A General Motors anunciou na quarta-feira, dia 26, que o Chevrolet Captiva PHEV será fabricado na Planta Automotiva do Ceará (PACE) ainda em 2026. Este modelo representará o primeiro veículo híbrido plug-in da Chevrolet a ser montado no território brasileiro, visando competir diretamente com modelos como o GWM Haval H6 e o BYD Song Plus.
Com esta nova versão, a General Motors planeja responder ao domínio das fabricantes chinesas no segmento de SUVs médios. O principal propósito desta variante híbrida plug-in é reduzir os custos de produção e apresentar um preço final mais atrativo em comparação com concorrentes já estabelecidos, incluindo GAC GS4 e Toyota Corolla Cross.
O novo Chevrolet Captiva, que foi visto em testes no interior de São Paulo por portais especializados como AutoPapo e Autos Segredos, é uma adaptação tropicalizada do Wuling Starlight S. Ele deriva de uma colaboração internacional entre a General Motors e a SAIC, parceira também na produção do compacto Spark EUV.
O sistema de propulsão do Captiva PHEV foi concebido para equilibrar a eficiência energética com o desempenho dinâmico. O conjunto mecânico une um motor elétrico a um motor a combustão de 1.5 litros, aspirado a gasolina, que gera 106 cv de potência e 13,2 kgfm de torque, resultando em uma potência combinada de 204 cv.
O SUV estará disponível com duas configurações de bateria de tração. Seguindo os padrões chineses, o alcance combinado previsto é de 1.100 km. Embora as dimensões oficiais ainda não tenham sido divulgadas, espera-se que o Captiva PHEV mantenha as proporções amplas do Wuling Starlight S, apresentando 4,75 metros de comprimento, 1,89 m de largura, 1,69 m de altura e 2,80 m de entre-eixos, o que assegurará um bom espaço interno e um porta-malas com capacidade para 610 litros.
Em termos de design, o interior adota a estética minimalista do Starlight S chinês, incorporando o emblema da gravata dourada da Chevrolet no centro do volante. A arquitetura tecnológica embarcada inclui diversos recursos de bordo.
Trajetória Industrial da Produção
A linha de montagem destinada ao novo Captiva PHEV possui um histórico industrial único no Brasil. Ela opera sob o esquema SKD (Semi-Knocked Down), onde os veículos são montados utilizando conjuntos de peças importadas. A PACE funciona como um modelo de manufatura por contrato, ou seja, ela realiza apenas a montagem final dos automóveis sem produzir componentes localmente.
Este complexo foi inaugurado em 1995 e inicialmente serviu como local de montagem para os jipes da Troller. Em 2007, a estrutura foi vendida para a Ford, que manteve a produção da Troller ativa até 2021, para cumprir os incentivos fiscais estaduais exigidos pelo governo do Ceará, encerrando então todas as suas atividades industriais no país.
Após um período de três anos de inatividade, a planta foi adquirida e modernizada pelo grupo Comexport, sediado no Espírito Santo, transformando-se em uma plataforma industrial multimarcas sob contrato. A General Motors foi a primeira cliente da PACE, importando peças para montar o Spark EUV, seguido pelo Captiva EV e pelo Captiva PHEV. Posteriormente, a MG Motors, subsidiária do grupo SAIC, também assinou contrato com a PACE para fabricar o hatch MG4 e o SUV S5.
