Análise do GAC GS9 Ultra: Grande e pesado, mas com boa agilidade e motorização híbrida
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Análise do GAC GS9 Ultra: Grande e pesado, mas com boa agilidade e motorização híbrida

O GAC GS9 Ultra se insere em um nicho específico do mercado brasileiro de SUVs, apesar de suas dimensões consideráveis. Ele apresenta um arranjo de assentos de três fileiras duplas, configurado como 2+2+2, similar ao modelo chinês Wey 07, e conta com um conjunto mecânico distinto.

Suas medidas são notavelmente amplas, ficando ligeiramente abaixo do modelo da GWM: possui 5.060 mm de comprimento, 2.930 mm de entre-eixos, 1.950 mm de largura e 1.760 mm de altura. O peso total do veículo atinge 2.365 kg.

O design externo segue a tendência de linhas retas, destacando-se na traseira pelo desenho das lanternas interligadas e descendentes nas extremidades. As rodas de 20 polegadas possuem um desenho elaborado (com duas opções), e o porta-malas, cujo padrão não foi especificado pelo fabricante, pode oferecer um volume entre 255 e 1.005 litros.

No interior, o veículo dispõe de uma grande tela multimídia de 15,6 polegadas, carregador de celular de 50W e um sistema de som com 21 alto-falantes. A segunda fileira de bancos reclináveis oferece comodidades como massagem, saídas de ar quente e frio, e mesas semelhantes às encontradas em aeronaves.

Em termos de segurança, o GS9 Ultra é equipado com nove airbags, incluindo um central posicionado entre os bancos dianteiros, e o pacote Adas (nível 2,5), que compreende câmera de visão 540° e detecção de objeto no ponto cego, entre outros recursos.

A propulsão combina um motor turbo de 1,5 L a gasolina, gerando 160 cv e 21,4 kgfm, com dois motores elétricos adicionais: um dianteiro de 231 cv e 25,5 kgfm, e um traseiro de 109 cv e 16,8 kgfm. O total combinado é de 500 cv e 62,5 kgfm (embora haja questionamentos sobre o método de cálculo do fabricante), permitindo atingir 100 km/h em 5,9 segundos. Com a bateria de 44,5 kWh, o alcance médio (urbano/rodoviário) no modo elétrico é de 114 km, conforme padrão Inmetro. Tecnicamente, ele se classifica como um veículo elétrico de alcance estendido devido ao motor a combustão e também pode ser recarregado em tomadas.

Durante um teste inicial de 40 km, o GS9 chamou a atenção pelo silêncio durante a condução e pela excelente resposta do acelerador. Inicialmente, apenas os dois motores elétricos atuam, e o motor a combustão entra em ação quando há maior demanda. Em curvas, seu tamanho e massa elevam a necessidade de atenção, mas sem causar surpresas desagradáveis. Os freios são adequadamente dimensionados para um veículo com quase duas toneladas e meia, embora as suspensões poderiam ser um pouco mais macias.

O preço anunciado para o modelo é de R$ 399.990.

Em contraste, o Avenger, principal lançamento da Jeep nos últimos cinco anos, ocupa uma posição inferior ao Renegade, mas deve contribuir para o aumento da participação de mercado da marca. Seu posicionamento é de SUV subcompacto, facilitando o estacionamento, e possui bons ângulos de entrada (22°), central (21°) e saída (33,9°), além de um vão livre do solo de 221 mm. Suas dimensões são: 4.084 mm de comprimento, 1.776 mm de largura (1.981 mm com espelhos) e 2.557 mm de entre-eixos, com 1.583 mm de altura.

O espaço no banco traseiro do Avenger é limitado, mas adequado à sua proposta. O porta-malas comporta 321 L, embora não seja um ponto forte, e há 28 L de porta-objetos internos. Ele está disponível com rodas de liga leve de 16, 17 ou 18 polegadas.

O estilo mantém a tradicional grade de sete fendas, faróis com embutimento para melhor proteção (Matrix nas versões mais caras), para-choques proeminentes e caixas de roda trapezoidais. O teto solar elétrico é opcional nas versões Longitude e Limited. A cabine apresenta um painel com textura agradável e uma central multimídia estreita de 10 polegadas (compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio).

