Brasil aprova revogação do imposto de importação em bens de até US$ 50
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Brasil aprova revogação do imposto de importação em bens de até US$ 50

A proposta, apelidada de «MP da taxa das blusinhas», foi incluída nas negociações de Lula com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, que, após alinhamento com o Palácio Presidencial, deram prioridade a este tema.

Durante a campanha eleitoral em Brasília, observa-se alta atividade de deputados e senadores mobilizados no âmbito do chamado «esforço concentrado», utilizado para acelerar a análise e aprovação de propostas após acordos com o Palácio Presidencial e líderes políticos.

A revogação do imposto de importação sobre produtos, principalmente calçados e vestuário, que beneficia importadores de plataformas chinesas, já estava em vigor no Brasil desde maio, mas deveria expirar em 8 de setembro, caso o Congresso não aprovasse esta medida.

Em maio deste ano, quando foi publicado o decreto provisório, a Associação Brasileira do Comércio Têxtil classificou essa medida como um «sério retrocesso econômico» e um «ataque direto à indústria nacional e ao varejo».

Da mesma forma, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil declarou que o texto representa um passo atrás, pois aumenta a desigualdade entre empresas nacionais e estrangeiras.

Lula da Silva, que defende a revogação do imposto de importação de 20% sobre bens de até US$ 50, provavelmente usará a aprovação desta medida pelo Congresso brasileiro em sua campanha eleitoral.

Nesta semana, o Congresso brasileiro já aprovou outras prioridades do governo Lula, que agora seguem para assinatura presidencial: Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, e um projeto de lei que cria incentivos fiscais para estimular a instalação de data centers no país.

A redução da jornada de trabalho, conhecida como «fim do regime 6x1», foi aprovada pela Comissão de Justiça e Constituição (CCJ) do Senado na quarta-feira, mas a votação em plenário só ocorrerá após as eleições.

Também na quarta-feira, o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) sobre segurança pública, que permite ao governo criar um Sistema Único de Segurança Pública e abre caminho para a criação de um Ministério da Segurança Pública por Lula, avançou na CCJ do Senado, mas a data da votação em plenário ainda não foi definida.

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Gasolina, etanol e diesel S-10 registraram reduções de preço em agosto, marcando o terceiro mês consecutivo de declínio. De acordo com uma pesquisa realizada pela ValeCard, o etanol liderou essa tendência de queda, apresentando um recuo de 2,06% na média nacional, superando a gasolina (-0,68%) e o diesel S-10 (-0,51%).

Em nível nacional, o preço da gasolina diminuiu de R$ 6,821 para R$ 6,774 por litro. O etanol caiu de R$ 4,365 para R$ 4,275, enquanto o diesel S-10 passou de R$ 7,196 para R$ 7,159. Desde maio, o etanol acumulou uma queda de 7,45%, um percentual significativamente superior aos 1,97% do diesel e 1,21% da gasolina.

Existe um prazo limitado para este alívio, visto que o governo estendeu a subvenção à gasolina somente até 9 de setembro, após uma prorrogação em 26 de agosto. Sem essa renovação, parte da pressão atualmente contida pode ser sentida pelos consumidores no posto de abastecimento.

A redução no custo do biocombustível potencializou sua competitividade. Em agosto, o etanol representava, em média, 63% do valor da gasolina, comparado a cerca de 64% em julho. Utilizando o critério de até 70% estabelecido inicialmente para veículos flex, o etanol passou a ser vantajoso em 17 estados, um aumento em relação aos 13 estados em julho e 10 em junho.

Os melhores índices de relação foram observados em Roraima (54%), Mato Grosso (56%), Amapá e São Paulo (59% cada). O menor preço médio do etanol foi registrado em São Paulo, atingindo R$ 3,865 por litro, ao passo que o mais elevado foi em Sergipe, com R$ 5,537. O biocombustível apresentou queda em 25 estados, com exceção do Distrito Federal (alta de 4,70%) e Sergipe (alta de 0,13%).

A gasolina sofreu quedas em 19 estados, destacando-se a Bahia, onde houve uma redução média de 1,83%. O Distrito Federal registrou o maior aumento, de 4,04%. No Rio Grande do Sul, foi encontrado o litro mais barato do país, a R$ 6,337, enquanto Roraima apresentou o mais caro, a R$ 8,168, evidenciando a influência da logística regional, com uma diferença de R$ 1,831.

No caso do diesel S-10, a queda ocorreu em 19 estados, sendo impulsionada por Pernambuco, Paraíba, Tocantins, Minas Gerais e Santa Catarina. Contudo, a região Norte seguiu trajetória oposta: Acre, Amazonas, Amapá e Roraima tiveram aumentos contínuos em junho, julho e agosto. O Acre acumulou um crescimento de 11,59% desde maio e detém atualmente o diesel mais caro do país, a R$ 8,233 por litro, enquanto o Rio Grande do Sul mantém o preço mais baixo, a R$ 6,368.

Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, comentou que o mercado entrou em «um período de maior acomodação, mas isso não significa ausência de riscos». Ele identificou petróleo, câmbio e custos logísticos como as variáveis mais sensíveis, especialmente para o diesel, e atribuiu parte da queda à subvenção concedida ao combustível.

Este cenário se insere em um contexto de inflação mais moderada: o IPCA-15 de agosto demonstrou deflação de 0,40%, totalizando 4,24% acumulado em 12 meses, conforme dados do IBGE. É importante notar que o levantamento da ValeCard não utiliza dados oficiais de preço, baseando-se nas transações realizadas com os cartões da empresa entre 1º e 26 de agosto, abrangendo mais de 25 mil postos credenciados no território nacional.

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