.

Honda Racing Lança Peças de Preparação para Carros de Rua

A Honda Racing Corporation (HRC), braço de competição da Honda, iniciará a comercialização de peças de preparação destinadas a carros de rua. Após anunciar planos em 2024 e exibir um Prelude preparado no Tokyo Auto Salon no início do ano, a Honda confirmou que apresentará sua primeira linha de componentes no SEMA Show, em novembro, com vendas começando em março de 2027, inicialmente nos Estados Unidos (facilitando a importação para o Brasil).

O catálogo HRC Performance Parts incluirá peças para os modelos Civic Type R, Acura Integra Type S, e os SUVs Passport e Pilot. Para os dois esportivos, a HRC desenvolveu rodas de alumínio forjado de 19 polegadas em colaboração com a empresa italiana 2elle-engineering, fornecedora das rodas do Acura ARX-06 de endurance. Cada roda pesa apenas 9,4 kg, o que representa uma redução de aproximadamente 10 kg de massa não suspensa em comparação com a original, além de serem meia polegada mais largas e terem sido testadas no Nürburgring.

No SEMA, a Honda também exibirá protótipos de futuros itens, como suspensões ajustáveis, camber plates, freios Brembo com pinças de seis pistões e alavancas tipo short shifter, embora estes ainda estejam em fase de desenvolvimento. Todas as peças serão vendidas através das concessionárias Honda e Acura, e pela loja online nos EUA. Preços e a possibilidade de expansão da linha HRC Performance Parts para outros mercados ainda não foram comunicados.

Toyota Propõe Reconhecimento de Veículos a Combustão como Zero Emissão na Europa

A Toyota apresentou uma proposta à União Europeia visando que carros movidos a combustão sejam classificados como veículos de emissão zero, contanto que sejam abastecidos exclusivamente com combustíveis renováveis. Esta sugestão foi feita em meio às discussões para flexibilizar as metas de emissões de CO₂ estabelecidas para 2035.

A ideia consiste em criar uma nova categoria de homologação denominada VEEF (Vehicles running Exclusively on Eligible Fuels). Essa classificação permitiria categorizar veículos que utilizam somente biocombustíveis e combustíveis sintéticos renováveis como zero emissão. Contudo, isso não implica ausência de emissões pelo escapamento; a proposta foca em considerar as emissões ao longo de todo o ciclo de vida do combustível, incluindo sua produção, e não apenas o que é expelido.

Para que isso ocorra, os combustíveis devem satisfazer os critérios de sustentabilidade definidos pela legislação europeia. A Toyota já está testando essa viabilidade, participando de um projeto piloto na Espanha junto à BMW, Bosch e Repsol, utilizando cerca de 20 veículos Toyota, Lexus, BMW e Mini abastecidos com a gasolina renovável Nexa 95, derivada de resíduos orgânicos. Esses carros são modelos convencionais, sem modificações mecânicas.

A Bosch desenvolveu o sistema Digital Fuel Twin para monitorar o uso exclusivo de combustível renovável, cruzando dados dos veículos, postos de combustível e transações de abastecimento. Além disso, a Toyota defende que a meta europeia de 2035 seja reduzida de 100% para 90% de corte nas emissões médias de CO₂ de carros novos, propondo que os 10% restantes sejam compensados pelo uso de aço de baixo carbono e combustíveis renováveis. Para 2030, a empresa sugere que o cumprimento das metas seja avaliado em um período de cinco anos (2028 a 2032), permitindo compensações anuais.

Segundo a Toyota, os veículos elétricos deveriam representar cerca de 45% das vendas europeias em 2030, um patamar inferior aos mais de 55% estimados para cumprir as metas atuais. Por essa razão, a companhia também pleiteia revisões periódicas das metas caso a infraestrutura e a demanda não evoluam conforme o planejado. Atualmente, o reconhecimento dos veículos VEEF permanece como uma proposta da Toyota, e não uma regra aprovada pela União Europeia.

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