Rússia apoia o pedido de Gana para se tornar parceira do BRICS e o impacto disso nos mercados emergentes
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Rússia apoia o pedido de Gana para se tornar parceira do BRICS e o impacto disso nos mercados emergentes

Gana deu um passo significativo na expansão de sua presença econômica global, recebendo apoio diplomático oficial de Moscou. O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarou total apoio a Gana em seu esforço para ingressar no grupo de países parceiros do BRICS.

Este anúncio foi feito durante encontros bilaterais de alto nível na conferência ministerial Rússia-África. O Ministro das Relações Exteriores de Gana, Samuel Okudzeto Ablakwa, comunicou este marco após discussões matinais produtivas realizadas no final de outubro de 2026.

Durante as discussões dos ministros das Relações Exteriores na Cúpula Rússia-África, Lavrov prometeu pessoalmente ajuda para formar um consenso amplo para Accra. A Rússia comprometeu-se a usar sua influência para convencer os fundadores, como Brasil, Índia, China e África do Sul, a aceitarem Gana em sua estrutura.

No início de outubro de 2026, o gabinete de Gana aprovou uma declaração oficial dos representantes do governo sobre o desejo de obter o status de parceiro na crescente organização econômica. Graças ao apoio ativo da Rússia, Gana ganhou um forte aliado dentro desta aliança.

No entanto, o processo de obtenção do status de parceiro não é rápido, pois o acesso requer o consentimento unânime de todos os fundadores da organização. Assim, o apoio de Moscou aos interesses de Gana dará um impulso necessário às negociações.

O Presidente John Dramani Mahama também apoiou inequivocamente a orientação estratégica do país em resposta a possíveis tensões diplomáticas. Ele expressou confiança na estratégia do país, observando que a busca pelo status de parceiro do BRICS não significa o afastamento dos parceiros ocidentais tradicionais de Gana, mas sim o resultado de uma política de opcionalidade estratégica.

Gana busca diversificar suas oportunidades de desenvolvimento através de novas áreas em comércio, industrialização, transferência de tecnologia e adição de valor local. O país está construindo uma política externa equilibrada, mantendo contato constante com os estados ocidentais e preservando uma estreita interação com as potências emergentes nos mercados emergentes. Essa abordagem bilateral garante a estabilidade econômica nacional diante das mudanças geopolíticas e aumenta as oportunidades de exportação.

Na era dos principais empresários, capitalistas de risco e startups de tecnologia, as decisões macrogeopolíticas afetam diretamente o mercado. A integração de Gana com os países do BRICS abre perspectivas promissoras para laços financeiros e corredores comerciais que não dependem de um nó centralizado. Além disso, a adesão à estrutura de parceria pode melhorar o acesso a capital para o desenvolvimento por meio de instituições como o Novo Banco de Desenvolvimento.

Enquanto os ciclos de capital de risco no Ocidente mudam constantemente, a África, que necessita urgentemente de fontes alternativas de financiamento, canais fintech transfronteiriços e rotas de suprimentos diversificadas, precisa desesperadamente desses canais. Portanto, uma interação mais profunda com economias em desenvolvimento em países de alto crescimento ajudará a impulsionar o comércio digital, reduzir os custos comerciais e garantir economias de escala na África Ocidental.

No futuro, Gana deve continuar buscando a aprovação de todos os membros do grupo fundador do BRICS. Embora o apoio da Rússia seja uma conquista significativa, o acordo exigirá aceitação coletiva. O sucesso permitirá que Gana se torne um dos países africanos que influenciam o futuro da cooperação Sul-Sul, juntamente com países como África do Sul, Egito e Etiópia.

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Após sua apresentação oficial no Festival Interlagos, a BAIC iniciou suas operações no Brasil. O primeiro veículo a ser introduzido no mercado é o Arcfox T1, que estará disponível nas versões Pro e Max a partir de novembro.

Este modelo é classificado como um crossover compacto, mas competirá no mercado contra veículos estabelecidos como o Geely EX2, GAC Aiont UT, MG4 Urban e BYD Dolphin. Os preços foram divulgados, sendo que o valor da versão Pro é promocional até 31 de dezembro de 2026 ou enquanto durarem as primeiras 600 unidades, enquanto o preço da versão Max é o definitivo.

A BAIC já começou sua presença no Brasil com uma rede de 50 concessionárias. Além disso, a marca oferece suporte 24 horas, um centro de distribuição de peças e um serviço de concierge acessível por telefone ou WhatsApp aos clientes.

O plano da empresa prevê a expansão dessa rede autorizada para 150 pontos até o final de 2027, enfatizando seu compromisso com a qualidade do atendimento pós-venda, um aspecto considerado crucial na aquisição de um automóvel novo.

Em termos de dimensões, o Baic Arcfox T1 possui 4,33 metros de comprimento, 1,86 metros de largura, 2,77 metros de entre-eixos e 1,57 metros de altura, apresentando um porte semelhante ao de um hatch médio e seus concorrentes.

Um ponto forte do veículo é o porta-malas, com capacidade de 459 litros, embora o método de medição não tenha sido especificado; sob o assoalho há um estepe provisório.

