Pesquisa indica que consumidores americanos exigem maior autonomia em veículos elétricos antes de comprarem
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Pesquisa indica que consumidores americanos exigem maior autonomia em veículos elétricos antes de comprarem

Um estudo realizado nos Estados Unidos, encomendado pelo BMW Group, revelou que os americanos desejam que os carros elétricos possuam uma autonomia significativamente superior àquela utilizada em seu cotidiano.

De acordo com a pesquisa, 73% dos participantes afirmaram que uma autonomia de até 120 km seria suficiente para seus deslocamentos habituais. Contudo, uma parcela maior demonstra maior exigência: 42% só considerariam um veículo elétrico se ele oferecesse no mínimo 480 km de autonomia, enquanto 18% buscam modelos com 640 km ou mais.

O levantamento foi conduzido pelo instituto Big Village, envolvendo 1.005 adultos entre os dias 11 e 13 de setembro. Para 72% dos entrevistados, a autonomia mínima representa um fator determinante na decisão de compra. Além disso, o aspecto financeiro também influencia; 51% citaram o custo inicial de aquisição como um entrave para a adoção da tecnologia.

Por outro lado, a economia gerada com o uso e a manutenção é o principal atrativo para a escolha de um elétrico, sendo mencionado por 27% dos respondentes. Adicionalmente, 55% dos entrevistados estariam dispostos a adquirir um modelo usado ou seminovo certificado caso houvesse uma economia substancial.

Alexander Schleicher, responsável pela mobilidade elétrica do BMW Group na América do Norte, comentou que os consumidores passaram a julgar os veículos elétricos sob os mesmos critérios aplicados a outros automóveis: desempenho, equipamentos e relação custo-benefício, superando visões antigas sobre a necessidade de grande autonomia.

A rapidez com que a recarga ocorre também impacta a intenção de compra. A pesquisa mostrou que 53% dos entrevistados teriam maior probabilidade de considerar um elétrico que consiga recuperar cerca de 240 km de autonomia em apenas 10 minutos. Este índice sobe para 70% entre os jovens da geração Z, mas cai para 30% entre os baby boomers, nascidos entre 1946 e 1964.

Em relação ao tempo de parada para recarga, 55% acham aceitável aguardar até 30 minutos, comparado aos 48% registrados em um estudo anterior da Mini, marca pertencente ao grupo.

A percepção sobre quem são os compradores também sofreu alterações. A proporção de entrevistados que associa os proprietários de carros elétricos aos pioneiros da tecnologia diminuiu de 62% em 2025 para 56% neste ano. Apesar disso, 68% declararam que considerariam comprar um carro elétrico. Em um contexto diferente, um estudo da consultoria PwC no Brasil indicou que 75% dos brasileiros planejam adquirir um modelo elétrico até 2030.

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