Honda transforma Passport em veículo off-road híbrido para competir na Baja 1000
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Honda transforma Passport em veículo off-road híbrido para competir na Baja 1000

A Honda Racing (HRC), em colaboração com a Mason Motorsports, desenvolveu o Passport Baja Spec Trophy Truck, que se tornará o primeiro veículo híbrido a participar da categoria Trophy Truck do Score World Desert Championship em 2027.

Este novo modelo terá sua apresentação oficial no SEMA Show 2026, evento agendado para ocorrer em Las Vegas, entre os dias 3 e 6 de novembro. A Menzies Motorsports também faz parte deste projeto, e o bicampeão da Baja 1000, Bryce Menzies, atuará como piloto nas competições.

O conjunto mecânico do veículo combina um motor V6 biturbo de 2,4 litros com um sofisticado sistema híbrido de 800 volts. Este propulsor compartilha tecnologia com o protótipo de endurance Acura ARX-06 GTP, que foi campeão em Daytona e Sebring. De acordo com a Honda, a potência gerada excede a dos motores V8 de 9,0 litros utilizados nos Trophy Trucks tradicionais.

O sistema híbrido, desenvolvido pela HRC, emprega uma bateria com células do tipo bolsa, similar às usadas em gerações passadas da Fórmula 1, e esta é protegida por uma estrutura de fibra de carbono. Outros recursos incluem freios eletrônicos em cada eixo, controle de tração adaptativo e gestão de potência auxiliada por inteligência artificial. Um software unificado controla motor, chassi e sistema de energia, permitindo ajustes durante as corridas. A Honda optou por não divulgar a capacidade exata da bateria nem a potência fornecida pelo sistema elétrico.

A transmissão de cinco marchas foi projetada pela Mason e opera com tração integral. O projeto incorpora conjuntos de engrenagens angulares nas rodas traseiras e engrenagens de portal nos cubos dianteiros, o que contribui significativamente para elevar a altura livre do solo do veículo.

O modelo utiliza uma versão modificada do chassi AWD Gen 2 da Mason, sendo que a seção traseira foi adaptada pela HRC para acomodar o sistema híbrido. A carroceria completa é fabricada em fibra de carbono e possui soluções aerodinâmicas destinadas a canalizar o fluxo de ar até o radiador, que está posicionado na parte inferior traseira.

Internamente, uma célula de combustível de carbono-Kevlar, com capacidade para 549 litros, foi instalada no centro da cabine para auxiliar na manutenção do equilíbrio durante o consumo. A bateria e demais componentes de peso fixo são localizados na parte traseira. O conjunto é finalizado com amortecedores duplos Fox em cada roda e pneus da marca Toyo.

Adicionalmente ao Trophy Truck, a Honda apresentará no SEMA Show um Passport TrailSport Baja Chase. A estreia deste segundo modelo nas competições está programada para a Baja 500 de 2027, que ocorrerá entre 2 e 6 de junho. Posteriormente, a montadora almeja conquistar a vitória geral na Baja 1000, que celebrará seu sexagésimo aniversário em 2027.

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Análise da Honda XL750 Transalp: desempenho em estrada versus limitações no uso off-road
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Análise da Honda XL750 Transalp: desempenho em estrada versus limitações no uso off-road

O primeiro contato com a Honda XL750 Transalp ocorreu durante a descida da Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina, um ambiente propício para qualquer motocicleta de trilha média ou grande. Após dez dias de uso prático, que incluiu tráfego urbano e deslocamentos cotidianos, ficou claro que a Transalp possui um nicho específico: rodovias e viagens.

Este modelo retornou ao mercado com um visual distinto da antecessora 700, apresentando uma aparência mais imponente e um design que agrada mesmo fora de estrada. Ao contrário da nova CB 750 Hornet, que recebeu críticas por abandonar os quatro cilindros, a Transalp evitou essa cobrança, pois sua proposta aventureira beneficia pilotos off-road que geralmente se adaptam melhor a motores com menos cilindros.

Desempenho e Comportamento

Embora compartilhe a mesma base da CB 750 Hornet — um bicilíndrico de 755 cm³, gerando 69,3 cv e 7,04 kgf.m —, a Transalp demonstra um comportamento diferenciado. Sua aceleração é mais suave em baixas rotações, e o motor atinge grande parte de sua capacidade próximo aos 7.000 rpm, proporcionando um aumento de velocidade e força notável.

