Em um evento realizado na Festa do Peão de Barretos, em São Paulo, a Volkswagen apresentou vislumbres da Tukan e da nova Amarok, ambas camufladas. O evento, considerado o maior festival de rodeio da América Latina, serviu como palco para a antecipação dos modelos.
A Tukan foi projetada para competir diretamente com a Strada, que domina o mercado brasileiro de veículos leves, SUVs e comerciais há cinco anos. A picape compacta da Fiat manteve sua liderança desde 1998.
Detalhes da Tukan
Para enfrentar sua principal concorrente, a nova Tukan oferecerá versões com cabine simples e dupla, focando em um design robusto, frente elevada e caixas de roda proeminentes. Ela terá uma capacidade de carga superior a 700 kg e está prevista para estrear no primeiro semestre de 2027. O veículo contará com eixo traseiro rígido e molas semielípticas de lâmina única, uma configuração considerada mais resistente por compradores, similar à utilizada na Strada e Montana.
A versão com cabine simples, exibida pela primeira vez, manterá o nome Robust, virá equipada com freios traseiros a tambor, duas barras no teto e seis alças auxiliares na caçamba, que aparenta ser maior que a atual. Já a versão de cabine dupla, denominada Extreme, apresentará quatro portas, diferentemente da limitação de duas portas da Saveiro, e oferecerá mais espaço interno.
Existem duas opções de motorização disponíveis: um motor 1.0 turbo de 116 cv (que pode receber incentivo fiscal) e um 1.5 turbo de 150 cv, que introduzirá o sistema semi-híbrido de 48 V, mais eficiente que o de 12 V. A Tukan representa, portanto, uma resposta estratégica da Volkswagen à fórmula de sucesso encontrada pela Fiat, buscando aumentar sua participação em um setor em crescimento.
Apresentação da Amarok e chegada da Tasman
Também em Barretos, a nova Amarok, que chegará da Argentina em 2027, foi mostrada totalmente camuflada. A VW confirmou que este modelo terá hibridização e será o mais potente já produzido, após atingir 800.000 unidades desde 2010.
O segmento de picapes possui competidores estabelecidos como Hilux, Ranger, S10, Frontier e Triton. A Tasman, da Kia, entra neste cenário com linhas retangulares e uma dianteira distinta, visando conquistar espaço. Seu porte é comparável ao da Hilux, apresentando 5.410 mm de comprimento, 3.270 mm de entre-eixos, 1.930 mm de largura e 1.870 mm de altura, além de uma caçamba de 1.173 litros, cerca de 20% maior que a da Toyota fabricada na Argentina.
A Tasman é equipada com motor turbodiesel de 2.151 cm³, gerando 210 cv e 45 kgfm, transmissão automática epicíclica de oito marchas e tração 4x4 com reduzida. Ela acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos e dispõe de modos de condução como Normal, Eco, Sport, Smart, além de configurações específicas para lama, areia e neve. Suas capacidades off-road incluem 231 mm de vão livre do solo, ângulo de entrada de 28,9 graus, de saída de 25 graus e de rampa de 23,7 graus, com capacidade de imersão de 800 mm. Sua carroceria é monobloco, diferente do chassi tradicional de longarinas, e seu consumo padrão Inmetro é de 9,5 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada, com um tanque de 80 litros.
O primeiro contato com a Tasman ocorreu em Cabreúva (SP), em uma pista adaptada para testar diferentes condições, como terra, buracos, obstáculos e rampas. Apesar de seu tamanho, o veículo é fácil de dirigir e proporciona uma boa posição de direção. A suspensão dianteira não é McPherson, conforme informado pela Kia, mas o conjunto de suspensões opera bem, mesmo com um curso relativamente pequeno, o que só é notado em terrenos muito irregulares ou ao passar por obstáculos grandes.
Embora o conjunto motor e câmbio não sejam excepcionais, a Tasman, pesando 2.248 kg, cumpre suas funções. O controle de descida é um recurso eficaz, permitindo que a picape mantenha a velocidade em rampas íngremes sem exigir frenagem constante, transmitindo segurança em situações de baixa aderência. O preço anunciado para o modelo é de R$ 249.990.