O pacote de assistência ao motorista (ADAS, Nível 2) é exclusivo deste segmento de SUVs e inclui controle de cruzeiro adaptativo com centralizador de faixa e frenagem autônoma de emergência. O motor é o T200, flex, de 1 litro, produzindo 116 cv e 20,4 kgfm, auxiliado por um sistema semi-híbrido de 12 V que otimiza o desempenho em acelerações e retomadas, garante partidas mais silenciosas e pode proporcionar isenção de IPVA em certos estados e isenção de rodízio na capital paulista. O câmbio é automatizado CVT de sete marchas.

Existem três versões disponíveis: Altitude, Longitude e Limited. Apesar de não possuir tração 4x4, ele conta com o gerenciador eletrônico Selec-Terrain e assistente em descida íngreme. Possui freio de estacionamento elétrico, mas sem função auto-hold.

Em um teste de viagem para primeiras impressões, o Avenger demonstrou desempenho alinhado à sua proposta, competindo com modelos como Kardian, Kait, Sonic e Tera (e WR-V, que é mais caro). Observou-se uma leve lentidão nas retomadas, o que não comprometeu a dirigibilidade nem a capacidade de ultrapassagem. O silêncio da marcha é um de seus pontos positivos, assim como o ajuste das suspensões, que oferece um bom equilíbrio entre conforto e estabilidade. Os preços variam entre R$ 119.990 e R$ 145.990.

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GWM planeja lançar os SUVs Tank 400 e Haval H7 no Brasil em 2026

A GWM está preparando a introdução de mais dois veículos utilitários esportivos (SUVs) no mercado brasileiro: o Haval H7 e o Tank 400. Estes modelos têm o objetivo de enriquecer a linha de produtos com mais opções eletrificadas, embora cada um apresente características distintas.

O AutoPapo obteve imagens desses dois modelos durante testes realizados no Brasil, e ambos estão previstos para serem lançados ainda em 2026. Os SUVs com design mais quadrado estão em alta na China.

Detalhes sobre o Haval H7

O Haval H7 será oferecido neste formato quadrado, servindo como alternativa aos modelos que possuem chassi e tração 4x4 com reduzida, como o Haval H9 e o Tank 300. Este novo Haval H7 compartilha a plataforma com o modelo H6, que já é comercializado no Brasil. Além disso, ele herdará o conjunto mecânico híbrido plug-in flex, sendo possível que a configuração seja a PHEV35.

Embora haja semelhanças visuais com o Haval H9, o novo H7 terá uma estrutura monobloco e capacidade para cinco passageiros. Um elemento mantido é a abertura lateral da tampa do porta-malas, recurso presente em alguns mercados onde o estepe fica fixado nela. Internamente, o modelo segue o padrão chinês de ter uma tela proeminente, mas a GWM manteve botões físicos para funções essenciais. As dimensões do Haval H7 são: 4,80 m de comprimento, 1,95 m de largura, 1,84 m de altura e 2,74 m de entre-eixos.

Características do Tank 400

No caso do Tank 400, a GWM adotou a metodologia tradicional dos SUVs, equipando-o com um chassi de tipo escada, suspensão traseira por eixo rígido e tração 4x4 com reduzida, tornando-o adequado para uso off-road. Este segundo veículo da linha Tank será posicionado acima do modelo 300 já disponível no país, destacando-se por seu tamanho maior, porta-malas mais espaçoso e um visual mais reto.

O Tank 400 utiliza o mesmo conjunto mecânico do modelo já em circulação no Brasil. Ele combina um motor 2.0 turbo flex com um motor elétrico integrado ao câmbio de 9 marchas, o que garante tração nas quatro rodas independentemente da fonte de energia utilizada. A tração é configurada como 4x4 com reduzida, incluindo bloqueio nos diferenciais dianteiro e traseiro. Para facilitar a movimentação em trilhas difíceis, o veículo conta com o sistema Tank Turn, que bloqueia a roda interna traseira para diminuir o raio de giro.

Design e Estratégia de Lançamento

O Tank 400 apresenta um interior mais sofisticado que seu antecessor menor, contando com uma tela de maior dimensão. Ele também mantém botões físicos para as funções mais utilizadas e para recursos específicos de trilha. A GWM demonstra uma estratégia contínua de lançamentos, planejando pelo menos duas novidades anualmente. Em 2026, além deste par de SUVs, a marca já anunciou o Ora 5 e diversas versões flex de seus modelos híbridos plug-in, encerrando assim o ciclo de lançamentos do ano.

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