Diferença entre peças genuínas e originais em veículos automotores
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Diferença entre peças genuínas e originais em veículos automotores

Após o término da garantia de um automóvel, a durabilidade do veículo passa a depender significativamente da forma como ele foi mantido. Embora utilizar componentes de boa qualidade seja um ponto de partida positivo, surge a dúvida se o custo das peças genuínas fornecidas pelo fabricante é realmente necessário, ou se uma peça original de um fornecedor reconhecido já é suficiente.

As peças genuínas são tipicamente encontradas exclusivamente nas redes de concessionárias, e o estoque para modelos mais antigos pode ser limitado. Devido a essa situação, muitos consumidores e mecânicos acabam optando por componentes disponíveis no comércio varejista.

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Mesmo sendo distribuídas em embalagem pelo fabricante do carro, as peças genuínas nem sempre são produzidas internamente. Elas podem ser provenientes de terceiros fornecedores que prestam serviços tanto às montadoras quanto ao varejo.

Por essa razão, empregar um item produzido por esses fornecedores pode ser visto como uma maneira de economizar nos custos de manutenção. Empresas estabelecidas como Bosch, Denso, Varga, Continental, Schaeffler e outras servem como exemplos dessa prática.

Segundo a General Motors, suas peças genuínas fabricadas por parceiros externos devem passar por validação do fabricante e contam com um código de identificação específico para o sistema interno da empresa. A General Motors impõe rigorosos padrões em relação a materiais, durabilidade, engenharia, qualidade, aplicação e rastreabilidade.

A montadora aponta que peças similares, produzidas por fornecedores, podem diferir em termos de material e qualidade, além de serem simplificadas para diminuir o preço final; nesses casos, o número da peça também é distinto.

A General Motors esclarece ainda que suas peças genuínas OE (Original Equipment, linha de produção) são exatamente aquelas usadas durante a fabricação do veículo, cumprindo todos os requisitos estabelecidos pela engenharia no desenvolvimento do carro. Além disso, ela disponibiliza componentes de reposição que não são OE, mas que igualmente são validados para se adequarem à aplicação do veículo.

Isso implica que a peça genuína precisa garantir a correta adaptação, a funcionalidade e o cumprimento das especificações técnicas definidas para aquele veículo.

Atualmente, com os carros novos oferecendo garantias que ultrapassam os cinco anos, a manutenção dessa cobertura deixou de ser uma preocupação exclusiva do primeiro proprietário, tornando-se inclusive um argumento de venda no mercado de seminovos.

Conforme o Manual de Normas e Procedimentos de Garantia da General Motors, peças que não sejam genuínas não estão cobertas pelo fabricante. Qualquer alteração no veículo anula a garantia dos componentes modificados. Este manual orienta o uso exclusivo de peças genuínas durante os atendimentos sob garantia, pois componentes de qualidade inferior tendem a falhar mais cedo e podem impactar outros sistemas do automóvel, exigindo atenção aos serviços realizados nesse período.

O principal ponto de venda para as peças genuínas são as concessionárias. Mesmo quem já perdeu a cobertura da garantia e prefere levar o carro ao seu mecânico de confiança continuará dependente da rede autorizada se desejar manter esse nível de qualidade.

Ludovico Ballesteros, mecânico e proprietário da Pitucha Centro Automotivo, comenta que há peças que o reparador não consegue acessar facilmente, mas o cliente sim. Nesses casos, a única saída é recorrer a uma concessionária para adquirir o componente. Apesar desse transtorno, Ludovico Ballesteros concorda que o uso dessas peças genuínas é benéfico devido à sua qualidade superior, embora nem todos os clientes priorizem isso ao realizar os serviços.

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