ENGWE lança E26 3.0, bicicleta elétrica com dois motores, 2.000 W e autonomia de até 161 km
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ENGWE lança E26 3.0, bicicleta elétrica com dois motores, 2.000 W e autonomia de até 161 km

A ENGWE lançou a E26 3.0, uma nova bicicleta elétrica projetada para unir alta potência e grande versatilidade, distanciando-se dos modelos urbanos mais compactos. Este modelo possui aproximadamente 39 kg e está equipado com dois motores, além de atingir velocidades de até 50 km/h.

Cada motor está posicionado no cubo de uma das rodas, permitindo ao ciclista optar por usar apenas um ou ambos simultaneamente. Essa configuração dupla influencia tanto o desempenho quanto o consumo da bateria. Juntos, os motores podem gerar até 2.000 W de potência e 160 Nm de torque, conforme especificado pela ENGWE.

A velocidade máxima alcançável é superior à de muitas bicicletas elétricas comuns; a fabricante indica até 50 km/h com auxílio aos pedais e 45 km/h ao utilizar o acelerador. O sistema de dois motores não precisa estar sempre ativo, possibilitando manter apenas um ligado para conservar a bateria do outro.

Em relação à energia, a E26 3.0 opera com sistemas de 48 V e 20 Ah, totalizando uma capacidade de 960 Wh. A ENGWE calcula que, usando somente um motor e o primeiro nível de assistência elétrica, a bicicleta pode percorrer até 122 km. Com os dois motores ligados sob as mesmas condições, a autonomia cai para cerca de 74 km. Em níveis de assistência mais elevados, como o quinto nível, a estimativa é de até 80 km com um motor e aproximadamente 60 km com os dois.

Características e Equipamentos

A E26 3.0 conta com suspensão em ambas as rodas: a dianteira oferece um curso de 120 mm, enquanto a suspensão traseira utiliza um amortecedor a ar com 80 mm de curso. Outro destaque são os pneus de 26 x 4 polegadas, que são mais largos que os de bicicletas urbanas típicas e possuem proteção anti-furo, tornando-a adequada para uso em terrenos considerados "off-roads".

O conjunto também vem equipado com freios hidráulicos, iluminação frontal de LED, uma pequena tela colorida que exibe a velocidade e um bagageiro traseiro. Embora suporte uma carga de até 181 kg, o peso total da bicicleta é considerável, chegando a cerca de 38,96 kg, o que pode ser um fator relevante para transporte manual.

No site oficial da ENGWE, a E26 3.0 está disponível em promoção por US$ 1.499 (equivalente a cerca de R$ 7.786), sendo que o preço de referência estabelecido pela fabricante é de US$ 2.399 (R$ 12.463). O artigo original sobre este tema foi publicado inicialmente pelo Olhar Digital.

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A MAN atualizou seu caminhão elétrico pesado, o eTGX, projetado para operações de longa distância, incorporando baterias de maior capacidade, um sistema de frenagem regenerativa mais eficiente e modificações aerodinâmicas.

Na sua versão mais robusta, este modelo consegue percorrer até 720 km com carga, o que o posiciona entre os caminhões elétricos de maior alcance na Europa. O lançamento público deste veículo ocorrerá na feira IAA Transportation, realizada em Hannover.

A principal inovação reside nos módulos de bateria. Eles foram aprimorados, passando de 89 kWh brutos e 80 kWh líquidos para 92 kWh brutos e 88 kWh líquidos, utilizando células de níquel-manganês-cobalto fabricadas pela própria montadora em Nuremberg.

A geração anterior era limitada a seis módulos, resultando em um conjunto de 534 kWh brutos e 480 kWh utilizáveis. Com a nova configuração, o caminhão pode receber um sétimo pacote quando configurado como cavalo mecânico 6x2, atingindo 644 kWh brutos e 616 kWh líquidos. É com esta última configuração que a MAN projeta os 720 km, embora a própria empresa indique que mais de 600 km seja um valor mais realista para uso diário.

O eixo adicional instalado nesta versão suporta maior peso e cargas por eixo. Como ponto de comparação, o Volvo FH Aero Electric 6x2 possui uma declaração de autonomia de até 700 km.

Já na configuração 4x2, considerada a mais popular, o limite permanece em seis baterias, totalizando 552 kWh brutos e 528 kWh utilizáveis, com uma autonomia máxima de 660 km e expectativa de ultrapassar 500 km em condições reais.

A parte frontal do veículo foi alongada em 12 cm, uma alteração possibilitada por uma regulamentação europeia que permite extensão em caminhões de emissão zero. De acordo com a MAN, este novo design contribui para melhorar a aerodinâmica, aumentar a segurança e otimizar a visibilidade para o motorista.

Além disso, a eficiência da frenagem regenerativa foi elevada em até 20%. O eTGX suporta recarga em megawatt (MCS) de até 750 kW, enquanto no conector CCS convencional, o limite é de 375 kW.

Estes números não encontram paralelo no mercado brasileiro, visto que o eTGX não é comercializado no país. No Brasil, o Volkswagen e-Delivery, o primeiro caminhão elétrico produzido em série nacionalmente na fábrica de Resende (RJ), oferece uma autonomia de até 250 km com seis módulos de bateria.

Os 720 km alcançáveis pelo MAN são equivalentes à viagem de São Paulo a Florianópolis sem necessidade de recarga.

No mesmo estande, a MAN também apresentou duas variantes elétricas da van TGE, parente da Volkswagen Crafter, desenvolvidas em colaboração com a empresa suíça Flux. Estas vans são destinadas a aplicações onde veículos elétricos costumam apresentar dificuldades, como serviços de emergência, bombeiros e operações municipais.

Esses veículos possuem uma bateria de 119 kWh, autonomia de até 480 km e capacidade de recarga em corrente contínua de até 140 kW, o que permite carregar a bateria de 10% a 80% em menos de meia hora.

As duas configurações apresentam pesos brutos totais de 4 e 5,5 toneladas, sendo que a maior pode transportar até 2.500 kg e rebocar até 3.500 kg. A MAN está trabalhando com a Volkswagen Veículos Comerciais no sucessor do eTGE, que foi descontinuado em 2024, e este deverá ser lançado junto com a próxima geração da e-Crafter, prevista para cerca de 2028.

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