Ambas as versões compartilham o mesmo conjunto mecânico, equipado com um motor de 95 cv e 17,9 kgfm. Este motor aciona o eixo dianteiro e permite que o Arcfox T1 atinja 100 km/h em 12,4 segundos.

A bateria de 42,3 kWh garante uma autonomia de 283 km conforme o ciclo do Inmetro. Quanto à energia, a recarga lenta opera a 6,6 kW, e a recarga rápida alcança 89 kW. A suspensão traseira utiliza um eixo de torção.

Seguindo o exemplo da Geely, a BAIC diferenciou as versões do Arcfox T1 unicamente pela lista de equipamentos. Enquanto a versão Pro apresenta certos itens, o modelo Max inclui funcionalidades extras de conforto e se destaca pelo pacote ADAS.

O compacto estará disponível em quatro tonalidades: Cinza Eclipse, Branco Polar, Prata Aurora e Prata Elétrico, com opções de interior em branco ou preto. A marca já está preparando futuros lançamentos, sendo o próximo o modelo médio Arcfox T5.

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Amazon divulga resultados do terceiro trimestre de 2026 com lucro abaixo do esperado e fluxo de caixa negativo devido a investimentos em IA

A Amazon apresentou seus resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre de 2026, os quais ficaram aquém das projeções de Wall Street tanto em termos de lucro por ação quanto de receita total. Mesmo com o rápido avanço da divisão de computação em nuvem, a Amazon Web Services (AWS), a empresa manteve sua meta de investir US$ 220 bilhões (aproximadamente R$ 1,19 trilhão) durante o ano de 2026. No entanto, o fluxo de caixa livre acumulado nos últimos doze meses registrou um saldo negativo de US$ 42,4 bilhões (equivalente a R$ 229 bilhões).

Após a divulgação desses dados na quinta-feira (29), as ações da companhia sofreram uma queda superior a 7% nas negociações realizadas após o encerramento do mercado. A receita atingiu US$ 201,9 bilhões (R$ 1,09 trilhão), representando um aumento de 12% comparado ao mesmo período de 2025, embora estivesse ligeiramente abaixo dos US$ 202,31 bilhões (R$ 1,09 trilhão) que os analistas consultados pela LSEG haviam previsto.

O lucro por ação foi reportado em US$ 1,89, ficando abaixo da expectativa de US$ 1,96. O lucro líquido totalizou US$ 20,7 bilhões (R$ 111,8 bilhões), um valor inferior aos US$ 21,2 bilhões (R$ 114,5 bilhões) alcançados no ano anterior. A Amazon justificou essa redução principalmente pelos ganhos de US$ 9,5 bilhões provenientes de investimentos na Anthropic, que foram contabilizados no terceiro trimestre de 2025, elevando a base de comparação.

A empresa reafirmou seu compromisso com os gastos de capital, mantendo a previsão de US$ 220 bilhões (R$ 1,19 trilhão) para 2026. Esses recursos são destinados a diversas iniciativas, incluindo a ampliação da infraestrutura essencial para os serviços de inteligência artificial (IA).

Este alto nível de investimento impactou diretamente o fluxo de caixa livre. Nos doze meses finalizados em setembro, a Amazon registrou uma saída de US$ 42,4 bilhões (R$ 229 bilhões), contrastando com a entrada positiva de US$ 14,8 bilhões (R$ 79,9 bilhões) observada no mesmo intervalo do ano passado. Segundo a própria companhia, essa alteração foi motivada primariamente pelo aumento de US$ 94,8 bilhões (R$ 511,9 bilhões) nas aquisições de propriedades e equipamentos, após deduzir valores obtidos com vendas e incentivos. A Amazon associou este aumento de despesas, sobretudo, aos aportes feitos em IA.

Em paralelo, o fluxo de caixa operacional acumulado em doze meses demonstrou um crescimento de 29%, chegando a US$ 168,3 bilhões (R$ 908,8 bilhões). A disparidade entre este indicador e o fluxo de caixa livre reflete o peso significativo dos investimentos em infraestrutura.

Olhando para o quarto trimestre de 2026, a Amazon projeta uma receita variando entre US$ 240 bilhões e US$ 247 bilhões (o que corresponde a cerca de R$ 1,30 trilhão a R$ 1,33 trilhão), indicando um crescimento anual projetado entre 12% e 16%. O valor médio dessa faixa ficou um pouco abaixo das expectativas do mercado. A expectativa de lucro operacional é de US$ 28,5 bilhões a US$ 33,5 bilhões (entre R$ 153,9 bilhões e R$ 180,9 bilhões), em comparação com os US$ 25 bilhões (R$ 135 bilhões) registrados no quarto trimestre de 2025. Além disso, a Amazon prevê que a receita gerada por publicidade voltará a crescer anualmente em torno de 18% no último trimestre do ano.

Os resultados atuais colocam a empresa diante de um dilema: como manter a expansão da AWS e dos serviços de IA sem que os investimentos continuem a prejudicar a capacidade de geração de caixa. Embora a divisão de nuvem tenha superado as previsões, o desempenho insatisfatório em lucro e publicidade, somado às perspectivas de receita para o período festivo, contribuiu para a pressão sobre as ações.

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