Problema de chassi na Yamaha Fazer 250 (FZ25) gera preocupação entre motociclistas
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Problema de chassi na Yamaha Fazer 250 (FZ25) gera preocupação entre motociclistas

A Yamaha Fazer 250, que foi renomeada para FZ25 no final de 2017 e entrou em sua quarta geração na versão 2018, atraiu atenção do público devido à sua estética mais moderna e tecnologia incorporada. Contudo, com o passar dos anos, surgiu uma preocupação sistêmica entre potenciais compradores: os rumores sobre a possibilidade de quebra do chassi.

Enquanto alguns motociclistas minimizam o tema nas redes sociais, tratando-o como algo passageiro ou irrelevante, o especialista em estruturas de motocicletas, Douglas Braga, discorda veementemente. Para ele, este modelo apresenta a maior frequência de problemas estruturais.

A gravidade do defeito é comparada à quebra da coluna vertebral, pois impede o uso da motocicleta, a menos que seja realizado um reparo de alta qualidade. Douglas Braga, proprietário da DG.Motocraft, oficina especializada em ajustes estruturais em Duque de Caxias (RJ), afirma que a FZ25 é a líder em casos de falhas no chassi, com base em mais de dez anos de experiência.

O mecânico confirmou que o problema é real e está diretamente ligado à nova geração, iniciada em 2018 e persistente até o momento. A quebra ocorre de maneira sistêmica na seção superior da estrutura, especificamente no componente que deve suportar o maior peso da moto.

Segundo o especialista, a falha deriva da alteração de geração, visto que a nova FZ25 omitiu partes cruciais e não realizou os devidos ajustes. Ele explica que a formação do chassi deste modelo é bastante frágil, diferentemente do modelo anterior que utilizava um berço duplo – um tipo de chassi onde dois tubos desciam da coluna de direção e passavam sob o motor, conectando a parte inferior central à parte superior do canote. Nos modelos atuais, o motor passa a complementar a função estrutural do chassi.

Sem essa estrutura que 'abraça' o motor, a nova versão transfere a responsabilidade de suporte para o propulsor. Douglas aponta dois problemas decorrentes dessa modificação: a elasticidade do motor e a fragilidade da parte superior do canote. A vibração gerada pelos componentes internos faz com que o chassi vibre excessivamente, enquanto a parte superior, local da fissura, sofre por ausência de reforço adequado.

O especialista fez uma comparação relevante com a Honda CB 300F Twister, concorrente direta da Yamaha FZ25, que compartilha uma proposta de chassi sem berço duplo, mas não apresenta o mesmo defeito. Douglas esclarece que, embora ambas usem o mesmo modelo de chassi da Twister, as Twisters possuem dois tubos de reforço na parte superior, ao passo que a FZ25 dispõe apenas de um.

Atualmente, não há uma solução oficial para este problema de quebra de chassi, pois a Yamaha não aborda o assunto. A alternativa encontrada pelo mecânico é reforçar a área superior do chassi, inserindo um tubo interno no ponto exato da ruptura. Douglas relatou realizar manutenções em aproximadamente seis a oito motos por mês que apresentam este problema.

O especialista ressalta que não há um parâmetro definido, seja em quilometragem ou tempo de uso, que determine quando o defeito irá manifestar-se. Assim como não há uma posição oficial sobre a correção, também não há diretrizes sobre como prevenir a ocorrência da falha. As recomendações de Douglas incluem alertas de segurança, pois ele recebeu relatos de condutores que sofreram acidentes com a moto se desintegrando durante o trajeto. Ele expressou grande preocupação com a segurança dos pilotos, alertando que qualquer evento na moto pode resultar em queda.

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