BAIC confirmará lançamento da submarca Arcfox no Brasil em novembro com novos modelos elétricos
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BAIC confirmará lançamento da submarca Arcfox no Brasil em novembro com novos modelos elétricos

A BAIC, conhecida como Beijing Automotive Group Co., Ltd, anunciou oficialmente seu lançamento no mercado brasileiro para o mês de novembro. A presença inicial da gigante estatal chinesa no país ocorreu durante o Festival Interlagos, e a empresa começará a comercializar seus veículos neste mês.

Os primeiros veículos a serem introduzidos no Brasil serão o Arcfox T1 e o Arcfox T5, ambos classificados como SUVs elétricos, mas destinados a diferentes segmentos de mercado. Detalhes referentes aos preços, à rede de concessionárias e outras especificações serão divulgados em novembro.

Detalhes sobre a submarca Arcfox

A Arcfox constitui uma das três divisões automotivas da BAIC, que também detém a Foton, já presente no Brasil com caminhões e a picape Tunland. Esta submarca é focada em veículos elétricos que apresentam acabamento de categoria premium. Ela opera em parceria com a Huawei, utilizando o sistema operacional desta última. Na China, a linha oferece também a mecânica REEV, que inclui um extensor de autonomia.

Especificações do Arcfox T1

O Arcfox T1 será posicionado como o modelo de entrada da BAIC. Na China, ele compete contra o BYD Dolphin e o Geely EX2. Suas dimensões são de 4,33 metros de comprimento, 2,77 metros de entre-eixos, 1,86 metros de largura e 1,57 metros de altura. Embora seja classificado como hatchback na China, a BAIC o lançou como SUV no Brasil. A versão destinada ao Brasil conta com uma bateria de 42,3 kWh, acoplada a um motor de 129 cv que impulsiona as rodas dianteiras.

As características do veículo vendido no Brasil incluem teto solar panorâmico, central multimídia de 15,6 polegadas com suporte exclusivo para Apple CarPlay sem fio, sistema de câmeras 540° com visualização tridimensional, bancos dianteiros com ajustes elétricos, opções de aquecimento, ventilação e memória, além de abertura elétrica do porta-malas e auxílio de estacionamento.

Características do Arcfox T5

Já o BAIC Arcfox T5 é um SUV elétrico de porte médio, notável por possuir um coeficiente aerodinâmico muito baixo, de 0,24. Suas medidas são de 4069 metros de comprimento, 2,84 metros de entre-eixos, 1,93 metros de largura e 1,65 metros de altura. A configuração deste SUV para o Brasil virá equipada com uma bateria de 74,4 kWh, que suporta recargas ultrarrápidas devido à sua arquitetura de 800 volts. Na China, este modelo é combinado com um motor elétrico de 272 cv e 36,7 kgfm.

Embora a BAIC ainda não tenha divulgado o conjunto completo de equipamentos do Arcfox T5, sabe-se que ele dispõe de portas que abrem internamente por meio de botões, câmera 540°, teto solar e pacote ADAS. A marca planeja apresentar mais informações sobre estes veículos e seus projetos para o Brasil em novembro, estudando a possibilidade de trazer mais modelos e estabelecer produção local, seguindo o exemplo de outras fabricantes chinesas.

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A Jetour apresentará publicamente o G700, um SUV híbrido plug-in equipado com tração 4x4 e capaz de gerar até 761 cv, no Festival Interlagos 2026. Este modelo será o topo de linha da fabricante chinesa no mercado brasileiro.

O evento está programado para ocorrer entre os dias 27 e 30 de agosto, no Autódromo José Carlos Pace, localizado em São Paulo. A estreia no festival precede o lançamento comercial do veículo, que está previsto para acontecer até o final deste ano.

A Jetour já possui presença no país com os modelos S06, T1 e T2. A confirmação da chegada do G700 foi feita durante o Salão do Automóvel de Pequim realizado neste ano. Detalhes sobre preços, configurações e a lista completa de equipamentos para a versão brasileira ainda serão divulgados mais próximo da data de lançamento.

Com foco no uso off-road, o utilitário apresenta um design com linhas retas e um estepe fixado na tampa traseira, lembrando as proporções de uma picape grande. Suas dimensões internacionais são de 5,20 metros de comprimento, 2,05 metros de largura, 1,96 metro de altura e 2,87 metros de distância entre eixos.

O interior do G700 comporta até seis passageiros distribuídos em três fileiras, sendo que a segunda fileira conta com dois assentos individuais. Em outros mercados, os opcionais incluem bancos com apoio para as pernas, sistemas de aquecimento, ventilação e massagem, um sistema de áudio de alta qualidade, suspensão a ar e amortecedores com controle eletrônico.

