Nos primeiros meses de 2026, mais de 400 sites de phishing que imitam páginas de pagamento da taxa de rodagem Free Flow foram identificados com o objetivo de roubar dinheiro dos motoristas. Este número é oito vezes maior do que os cerca de 50 domínios mapeados pela Kaspersky durante o primeiro alerta em fevereiro.
A Kaspersky, uma empresa global de cibersegurança fundada em 1997 e conhecida no Brasil por seus antivírus, possui uma equipe especializada no rastreamento de fraudes digitais na América Latina. De acordo com a empresa, o golpe começa quando o motorista procura serviços de quitação de taxas de rodagem em mecanismos de busca e clica em anúncios ou links de redes sociais.
Essas páginas falsas copiam as plataformas oficiais. Após inserir a placa, elas exibem dados corretos do veículo e um pequeno débito presumido, correspondente à tarifa real. O pagamento é feito via Pix e cai em contas de 'caixas pretas' em fintechs pouco conhecidas, sendo que o nome do recebedor muda constantemente para dificultar o rastreamento.
Fabio Assolini, pesquisador sênior de segurança da Kaspersky para a América Latina, declarou: 'Em apenas alguns meses, os criminosos passaram de dezenas para centenas de domínios falsos, o que indica uma operação altamente escalável e provavelmente automatizada.'
Motoristas com transponder (tag) instalado não precisam tomar nenhuma atitude, pois a leitura ocorre automaticamente e o valor é debitado para pagamento. Motoristas sem transponder podem quitar a taxa em até 30 dias, conforme estabelecido pela Resolução 6.079/2026 da ANTT. Após esse prazo, o débito se torna uma infração grave por evasão de pagamento de pedágio, sujeita a multa de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira de motorista.
Especialistas em internet concordam que existem várias práticas avançadas eficazes para prevenir tais fraudes.