A recomendação prática é operar o motor em rotações mais elevadas, evitando a escassez de potência em baixas faixas, especialmente nas marchas superiores. Mesmo sendo considerada "mais fraca" nessa faixa, a moto assegura uma condução segura em qualquer tipo de via. O conjunto revela seu potencial máximo em velocidades mais altas, durante passeios e em estradas, momento em que seu porte deixa de ser um obstáculo e o motor opera dentro de sua faixa ideal.

A ergonomia da Transalp agradou desde o primeiro contato, e apesar de suas dimensões serem classificadas entre intermediárias e grandes, nada parece excessivo enquanto a moto está em movimento. Manobrar com ela não representa dificuldade, mesmo considerando rodas de 21 polegadas na frente e 18 atrás, além de suspensões de 200 mm e 190 mm, respectivamente. O que realmente se destaca é a sensação de controle em todas as situações.

Capacidades Off-Road e Equipamentos

Fora do asfalto, a moto desempenha bem seu papel. Embora não seja uma CRF nem tenha sido projetada especificamente para isso, ela consegue encarar trilhas mais leves sem apresentar problemas. A eletrônica embarcada auxilia nesse quesito: entre os seis modos de pilotagem disponíveis, os modos Gravel (terra) e os personalizáveis User 1 e User 2 permitem desativar tanto o ABS quanto o controle de tração (HSTC).

A lista de equipamentos é robusta, incluindo iluminação full LED, os sistemas de assistência à condução mencionados e um painel TFT de 5 polegadas. Este painel é acessado por um joystick localizado no punho esquerdo e exibe todas as informações necessárias ao piloto. O ABS contribui para maior segurança nas frenagens, e o HSTC minimiza a perda de aderência da roda traseira; ambos são desativáveis nos modos específicos.

Pontos de Melhoria e Uso Urbano

As falhas identificadas incluem a ausência de conectividade com smartphones, um recurso que já está disponível no painel europeu, mas ainda não foi implementado na América do Sul. Adicionalmente, a porta USB não está convenientemente posicionada perto do guidão, estando localizada sob o assento do garupa, o que exige a remoção do estofamento para acesso ao celular.

Com maior tempo de convivência, o aquecimento tornou-se o principal ponto negativo. O motor aquece as pernas do condutor, e esse desconforto ocorre de forma previsível: em viagens ou dias frios, o vento ajuda a resfriar o conjunto, eliminando o incômodo. Contudo, em baixa velocidade, sem fluxo de ar e com temperaturas elevadas, o calor pode subir a ponto de incomodar também o passageiro. Nenhuma dessas situações impede o passeio, mas serve como um alerta importante.

Existe também um incômodo menor: ao parar e apoiar o pé esquerdo no solo, a carenagem sob o assento levanta e toca o piloto. Durante a condução, com o pé no pedal, isso não é um problema, mas na parada, pode ser preciso ajustar a posição ligeiramente mais à frente do assento.

No contexto do trânsito urbano, os benefícios são limitados. A primeira vantagem é a potência disponível quando necessária, o que é útil para realizar ultrapassagens ou sair de situações complicadas. A segunda vantagem reside na altura do guidão, que ultrapassa o retrovisor de carros pequenos, facilitando a passagem no corredor. No entanto, contra SUVs, cujos espelhos são mais altos, essa manobra não é viável, embora estes veículos ainda representem uma minoria.

Em suma, a moto é grande e pesada demais para o uso diário na cidade, além do problema de superaquecimento, o que enfraquece a justificativa da proposta da Transalp neste cenário. Apesar de ser versátil e apresentar mais qualidades do que defeitos, o custo final é considerável. O preço sugerido ao público é de R$ 65.545, podendo chegar a R$ 70 mil nas concessionárias. Para quem planeja utilizá-la conforme sua vocação — estrada, viagem e passeio —, a proposta se mantém válida. Para quem busca enfrentar o trânsito urbano diariamente, o peso, o tamanho e o calor tornam a escolha mais difícil de justificar por este valor.

Nissan transforma sedã Sentra em conceito esportivo de 304 cv com componentes de supercarro
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Nissan transforma sedã Sentra em conceito esportivo de 304 cv com componentes de supercarro

O Sentra, um sedã médio conhecido por ser um veículo mais tradicional e que foi descontinuado no Brasil em julho, foi transformado em um modelo esportivo de alto desempenho nos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, dia 28, a Nissan apresentou o Sentra Spec-V Concept. Este conceito conta com um motor 2.0 turbo que gera 304 cavalos de potência, um câmbio manual de seis marchas e incorpora diversos componentes retirados do supercarro GT-R.

Este carro-conceito serve para celebrar os 35 anos do Sentra SE-R, uma versão esportiva que conquistou os entusiastas na América do Norte. Ele será exposto no Sema Show, a principal feira de acessórios e preparação automotiva dos EUA, que ocorrerá em Las Vegas entre os dias 3 e 6 de novembro.

