O governo indiano implementou uma atualização significativa em suas normas de homologação veicular, incluindo formalmente o etanol puro (E100) e a mistura E85 para automóveis com tecnologia flex. Essa alteração regulatória, que entrou em vigor imediatamente após a notificação oficial, define o caminho técnico e jurídico para que as montadoras possam certificar e lançar comercialmente esses modelos no mercado local.
Com esta nova diretriz, as tabelas regulatórias de emissões passaram a considerar o E20 ao lado do E10 na categoria de gasolina. Além disso, houve uma ampliação nas especificações de biodiesel para cobrir o padrão B100. Outro ajuste técnico relevante foi o aumento do limite de peso bruto permitido para esses veículos, que subiu de 3.000 kg para 3.500 kg, corrigindo inconsistências discutidas desde uma minuta preliminar apresentada para consulta pública no primeiro semestre.
A pasta governamental responsável ressaltou que os motores flex são equipados com sistemas automatizados que conseguem se adaptar instantaneamente à proporção de etanol presente no tanque. Essa tecnologia já tem um histórico comprovado de funcionamento em mercados importantes, como os Estados Unidos e o Brasil. Economicamente e ecologicamente, a administração indiana defende que o aumento no uso de biocombustíveis contribui para diminuir a dependência de importação de petróleo bruto, reduz as emissões de poluentes do escapamento e apoia a meta nacional de atingir a neutralidade de carbono até 2070.
Apesar da liberação legal para essa nova matriz energética no transporte, especialistas e autoridades locais alertam que o fornecimento de E100 e E85 deve ser usado exclusivamente em veículos projetados de fábrica para esse fim. Carros convencionais, ajustados para misturas menores, não são compatíveis com as proporções puras. Por isso, a orientação padrão para os condutores é sempre consultar o manual do proprietário e verificar o selo oficial de compatibilidade de combustível antes de abastecer.
