Honda CB1000 Hornet, a mais potente da história, foi testada em pista no Brasil
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Honda CB1000 Hornet, a mais potente da história, foi testada em pista no Brasil

A Honda CB1000 Hornet representa a mais recente e aguardada adição à nova linha de motocicletas da fabricante japonesa. Sendo o modelo maior e mais potente já produzido na linha Hornet, ele atraiu grande atenção do público graças aos seus quatro cilindros, retornando ao mercado brasileiro após mais de dez anos de ausência.

Este novo modelo começou a ser vendido no Brasil em setembro. Para avaliar seu desempenho, o AutoPapo participou de um evento realizado pela Honda em Mogi Guaçu (SP), no Autódromo Velocitta, onde puderam testar o veículo tanto em pista quanto em condições de rodovia.

Após percorrer cerca de 70 km até o autódromo, foi possível observar o comportamento da nova Honda CB1000 Hornet em ambiente urbano e rodoviário. Ficou evidente que esta motocicleta não é destinada a motociclistas iniciantes, visto que ela entrega 147,4 cv de potência e 10,3 kgfm de torque em um chassi de 197 kg, característico de uma esportiva.

Embora esses números possam parecer elevados na primeira aceleração, pilotos mais experientes notaram que as tecnologias embarcadas facilitam o controle da moto em comparação com outras concorrentes potentes. A eletrônica da CB1000 Hornet inclui o acelerador eletrônico Throttle By Wire (TBW), que oferece três modos de pilotagem pré-configurados — Rain, Standard e Sport — além de dois modos customizáveis.

O condutor tem a opção de ajustar a potência do motor e o freio-motor em três níveis, além de contar com o controle de tração HSTC, disponível em quatro níveis e passível de desativação. O sistema também incorpora controle de empinada, auxiliando na manutenção do controle da roda dianteira durante as acelerações. O pacote de equipamentos ainda abrange freios ABS de dois canais, sinalização de frenagem de emergência (ESS), embreagem assistida e deslizante, e um painel TFT colorido de cinco polegadas com integração ao smartphone via Honda RoadSync.

Na versão topo de linha, denominada SP, há também um quickshifter ajustável em três níveis, permitindo trocas e reduções de marcha sem a necessidade de acionar a embreagem, com aceleração automática nas reduções. Este conjunto potente e tecnologicamente avançado resulta em uma aceleração bastante linear, alcançada através do ajuste do comando de válvulas do motor para uma configuração mais diagonal, priorizando essa característica.

Isso ajuda a suavizar os solavancos causados por acelerações mais vigorosas acidentais, permitindo que o piloto mantenha a estabilidade mesmo em velocidades menores sem apresentar oscilações. A combinação de alta potência e torque confere à moto uma característica comum em veículos grandes: o constante «fôlego», ou seja, mesmo em marchas elevadas e baixa velocidade, o modelo não perde força.

O visual da Hornet pode parecer discreto em baixas velocidades, mas ela se transforma quando exigida. Ao configurar os modos de condução para maximizar potência e torque, utilizando suspensões adequadas para compressão e retorno ideais, e desativando o controle de tração, o piloto pode moldar a performance da Hornet. O conjunto demonstrou ser muito bem calibrado para dias de pista (track day), apresentando boa aceleração, excelentes retomadas e um ajuste que auxilia o piloto em manobras e curvas.

A principal vantagem reside na capacidade da moto de ser facilmente adaptável, mantendo, ao mesmo tempo, um nível extremo de potência e eficiência. Embora não seja perfeita, a CB1000 Hornet apresenta falhas típicas das motos naked, como a aerodinâmica inferior devido à ausência de carenagens e para-brisas, o que gera turbulência considerável acima de 180 km/h.

O peso é outro fator.

O peso também é um aspecto a ser considerado, dado o motor robusto e a quantidade de componentes essenciais para a estabilidade em altas velocidades. Apesar de ser relativamente fácil de manobrar comparada às rivais, quem busca leveza pode preferir considerar a irmã 750.

Apesar desses pontos de atenção, eles não representam grandes problemas, pois os aspectos positivos superam essas ressalvas. No entanto, a opinião da imprensa e dos usuários nas redes sociais apontou críticas ao escapamento. Embora o escapamento não possua defeitos funcionais — permitindo que o som dos quatro cilindros seja bem audível —, sua estética não foi bem recebida, sendo sugerido um design mais simples e compacto.

Em conclusão, a nova Hornet se estabeleceu como uma motocicleta completa tanto para quem planeja participar de eventos de pista quanto para passeios de fim de semana, além de oferecer vantagens competitivas em termos de preço. Nas versões padrão (branca e vermelha), o valor inicial sugerido é de R$ 68.800, o que, mesmo incluindo frete, tende a ser mais acessível que as concorrentes diretas Kawasaki Z1100 e Suzuki GSX-S1000, ambas cotadas em torno de R$ 76 mil.

O preço se torna mais elevado na variante preta, a SP. A Honda CB1000 Hornet SP, equipada com quickshifter, suspensão traseira mais refinada e pinças de freio Brembo, tem um preço sugerido de R$ 76.750, ficando similar às concorrentes, mas podendo atingir R$ 84.803, conforme a Tabela Fipe.

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