Na versão padrão, o motor 2.0 do Sentra é aspirado e produz 151 cv. No entanto, na versão conceito, ele foi equipado com um turbocompressor Garrett G25, intercooler frontal, pistões forjados da JE e bielas da Carrillo, além de outros reforços internos. Essas modificações elevaram a potência medida nas rodas para 304 cv, dobrando o rendimento original.

O sistema de transmissão inclui um câmbio manual de seis velocidades e um diferencial autoblocante, ambos provenientes do Juke Nismo RS, a versão esportiva do SUV compacto. O conjunto é complementado por um volante do motor mais leve, fornecido pela Centerforce.

Os freios foram herdados do GT-R Nismo, apresentando pinças Brembo com seis pistões e discos de 39 cm na frente, e pinças de quatro pistões com discos de 38 cm na traseira. Outros elementos do supercarro cedidos ao conceito incluem o aerofólio traseiro e os bancos dianteiros da marca Recaro.

Esteticamente, o Sentra recebeu um kit de carroceria alargada, um capô com aberturas de ar, um sistema de escapamento com saída lateral e rodas forjadas Nismo de 19 polegadas, montadas com pneus Yokohama Advan.

Para otimizar o desempenho em pista, a suspensão foi aprimorada com amortecedores dianteiros que possuem reservatório externo, molas mais rígidas e novas barras estabilizadoras.

Apesar das características avançadas, a Nissan esclarece que o Sentra Spec-V é estritamente um carro-conceito e não terá fins de venda comercial. Segundo Kim Less, vice-presidente de pós-venda e fidelização de clientes da Nissan nas Américas, tais projetos funcionam como uma maneira de inspirar os fãs e demonstrar o potencial que pode ser alcançado com modelos como o Sentra e o Z.

Jeep planeja nova geração do Renegade e avalia desenvolvimento de um Willys elétrico
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Jeep planeja nova geração do Renegade e avalia desenvolvimento de um Willys elétrico

A Jeep está preparando uma nova geração do modelo Renegade, que será lançado no continente europeu até o ano de 2030, visto que o veículo foi descontinuado na Europa em 2025. O anúncio foi realizado por Xavier Peugeot, diretor da Jeep na Europa, durante o Salão do Automóvel de Paris.

Além do Renegade, os planos da montadora para a Europa incluem a introdução de outro SUV compacto, o elétrico Recon, que será importado dos Estados Unidos, e um SUV de porte médio-grande, que está sendo desenvolvido em parceria com a empresa chinesa Dongfeng, com previsão de chegada em 2028.

A marca também sinalizou a possibilidade de um novo modelo elétrico inspirado no Willys, o jipe militar que serviu de origem para a Jeep. Com essas adições, a linha europeia da Jeep poderá expandir de seus atuais modelos Avenger e Compass para um total de até seis veículos.

De acordo com a Jeep, todos esses novos modelos oferecerão diversas opções de motorização, incluindo a elétrica, e todos virão equipados com tração 4x4. A ambição da marca é alcançar aproximadamente 90% do mercado de SUVs na Europa.

Historicamente, o Renegade registrou vendas superiores a 610 mil unidades na Europa desde seu lançamento em 2014, sendo produzido na fábrica de Melfi, na Itália. Atualmente, a produção deste SUV ocorre na fábrica de Goiana (PE), que atende tanto o mercado brasileiro quanto o da América Latina. No Brasil, o modelo recebeu recentemente versões equipadas com sistema híbrido leve de 48 volts.

Em Paris, a Jeep apresentou uma imagem chamativa: o Willys MB, utilizado durante a Segunda Guerra Mundial, posicionado ao lado de uma caixa marcada como “Not Fragile” e da silhueta de um SUV com design quadrado e estepe traseiro.

A Jeep informou que, após 2030, está estudando veículos compactos e eletrificados baseados em ícones como o Willys, visando atender às necessidades de cidades cada vez mais densamente povoadas. Contudo, Peugeot esclareceu à revista britânica Autocar que nenhum lançamento está confirmado. Ele ressaltou que as ideias relacionadas ao Willys precisam ser finalizadas até o final desta década, e que o DNA da marca representa uma das principais vantagens competitivas contra a entrada de fabricantes chineses.

O nome Willys possui relevância no Brasil, pois a Willys-Overland do Brasil fabricou o Jeep em São Bernardo do Campo (SP) a partir dos anos 1950, e atualmente a Willys nomeia uma das variantes do Renegade vendidas no país.

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