A Bugatti poderá apresentar um hipercarro com características mais básicas, sendo mais leve e equipado com transmissão manual. Em entrevista concedida à revista Top Gear nesta segunda-feira (26), Mate Rimac, CEO da Bugatti Rimac, esclareceu que o Tourbillon funciona como uma plataforma, e não como um modelo exclusivo, indicando que haverá outras variações futuras.
Quando questionado sobre a possibilidade de uma dessas versões contar com câmbio manual, Rimac afirmou categoricamente: «Com certeza. Pode apostar.» Embora essa declaração não confirme um novo modelo, é a segunda vez em dois meses que o executivo aborda o tema; em agosto, durante a Semana do Carro de Monterey, nos Estados Unidos, ele já havia mencionado um V16 com câmbio manual autêntico.
Atualmente, o Tourbillon integra um motor V16 aspirado de 8.3 litros, gerando 1.000 cv e 91,8 kgfm, capaz de atingir 9.000 rpm, juntamente com três motores elétricos e uma bateria de 25 kWh, totalizando 1.800 cv.
De acordo com a Top Gear, caso o veículo fosse desprovido do sistema elétrico e da caixa de câmbio automatizada de dupla embreagem, seu peso diminuiria em aproximadamente 300 kg em relação aos atuais 1.995 kg, mantendo os 1.000 cv do V16.
O principal obstáculo técnico seria desenvolver uma transmissão manual capaz de suportar tamanha potência. Tal característica marcaria o retorno ao uso de três pedais na Bugatti, algo que não ocorria desde o EB110, que foi descontinuado em 1995 e era comercializado apenas com câmbio manual de seis marchas.
Rimac associa a liberdade para tais propostas à autonomia da marca, visto que o Grupo Rimac e um consórcio de investidores assumiram o controle total da Bugatti, retirando a participação da Porsche e do Grupo Volkswagen.
Para ele, em contraste com a abordagem agressiva adotada pela Bugatti nos últimos vinte anos, a marca poderia focar em algo mais imersivo e semelhante ao Type 35, um carro de corrida da década de 1920.
Os interessados não deverão ficar desapontados, pois as 250 unidades do Tourbillon, cujo preço é de cerca de R$ 24 milhões (3,8 milhões de euros), foram vendidas antes mesmo do início da produção, que está prevista para se estender até 2029.
