A Ferrari anunciou o preço de sua Luce, o primeiro veículo da companhia com propulsão 100% elétrica, no mercado norte-americano, e o valor ficou inferior ao que havia sido projetado inicialmente.
O custo estimado do modelo nos Estados Unidos será de aproximadamente R$ 2,8 milhões (equivalente a US$ 560.800). As projeções baseadas no preço europeu indicavam um valor próximo a R$ 3,2 milhões (US$ 640 mil), resultando em uma diferença de cerca de R$ 400 mil.
As entregas da Luce nos EUA estão programadas para começar no segundo trimestre de 2027. Além disso, a Autoesporte confirmou que o carro também será lançado no Brasil no próximo ano, embora o preço específico para o mercado nacional ainda não tenha sido revelado.
Apesar de ser mais econômica que o previsto, a Luce não se configura como um veículo de fácil acesso, e já possui uma lista de espera, visto que a Ferrari esgotou toda a produção planejada para 2026.
Um exemplar da linha de produção, denominado Chassis 0, foi vendido em agosto em um leilão de caridade realizado nos EUA por cerca de R$ 200 milhões (US$ 40 milhões), um valor superior a 70 vezes o preço de tabela.
O desenvolvimento da Luce contou com a colaboração do estúdio LoveFrom, liderado por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, e Marc Newson. O carro é equipado com quatro motores elétricos, um dedicado a cada roda, totalizando uma potência de 1.050 cv. De acordo com a Ferrari, ele consegue atingir 100 km/h em apenas 2,5 segundos.
Sua bateria de 122 kWh oferece uma autonomia estimada em torno de 450 km sob o ciclo da EPA, a agência ambiental dos EUA responsável por medir o consumo veicular, assim como o Inmetro no Brasil. A montadora também declarou que a Luce possui o menor coeficiente de arrasto entre todos os seus modelos de rua.
Com 5,03 metros de comprimento, a Luce é o modelo mais longo já produzido pela Ferrari, sendo 5,3 cm maior que o SUV Purosangue. O veículo apresenta as maiores rodas já utilizadas em um carro de passeio da marca, com 23 polegadas na dianteira e 24 polegadas na traseira, além de contar com o primeiro banco traseiro completo da Ferrari, projetado para acomodar três passageiros.
Como não utiliza uma transmissão tradicional, os comandos localizados atrás do volante não realizam trocas de marcha convencionais. O controle à esquerda serve para ajustar a intensidade da frenagem regenerativa, processo que recupera energia durante a desaceleração, enquanto o comando direito permite liberar o torque em estágios definidos.
