Nissan N7, sedã elétrico chinês, pode ser lançado no Brasil com preço estimado em torno de R$ 250 mil
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Nissan N7, sedã elétrico chinês, pode ser lançado no Brasil com preço estimado em torno de R$ 250 mil

A Nissan protocolou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) os desenhos do N7, um sedã elétrico de grande porte que é comercializado na China. Este veículo já foi avistado em testes de rua no Brasil, apresentando uma camuflagem discreta. O registro junto ao Inpi representa o procedimento formal que geralmente precede a introdução comercial de um modelo importado.

Este carro, produzido através da joint venture Dongfeng-Nissan, possui dimensões consideráveis: 4,93 metros de comprimento, 1,89 metro de largura, 1,49 metro de altura e 2,91 metros de distância entre eixos. Essas medidas o tornam maior que o Tesla Model 3 e seu modelo irmão menor, o N6. No mercado brasileiro, ele competiria diretamente com o BYD Seal.

As cinco versões disponíveis na China utilizam tração dianteira. A versão de entrada vem equipada com bateria LFP de 58 kWh e motor de 218 cv, oferecendo autonomia entre 510 km e 540 km no ciclo CLTC. Já as versões mais potentes contam com bateria de 73 kWh e motor de 272 cv, alcançando até 635 km de autonomia e acelerando de 0 a 100 km/h em apenas 6,9 segundos. O peso total do veículo atinge 1.863 kg.

Um dos diferenciais do N7 é seu conjunto eletrônico avançado. A central multimídia possui tela de 15,6 polegadas e opera com processadores Qualcomm Snapdragon 8155 nas configurações básicas e 8295 na versão superior. O sistema de assistência ao motorista de nível 2+ é fornecido pela Momenta, incluindo recursos como navegação autônoma em rodovias e estacionamento automático. O veículo também conta com um refrigerador embutido.

Na China, o preço do N7 varia entre 119.900 e 149.900 yuans. Convertendo esses valores pelo câmbio atual, isso corresponderia a algo entre R$ 91 mil e R$ 114 mil; contudo, este cálculo não abrange impostos de importação, IPI, ICMS, custos de frete e margem de lucro.

De acordo com projeções feitas pelo AutoPapo, o Nissan N7 de entrada poderia custar cerca de R$ 220 mil, enquanto a versão topo de linha seria estimada em aproximadamente R$ 276 mil. A Nissan ainda não divulgou oficialmente o preço final nem a data exata de lançamento do modelo.

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A picape média Nissan Frontier foi retirada do mercado brasileiro. Conforme noticiado pelo site Motor1.com Brasil em 29 de agosto, o veículo deixou de ser listado nos modelos novos no portal oficial da montadora.

A substituição já foi definida: a nova versão será a Frontier Pro, um modelo híbrido plug-in desenvolvido na China. Essa mudança fazia parte de um plano que começou no final de 2025, quando a Nissan interrompeu a produção em Santa Isabel, Argentina, realocando a fabricação para o México.

O desempenho comercial foi o fator determinante para essa decisão. Em 2025, a Frontier registrou apenas 5.091 emplacamentos, o que representa uma redução de 45% em comparação com as 9.258 unidades vendidas em 2024. No mesmo período, outros concorrentes apresentaram números significativamente maiores: Toyota Hilux alcançou 49.721 unidades, Ford Ranger somou 34.047 e Chevrolet S10 registrou 31.451.

No ano seguinte, em 2026, com os estoques diminuindo, o ritmo de vendas caiu drasticamente, chegando a apenas 34 unidades em julho, um número inferior às 42 unidades vendidas pela BYD Shark no mesmo mês.

A Frontier Pro é fabricada pela Zhengzhou Nissan Automobile, uma joint venture estabelecida entre Nissan e Dongfeng, e baseia-se no modelo Dongfeng Z9. É importante notar que este novo veículo não é uma simples evolução da picape que está sendo descontinuada. Unidades da Frontier Pro foram vistas no Porto de Santos em fevereiro para fins de testes e homologação, e em abril, a Nissan confirmou seu papel na estratégia de expansão da marca para a América Latina.

Este novo conjunto mecânico integra um motor 1.5 turbo a gasolina com propulsão elétrica, gerando mais de 400 cavalos de potência e aproximadamente 81,6 kgfm de torque. A fabricante informa que a bateria oferece autonomia de até 135 km utilizando apenas eletricidade, calculada pelo ciclo chinês. Suas dimensões são de 5,5 metros de comprimento, 1,96 metro de largura, 1,95 metro de altura e 3,30 metros de distância entre eixos, além de possuir bloqueio eletromecânico no diferencial traseiro.

Na cabine, o veículo conta com um painel de instrumentos digital de 10 polegadas, sistema multimídia de 14,6 polegadas e funcionalidade V2L de até 6 kW. Já a Frontier que está sendo aposentada mantinha o motor 2.3 biturbo diesel, que entregava 190 cv e 45,9 kgfm, acoplado a uma transmissão automática de sete marchas e tração 4x4.

Essa transição ocorre em um segmento automotivo em constante mudança. A BYD Shark foi pioneira ao introduzir no país um conjunto turbo mais voltado para o elétrico com tração integral, embora ainda com um volume de vendas modesto. Além disso, a Volkswagen Amarok também passará por eletrificação, utilizando um projeto da empresa chinesa SAIC. Para a Nissan, esta mudança representa uma tentativa de retomar relevância em um nicho onde a marca perdeu metade de suas vendas em um único ano, fazendo isso com um produto que não possui ligação técnica com a picape conhecida pelos consumidores brasileiros.

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