Porsche finaliza venda de participação na Bugatti Rimac, marcando o fim do vínculo com o Volkswagen
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Porsche finaliza venda de participação na Bugatti Rimac, marcando o fim do vínculo com o Volkswagen

A Porsche formalizou o término de sua relação com o Grupo Volkswagen ao concluir a venda de sua cota de 45% na Bugatti Rimac, a empresa conjunta responsável pela fabricação dos hipercarros. Este ato encerrou o último laço entre a marca francesa e o conglomerado alemão nesta quarta-feira, dia 9.

A transação, aprovada pelos órgãos reguladores, gerou aproximadamente um bilhão de euros (cerca de R$ 5,9 bilhões) para a montadora de Stuttgart. Além disso, a Porsche se desvinculou dos 20,6% que possuía no Rimac Group. Os ativos foram adquiridos por um consórcio internacional, liderado pela HOF Capital, sediada em Nova York, e pela BlueFive Capital, de Abu Dhabi, que figura como a maior investidora.

Embora a conexão fosse indireta, ela existia: a Volkswagen AG detinha 75,4% do capital da Porsche AG, uma participação mantida através da Porsche Holding Stuttgart. Enquanto a Porsche era sócia da Bugatti Rimac, o Grupo VW mantinha uma parte da marca francesa na cadeia. Com a saída dessa participação, o elo é rompido, fazendo com que a Bugatti passe a ter responsabilidade apenas perante o Rimac Group, que já detinha 55% da joint venture, e os novos investidores.

Nenhuma outra marca do grupo alemão, como Audi, Bentley, Lamborghini, Ducati ou a própria Porsche, mantém essa ligação com a Bugatti.

A Volkswagen adquiriu os direitos da Bugatti em 1998, durante a gestão de Ferdinand Piëch, e financiou o ressurgimento da marca com modelos como o Veyron, em 2005, e o Chiron, em 2016. Ambos utilizavam o motor W16 8.0 quadriturbo, desenvolvido internamente pelo grupo. Em novembro de 2021, houve um reajuste que estabeleceu a Bugatti Rimac, transferindo a marca para a nova entidade e cessando seu tratamento como subsidiária.

A separação técnica ocorreu posteriormente. O Tourbillon, lançado em 2024 como sucessor do Chiron, abandonou o W16 e introduziu um motor V16 8.3 aspirado, criado em colaboração com a britânica Cosworth, sem utilizar componentes padrão do Grupo Volkswagen. Com os motores elétricos, este conjunto atinge uma potência de 1.800 cv.

Para a Porsche, esta desvinculação alinha-se à estratégia de focar o negócio principal, conforme defendido por Michael Leiters, que assumiu a liderança da companhia em 1º de janeiro. Em agosto, a montadora já havia vendido a consultoria MHP para a Tata Consultancy Services, empresa indiana. Este movimento ocorre após 2025, ano em que a margem operacional do grupo sofreu uma queda de 14,1% para 1,1%, pressionada por tarifas nos Estados Unidos, declínio nas vendas na China e os custos associados ao realinhamento da estratégia de eletrificação.

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