Durante a primeira metade de setembro, os preços do etanol e do diesel S-10 subiram nos postos brasileiros, revertendo a tendência de queda observada em agosto. Os dados foram compilados pelo Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que abrange informações de 21 mil postos.
De acordo com o IPTL, o custo do litro de etanol elevou-se de R$ 4,14 para R$ 4,21, representando um aumento de 1,69%. Já o diesel S-10 apresentou uma alta de 0,42%, passando de R$ 7,08 para R$ 7,11. Em contraste, a gasolina sofreu uma ligeira desvalorização de 0,30%, atingindo R$ 6,72, enquanto o diesel comum recuou 0,29%, ficando em R$ 6,76.
Este aumento de preços está ligado à instabilidade no mercado energético mundial. No período analisado, o petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 105 por barril, e o WTI excedeu US$ 101. A Edenred apontou que fatores de pressão incluem os recentes ataques à infraestrutura energética da Arábia Saudita, que resultaram no fechamento temporário do oleoduto Leste-Oeste, uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz.
Adicionalmente, a diminuição do fluxo no próprio Ormuz e os conflitos no Estreito de Bab el-Mandeb contribuíram para o aumento dos custos de transporte internacional e dos prêmios de risco. Na sexta-feira (25), o Brent foi negociado a US$ 104,37, em meio a discussões entre Estados Unidos e Irã visando a reabertura do Ormuz.
Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, comentou que uma possível manutenção dos preços do petróleo em níveis altos pode intensificar a pressão sobre a correlação entre os valores nas refinarias e as referências internacionais, especialmente para o diesel, que é fundamental no transporte rodoviário.
No setor de etanol, após as quedas registradas na safra de agosto, houve uma retomada da alta no Sudeste, com um crescimento de 2,51%, chegando a R$ 4,09, embora este ainda seja o menor valor médio do país. No Centro-Oeste, o combustível subiu 2,20%, alcançando R$ 4,18. Entre os estados, o Amazonas registrou o maior incremento, de 4,57%, para R$ 5,26, enquanto Pernambuco foi o estado com a maior redução, caindo 3,26% para R$ 5,05.
Em relação ao diesel S-10, os maiores aumentos regionais concentraram-se na região Sul, com um avanço de 1,83%, para R$ 6,69, e no Centro-Oeste, com 1,57%, atingindo R$ 7,13. Mato Grosso liderou os aumentos estaduais com 3,09%, chegando a R$ 7,34, seguido pelo Amazonas, com 2,80%, para R$ 7,35. No Rio Grande do Sul, o combustível subiu 2,55%, para R$ 6,44, mantendo o menor preço médio nacional. O Paraná registrou alta de 2,22%, para R$ 6,90, e o Acre foi onde se encontrou o S-10 mais caro, a R$ 8,15.
A gasolina demonstrou variações mais moderadas. O Centro-Oeste apresentou o maior aumento regional, de 0,15%, e o Sul, a maior queda, de 0,93%. Entre os estados, o Distrito Federal teve o maior acréscimo, de 2,23%, para R$ 6,89, e a Bahia registrou a maior diminuição, de 3,01%, para R$ 6,77. O Rio Grande do Sul manteve a menor média nacional, em R$ 6,27, e Roraima, a maior, com R$ 7,70.
Quanto ao diesel comum, Alagoas liderou os crescimentos estaduais com 1,68%, para R$ 7,28. Por sua vez, o Paraná obteve o menor preço médio do país, fixado em R$ 6,14.
