Gemini do Google permite edição de PDFs e documentos diretamente na interface
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Gemini do Google permite edição de PDFs e documentos diretamente na interface

O Google divulgou que o Gemini agora possui a capacidade de editar diversos tipos de arquivos, incluindo PDFs, apresentações (slides), planilhas, códigos de programação e documentos, tudo isso dentro de sua própria interface, eliminando a necessidade de softwares editores externos.

Esta funcionalidade está sendo disponibilizada para todos os usuários do serviço. Embora o Gemini já permitisse trabalhar com conteúdos como documentos de texto e planilhas, o anúncio do Google refere-se a um avanço significativo na maneira como a ferramenta manipula arquivos em diferentes formatos.

Anteriormente, para modificar um trecho de texto criado pelo Gemini, era necessário fornecer uma instrução específica (prompt) para realizar a alteração. Com esta atualização, o usuário pode efetuar modificações diretamente na interface do serviço, simulando que o próprio Gemini atua como um editor de texto.

Essa melhoria permite que um arquivo seja gerado, visualizado ou editado completamente através da tela de interação com a ferramenta. No entanto, o Google ressalta que a aplicabilidade varia conforme o dispositivo utilizado: a visualização e edição direta de PDFs são suportadas tanto na versão web quanto nos aplicativos móveis do Gemini.

Outros formatos, como Google Docs, Google Sheets, slides, Markdown, TXT e códigos de programação, estão disponíveis apenas na versão web neste momento. Segundo o Google, essa novidade está sendo lançada globalmente e em todos os idiomas onde o serviço opera.

É importante notar que a visualização e edição desses arquivos é acessível tanto para usuários gratuitos do Gemini quanto para aqueles que utilizam os planos pagos do Google AI, que no Brasil começam em R$ 24,99 mensais sob o nome Google AI Plus.

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Duas semanas após o lançamento do Gemini 4 Argon, o Google introduziu o Gemini 4 Carbon, que a empresa considera seu novo modelo de ponta. Este modelo foi desenvolvido especificamente para lidar com atividades avançadas de programação e cibersegurança, incluindo a identificação de falhas em ambientes controlados e a correção de códigos.

A apresentação do modelo ocorreu nesta quarta-feira, dia 29/10, mas ele ainda não está disponível para o público em geral. Seguindo o padrão estabelecido com o Claude Mythos 5 para modelos de grande porte, o Carbon será inicialmente disponibilizado apenas para especialistas em defesa digital, enquanto o Google realiza avaliações de segurança junto às autoridades dos Estados Unidos.

O Google planeja liberar os primeiros acessos via API em um período de uma a duas semanas. Contudo, não há previsão definida para sua integração ao aplicativo Gemini ou à interface destinada a navegadores. Os custos da API deverão seguir a mesma estrutura do modelo Argon: US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída.

Em relação aos resultados de desempenho, o Google ressalta o progresso da inteligência artificial nos benchmarks. No índice da consultoria independente Artificial Analysis, que avalia o desempenho da IA em cenários próximos ao uso real, o Gemini 4 Carbon atingiu a marca de 59 pontos. Essa pontuação o posiciona à frente de concorrentes como Claude Opus 5.5 (Anthropic), que obteve 58, GPT-6 Astra (OpenAI) com 57, e o próprio Gemini 4 Argon, com 50.

De acordo com o Google DeepMind, um dos avanços mais significativos do Carbon reside na capacidade de gerenciar tarefas extensas. Em testes internos, o modelo demonstrou habilidade para trabalhar por vários dias em problemas complexos de software, conseguindo retomar processos e buscar soluções alternativas quando encontrava impasses.

Apesar dos avanços, foram identificadas áreas onde o Carbon teve desempenho inferior ao de seus rivais. Especificamente no benchmark FrontierSWE 2, focado em agentes de programação, ele ficou atrás do GPT-6 Astra e do Opus 5.5. Além disso, a IA da Anthropic superou o Carbon no teste OSWorld-2.1, um dos principais indicadores de capacidade de operação autônoma de sistemas computacionais.

O principal foco do Gemini 4 Carbon é o setor de cibersegurança. Nos testes realizados pela companhia, o modelo demonstrou a capacidade de atuar desde a descoberta de vulnerabilidades até a implementação de correções possíveis. É relevante notar que este foco surge após incidentes de fuga de ambientes de teste envolvendo modelos da OpenAI, Anthropic e Meta.

Adicionalmente, o Carbon exibiu alta resistência contra ataques de injeção de prompt, um problema que tem sido particularmente preocupante para empresas e órgãos governamentais que delegam tarefas à IA. Em todos os testes realizados, o modelo do Google resistiu a todas as tentativas de manipulação por meio de injeção de prompt.

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A General Motors iniciou gradualmente, nesta quarta-feira (28), a disponibilização do Gemini, o assistente de inteligência artificial desenvolvido pelo Google, para veículos Chevrolet no Brasil que possuem o sistema Google integrado.