A configuração global do veículo utiliza um motor 2.0 turbo a gasolina acoplado a dois propulsores elétricos, oferecendo tração integral e uma potência combinada de 761 cv. A bateria de fosfato de ferro-lítio possui capacidade de 34,1 kWh e proporciona aproximadamente 100 km de autonomia no modo totalmente elétrico, segundo o ciclo WLTC. O alcance total, considerando ambos os sistemas, atinge 1.000 km, e o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h é de 4,6 segundos.

Devido ao seu tamanho, ao conjunto mecânico e ao padrão de acabamento, o G700 se posiciona acima do T2 XWD 4x4 e deverá competir no mercado com o Denza B5 e os SUVs da linha Tank, fabricados pela GWM.

Durante o Festival Interlagos, a Jetour terá um estande de 500 m² dividido em dois pavimentos, que contará com uma parede de escalada e uma área dedicada aos acessórios da linha Jetour Life. Além disso, estarão expostos os modelos S06, T1 e as duas variantes do T2 — 4x2 e XWD 4x4 —, com a possibilidade de test-drives em unidades selecionadas e atividades para o público.

Brasil anuncia pacote de R$ 2,5 bilhões para impulsionar IA e instalar supercomputador no Rio Grande do Norte
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Brasil anuncia pacote de R$ 2,5 bilhões para impulsionar IA e instalar supercomputador no Rio Grande do Norte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou, nesta quinta-feira (20), um aporte financeiro de R$ 2,5 bilhões destinado a aprimorar a infraestrutura brasileira essencial para o desenvolvimento e treinamento de modelos de inteligência artificial (IA).

Um dos focos centrais desta iniciativa é a implementação de um supercomputador com valor aproximado de R$ 1 bilhão no estado do Rio Grande do Norte. Este equipamento integrará o novo Centro Brasileiro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial, localizado no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), em Macaíba, na área metropolitana de Natal (RN).

Detalhes do Investimento

O projeto específico para a estrutura prevê um montante de R$ 1,06 bilhão para a aquisição e operação. Deste valor, R$ 960 milhões serão alocados na compra do hardware, enquanto R$ 100 milhões cobrirão as fases de preparação e funcionamento. Os recursos estão previstos no CT-Infra, um mecanismo de financiamento de infraestrutura de pesquisa, e fazem parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).

Lula justificou a escolha do Rio Grande do Norte como uma medida para distribuir os investimentos para além das regiões economicamente mais prósperas do país, mencionando que a decisão foi tomada após considerar as necessidades dos estados.

Para fins de comparação, o supercomputador Santos-Dumont, atualmente o mais potente do país e situado no interior do Rio de Janeiro, opera com 27 petaflops. As projeções governamentais indicam que treinar um grande modelo de linguagem, como o GPT-4, no Santos-Dumont levaria cerca de 11 anos, enquanto com a nova máquina esse processo poderia ser concluído em aproximadamente um mês.

Abrangência e Benefícios da Infraestrutura

A utilização da nova estrutura não será restrita ao governo. Segundo a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o equipamento estará disponível para universidades, instituições de tecnologia, empresas e órgãos públicos. A infraestrutura visa apoiar empresas e startups no desenvolvimento e treinamento de seus próprios modelos, assim como centros de pesquisa em IA e ciência de dados. Além disso, instituições governamentais poderão usá-lo em setores como saúde, agricultura, clima, indústria e serviços públicos.

Santos enfatizou que o escopo vai além da simples aquisição de um equipamento, apontando que há contrapartidas exigidas das empresas, configurando um «ecossistema em torno dessa máquina» com benefícios estruturantes para o país.

A seleção do Rio Grande do Norte foi apresentada pelo governo como uma estratégia para disseminar a infraestrutura tecnológica pelo território nacional e aumentar a capacidade científica e econômica da região Nordeste. A governadora do Estado, Fátima Bezerra, declarou que o Rio Grande do Norte oferecia as condições técnicas mais apropriadas, citando a abundante energia limpa como um fator crucial.

A disponibilidade de energia renovável, com forte presença de fontes eólica e solar na matriz energética do Estado, foi um critério considerado pelo governo. Espera-se que a presença do supercomputador potencialize a pesquisa e a formação em IA e computação de alto desempenho no Nordeste, promovendo a integração entre centros de pesquisa e universidades.

