Especialistas em engenharia civil e infraestrutura defenderam os carros elétricos e SUVs, refutando a ideia de que esses veículos são os principais responsáveis pelo surgimento de buracos e pela degradação das rodovias no Reino Unido. Este debate ganhou força após pesquisas indicarem que a massa média dos automóveis novos aumentou aproximadamente 400 quilos nos últimos nove anos, aproximando-se de duas toneladas, o que levou prefeituras de grandes cidades a debaterem o aumento das tarifas de estacionamento para veículos pesados.
Apesar do aumento geral no peso da frota de passageiros, os profissionais do setor esclarecem que o dano causado ao asfalto não se baseia unicamente no peso total, mas sim na distribuição de carga por eixo. Os engenheiros explicam que o desgaste cresce exponencialmente: dobrar a pressão em um eixo multiplica os danos estruturais da pista por dezesseis. Por essa razão, o maior prejuízo às vias é gerado pelo transporte de cargas pesadas, visto que uma única viagem de um caminhão grande equivale ao impacto de milhares de carros comuns.
Outro fator crucial destacado pelos especialistas é o efeito prejudicial das condições climáticas somado à insuficiência de verbas para manutenção. Os repetidos ciclos de congelamento e degelo da água que penetra nas fissuras microscópicas da pista enfraquecem sua estrutura, enquanto as ondas de calor extremo amolecem o material da via.
Dados do setor mostram que as autoridades locais enfrentam um atraso financeiro bilionário em projetos de recuperação viária, resultando em grande parte da rede com vida útil diminuída. Assim, as entidades técnicas chegam à conclusão de que a raiz do problema das estradas reside no intenso tráfego de caminhões, no clima severo e na carência contínua de investimentos, isentando os automóveis leves da responsabilidade primária que frequentemente lhes era imputada.
