A Tesla será obrigada a executar a maior campanha de recall de sua história no mercado chinês. As autoridades locais determinaram a convocação de quase três milhões de automóveis, englobando tanto os fabricados na China quanto os importados.
O principal motivo para este chamado está relacionado à dificuldade em localizar e operar os comandos mecânicos de abertura de emergência das portas após um acidente sério. Segundo a Administração Estatal para a Regulação do Mercado da China, os puxadores internos secundários possuem uma tonalidade muito semelhante à dos acabamentos das portas.
Essa ausência de contraste visual pode prejudicar a evacuação ágil dos passageiros e o acesso das equipes de resgate ao interior do veículo em colisões que causem falha no sistema elétrico de baixa tensão. Diferentemente de ações anteriores resolvidas apenas com atualizações remotas de software, este recall exige uma intervenção presencial e sem custos para o proprietário.
A fabricante norte-americana deverá fixar etiquetas de alerta físicas perto dos comandos de emergência para melhorar a visibilidade. Adicionalmente, a montadora implementará um ajuste remoto para abaixar os vidros automaticamente em caso de impacto, facilitando a saída do carro. A campanha oficial está programada para começar no dia 25 de setembro.
Os modelos mais afetados por esta medida incluem o Model 3 e o Model Y produzidos localmente, além de um grupo menor de unidades importadas dos modelos Model 3, Model S e Model X, abrangendo veículos fabricados entre agosto de 2018 e abril de 2026.
Em paralelo, a montadora também foi solicitada a corrigir uma falha no sistema de monitoramento de atenção do motorista em mais de 2,7 milhões de carros, utilizando uma atualização remota. Esta segunda ação visa integrar a câmera do painel ao sensor de torque do volante.