No âmbito econômico, o governo projeta que a máquina atrairá pesquisadores, startups e companhias de tecnologia para o Estado e para toda a região. O local de instalação, o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, homenageia o pesquisador potiguar Augusto Severo, falecido em 1902 durante uma explosão de aeronave.

Frentes Tecnológicas do PBIA

O supercomputador do Rio Grande do Norte constitui uma das três vertentes tecnológicas apresentadas pelo governo para expandir a infraestrutura brasileira de supercomputação dentro do PBIA. A segunda frente envolve uma colaboração tecnológica com a China, visando implantar uma estrutura de computação avançada no Rio de Janeiro. A terceira frente foca no desenvolvimento de chips com arquitetura aberta, a ser realizado em Campinas (SP).

O objetivo comum dessas três ações é diminuir a dependência brasileira de capacidade computacional terceirizada e aumentar a infraestrutura necessária para o treinamento de modelos de IA. O PBIA prevê um investimento total de R$ 23 bilhões entre 2024 e 2028, englobando pesquisa, inovação, formação profissional e aplicações de IA.

Adicionalmente, o governo planeja estabelecer uma infraestrutura de supercomputação no Rio de Janeiro através de uma parceria entre a Huawei e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), entidade social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Este centro deve iniciar suas operações em 2027 e terá como metas o desenvolvimento de um grande modelo de linguagem (LLM), similar aos usados por ChatGPT e Claude. A cooperação incluirá a empresa chinesa iFlytek, especialista em tradução e transcrição, com a intenção de criar um modelo funcional em português e espanhol.

O investimento previsto para esta parceria é de R$ 1,276 bilhão ao longo de cinco anos, e contempla a capacitação de três mil profissionais brasileiros. Em troca, Huawei e iFlytek devem fornecer transferência de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, conforme declarado pelo governo. Esse valor é considerado modesto se comparado ao investimento privado estimado em quase R$ 50 bilhões para a construção de um data center do TikTok no Ceará.

Outra iniciativa anunciada é a criação de uma «nuvem brasileira», cujo custo ainda não foi definido no pacote orçamentário. Esta proposta prevê computadores instalados no Brasil com maior controle nacional sobre o software. O governo já investiu mais de R$ 1 bilhão na instalação de servidores de nuvem gerenciados pelo Serpro e pela Dataprev, e a meta atual é que esses servidores, usados na computação pública, sejam fabricados no Brasil e utilizem software compartilhado com a União.

A terceira frente tecnológica, voltada a chips livres de patentes, receberá R$ 125 milhões do governo, buscando captar mais R$ 125 milhões do setor privado. Com um horizonte de dez a quinze anos, essa estratégia visa fortalecer a capacidade brasileira de desenvolver chips, diminuindo a dependência de tecnologias controladas por poucas corporações ou nações. Os chips serão baseados na arquitetura RISC-V, uma tecnologia aberta e não proprietária, e serão desenvolvidos pelo Instituto Eldorado, em Campinas (SP), em um modelo comparado ao ecossistema de inovação de Barcelona (Espanha).

O pacote também inclui R$ 50 milhões para um Centro de Transparência Algorítmica, que será gerido por pesquisadores da UFMG. Sua função será analisar riscos e falhas nos modelos de IA disponíveis no mercado, seguindo um padrão semelhante ao europeu.

Este anúncio de Lula ocorre em um contexto de intensa disputa tecnológica entre Estados Unidos e China no campo da IA. Cinco dias antes, a Reuters reportou uma ação da Casa Branca para tentar isolar a China no desenvolvimento de IA. Há também menção ao governo de Donald Trump, que supostamente alertaria 35 países, incluindo o Brasil, sobre possíveis exclusões de uma coalizão liderada pelos EUA para distribuição de investimentos tecnológicos. Um documento chamado Declaração Pax Silica sugere que os países devem tomar uma decisão consciente sobre seu alinhamento em relação à IA.

Essa publicação ocorreu quatro dias após Lula declarar que o Brasil ainda não está apto a competir tecnologicamente nem com os estadunidenses nem com os chineses, manifestando o desejo de manter ambos os países «conosco». Em entrevista anterior à Folha de S.Paulo, Luciana Santos reconheceu que o governo enfrentará «incertezas e riscos» na aquisição dos supercomputadores, citando ameaças americanas de suspender fornecimentos a quem negociar com a China. Ela ressaltou que as empresas americanas também têm interesse em vender seus produtos ao Brasil, dado o valor superior a R$ 1 bilhão da compra do supercomputador, embora tenha expressado incerteza sobre a concretização das declarações políticas.

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