Inicialmente, a tecnologia foi lançada em inglês nos Estados Unidos em abril, posteriormente expandindo-se para os países latino-americanos de língua espanhola, e agora está chegando aos motoristas brasileiros em português.

Este sistema difere dos comandos de voz convencionais por compreender a linguagem natural e manter o contexto da conversa ao longo de múltiplas interações, eliminando a necessidade de o condutor repetir o comando inicial.

Na prática, o Gemini permite ações como ajustar a temperatura ao dizer "estou com frio" ou ativar o desembaçador ao informar que o para-brisa está embaçado. Além disso, é possível solicitar sugestões de paradas durante a viagem ou procurar músicas sem precisar saber o título exato.

O assistente também possui a capacidade de consultar o manual do proprietário para esclarecer dúvidas sobre as luzes do painel. Em modelos elétricos, ele fornece informações sobre a autonomia da bateria até o destino e planeja rotas com acesso a pontos de recarga.

Através do Gemini Live, ativado pela expressão "Hey Google, vamos conversar", motoristas e passageiros podem manter um diálogo contínuo para organizar itinerários. Os usuários têm a opção de retornar ao Google Assistente tradicional através do menu de configurações.

Esta atualização está disponível para os modelos Chevrolet Blazer EV, Equinox EV, Equinox Turbo e Silverado fabricados a partir de 2024, sendo distribuída pela loja Google Play.

Para que a funcionalidade seja ativada, o veículo deve rodar Android 11 ou uma versão superior, possuir conectividade de internet nativa, ter uma conta Google vinculada à central multimídia e um plano ativo do OnStar, que é o serviço de segurança e conectividade da Chevrolet.

Nos modelos previstos para 2027, o Gemini será oferecido gratuitamente no pacote OnStar Basics. Contudo, para os modelos de 2026 e anos anteriores, a assinatura do serviço permanece como um requisito pago.

O acesso ao assistente pode ser feito por meio de comando de voz, utilizando o botão localizado no volante ou tocando no ícone exibido na tela central, o que diminui a necessidade de o motorista navegar por diversos menus enquanto dirige.

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O Google anunciou nesta terça-feira, dia 20 de outubro, uma atualização no Google Chrome que adiciona uma nova camada de aviso para páginas potencialmente suspeitas. Diferentemente da tela vermelha tradicional reservada a sites classificados como perigosos, o navegador passará a apresentar inicialmente um pop-up alertando que a página "não parece certa".

Esta alteração será acessível aos usuários que utilizam o modo de Proteção Avançada do Safe Browsing. Além disso, o Google integrará modelos do Gemini, executados na nuvem, para analisar possíveis fraudes e oferecer proteção específica contra ataques do tipo ClickFix.

Essas funcionalidades fazem parte do modo Proteção Avançada do Safe Browsing e podem ser ativadas nas configurações de privacidade e segurança do Chrome. Ao ativar essa opção, o navegador passa a compartilhar dados com o Google para verificar extensões, downloads e páginas visitadas.

Essa nova categorização segue a metodologia que o Google aplicou a downloads de arquivos há dois anos. Páginas que demonstram sinais de comportamento enganoso, mas que ainda não atingiram o status de página maliciosa, receberão agora o rótulo de site suspeito. Nesses casos, o Chrome escurecerá a página e exibirá uma janela com a mensagem "Este site não parece certo", dando ao usuário a opção de prosseguir ou retornar. Sites perigosos, contudo, continuarão sendo bloqueados por meio de uma tela completa em vermelho.

Jasika Bawa, gerente de produto do Chrome, explicou que essa modificação possibilita distinguir entre páginas que o sistema ainda não avaliou com o mesmo grau de confiança. Assim, o Google consegue aumentar os alertas sem impedir totalmente a navegação em todos os cenários considerados duvidosos.

O Chrome também está expandindo o uso do Gemini para identificar golpes durante a navegação. No ano anterior, o Google havia lançado um modelo rodando localmente em dispositivos compatíveis para detectar páginas que imitavam serviços de suporte técnico. Agora, parte dessa análise será conduzida pelos servidores da empresa, permitindo a detecção de outras formas de fraude, como páginas que fingem ser alertas de antivírus ou atualizações falsas do próprio navegador.

O sistema realiza uma análise de diversos fatores, incluindo a marca que a página alega representar, o conteúdo apresentado e quaisquer sinais de risco, cruzando essas informações com dados sobre a reputação do endereço. O Google assegura que esse processamento é temporário, e os textos analisados não são retidos em registros nem utilizados no treinamento de modelos de inteligência artificial.

Uma outra melhoria notável é a capacidade de identificar os comandos empregados em ataques conhecidos como ClickFix. Nestes ataques, o usuário é induzido a copiar instruções para ferramentas como o PowerShell ou o Prompt de Comando do Windows, onde malwares podem ser baixados. O Google informou que o navegador remove informações pessoais da área de transferência antes de consultar o Safe Browsing e, se um risco for detectado, exibe um alerta antes que o comando seja executado.

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