Volkswagen lança conceito elétrico Mission Efficiency com autonomia de 1.278 km
Leia mais
Olhar Digital
olhardigital.com.br

Volkswagen lança conceito elétrico Mission Efficiency com autonomia de 1.278 km

A Volkswagen apresentou o Mission Efficiency, um veículo conceito desenvolvido para ilustrar o potencial de eficiência em carros elétricos, minimizando a dependência de baterias de grande porte. Este protótipo conseguiu percorrer uma distância de 1.278 km entre Wolfsburg, na Alemanha, e Viena, na Áustria, utilizando apenas uma única recarga durante o percurso.

A concepção do veículo resulta da combinação de otimizações como a diminuição do peso, a adoção de aerodinâmica extrema e um gerenciamento energético aprimorado. Construído sobre a plataforma MEB+ e compartilhando elementos com o ID. Polo, o protótipo evidencia como a redução de perdas pode significativamente elevar a autonomia de um carro elétrico.

As linhas do Mission Efficiency remetem ao modelo XL1 de 2013, mantendo o formato de lágrima com a parte traseira bem estreitada. Com um coeficiente de arrasto de 0,158, a Volkswagen declarou que este se tornou o automóvel mais aerodinâmico autorizado para circulação em vias públicas já fabricado.

Detalhes de engenharia incluem três aberturas de resfriamento ativas que operam em cinco modos distintos para gerenciar a entrada de ar. As rodas traseiras foram equipadas com coberturas quase totais, e defletores específicos para as rodas auxiliam na mitigação da turbulência. Além disso, o assoalho foi projetado para ser quase inteiramente fechado, visando melhorar o fluxo de ar sob o veículo.

Em vez de implementar um sistema de propulsão totalmente novo, o projeto aproveita componentes já existentes no ID. Polo. O motor elétrico localizado na frente gera 137 cv, e a bateria NMC possui uma capacidade de 54,9 kWh. Em testes realizados a 68 km/h, mantendo velocidade constante, sem subidas e com sistemas auxiliares como ar-condicionado desligados, o consumo registrado foi de 6,48 kWh/100 km. Na viagem de Wolfsburg a Viena, o Mission Efficiency consumiu 7,51 kWh/100 km ao considerar as perdas de recarga, e 6,89 kWh/100 km sem essas perdas.

A busca incessante por eficiência manifesta-se em diversos aspectos do carro. Apesar de possuir um teto baixo, o interior oferece uma configuração 2+2 e um volume de 481 litros para bagagem. Os assentos traseiros comportam passageiros de até aproximadamente 1,60 metro e podem ser dobrados para criar um piso de carga de até 1,8 metro.

Para contribuir na redução de peso e componentes, a Volkswagen optou por dispensar uma central multimídia tradicional. O condutor tem a opção de fixar um smartphone ou tablet em um trilho e conectá-lo sem fio ao carro. O sistema de áudio segue uma lógica similar, utilizando um alto-falante Bluetooth portátil.

O Mission Efficiency representa, segundo a montadora, a forma ideal de demonstrar o diferencial da Volkswagen na era elétrica: oferecer tecnologia acessível ao público em geral, e não apenas a um grupo restrito.

Thomas Schäfer, CEO da Volkswagen, comentou em nota que a parte frontal do conceito se alinha à nova linha de veículos elétricos, que também engloba o ID. Polo e o ID. Cross. Andreas Mindt, diretor de design, corroborou essa informação.

Atualmente, o Mission Efficiency permanece como um conceito. A Volkswagen o exibe como uma prova do que é possível alcançar em termos de eficiência, e não como um modelo disponível para aquisição.

Histórias semelhantes

Range Rover elétrico estreia mantendo design clássico, superando desempenho do V8 e alcançando 535 km de autonomia
Leia mais
autopapo.com.br

Range Rover elétrico estreia mantendo design clássico, superando desempenho do V8 e alcançando 535 km de autonomia

A Range Rover lançou o Range Rover Electric, que representa o primeiro veículo totalmente elétrico da linha em mais de meio século de sua trajetória. Este SUV de luxo preserva as dimensões e o design da quinta geração, introduzida em 2022, sem quaisquer alterações visuais que sinalizem a mudança na motorização. O modelo entrega 550 cv e 86,7 kgfm, valores superiores aos obtidos pela versão equipada com motor V8 a gasolina.

A montadora justificou o tempo de desenvolvimento alegando que a JLR já comercializava veículos elétricos, como o Jaguar I-Pace, desde 2018. Contudo, foi necessário manter o alto nível de sofisticação e a capacidade off-road inerentes a um Range Rover.

Os dois motores de ímãs permanentes, instalados em cada eixo, geram 260 kW cada. Essa configuração permite que o SUV, com peso de 2,9 toneladas, atinja 100 km/h em apenas 4,5 segundos, o que é um décimo de segundo mais rápido que a versão V8. O sistema de tração integral é controlado eletronicamente, dispensando diferencial central ou bloqueios; ele ajusta a distribuição de torque entre os eixos conforme a aderência disponível.

Em termos de capacidade off-road, o modelo consegue transpor rampas com inclinação de até 45 graus e atravessar áreas alagadas com profundidade de até 90 cm. A altura livre do solo é de 26,2 cm, sendo ligeiramente inferior em cerca de 3 cm à do modelo V8, devido à unidade de tração traseira.

A fonte de energia é uma bateria de íons de lítio com capacidade útil de 118,5 kWh, composta por 344 células prismáticas e operando sob uma arquitetura de 800 volts. Em estações de corrente contínua com potência de até 350 kW, o carregamento de 10% a 80% leva aproximadamente 22 minutos. Além disso, a fabricante informa que dez minutos de recarga podem recuperar até 220 quilômetros.

No modo de corrente alternada, o veículo suporta até 22 kW, completando a carga em cerca de sete horas. A autonomia oficial, medida pelo ciclo WLTP, é de até 600 quilômetros, embora a estimativa para uso prático seja de 535 quilômetros. Tanto a bateria quanto o sistema de propulsão possuem garantia de oito anos ou 160 mil quilômetros.

O pacote tecnológico do Range Rover Electric inclui recursos como diagnóstico remoto e atualizações de software feitas à distância, além de manter a suspensão pneumática e o sistema Terrain Response presentes nas outras versões.

Fabricado em Solihull, no Reino Unido, juntamente com os modelos a combustão e híbridos, o elétrico já está disponível para pedidos em mercados específicos nas configurações HSE, Autobiography e SV, com as primeiras entregas programadas para 2027. No Reino Unido, os preços iniciais são de 154.070 libras, o que equivale a cerca de R$ 1,06 milhão na cotação vigente. Para o mercado brasileiro, a JLR ainda não divulgou uma previsão de lançamento; o configurador nacional permanece restrito às versões Autobiography, custando R$ 1.773.950, e SV, por R$ 2.137.950, ambas com motor a combustão.

Martin Limpert, diretor-geral global da Range Rover, relatou que aproximadamente 80 mil pessoas se registraram para obter informações sobre o novo modelo antes de seu lançamento. Deste grupo, 70% não eram clientes da marca e somente 20% possuíam um veículo elétrico. É importante notar que o Electric não substituirá as demais opções de motorização, pois os híbridos plug-in e o V8 continuam no catálogo, sem data definida para descontinuação.

Popular