A Volkswagen introduziu no México uma versão reestilizada do Taigun, modelo que é conhecido como T-Cross em certos mercados internacionais e que atende ao mercado mexicano desde 2022, substituindo o SUV fabricado no Brasil. Embora não haja confirmação de que este facelift será aplicado à linha brasileira, que recebeu uma atualização em 2024, ele pode sinalizar futuras modificações no veículo.
É notável que, apesar do acordo de livre comércio vigente entre Brasil e México, a montadora optou pelo carro originário da Índia. De acordo com a própria fabricante, o Taigun não está sujeito à tarifa de importação de 50% imposta pelo país, graças ao sistema de cotas que a Volkswagen possui por produzir localmente.
Este SUV está disponível em duas configurações: a Comfortline, com preço aproximado de R$ 144 mil, e a GT, uma versão inédita, custando cerca de R$ 152 mil.
Na parte frontal, o design remete ao Tiguan, apresentando faróis mais estreitos, novos para-choques e um friso iluminado em LED na grade. Os emblemas da Volkswagen são acionados tanto na frente quanto na traseira, e os indicadores de direção passaram a ter funcionamento sequencial. As lanternas são conectadas por uma faixa escura, que agora incorpora novos detalhes internos, e foram adicionados novos padrões de rodas, além da cor Verde Avocado, exclusiva deste modelo.
No interior, o painel foi reformulado e agora inclui saídas de ar verticais, acabamentos em couro sintético e uma central multimídia semiflotante de 10 polegadas com uma interface renovada. Este sistema é complementado por um painel de instrumentos digital e suporte para espelhamento sem fio de Android Auto e Apple CarPlay. A versão GT oferece ainda teto solar panorâmico, pintura preta no teto e longarinas, emblemas exclusivos, um volante esportivo com detalhes em vermelho, iluminação ambiente na mesma tonalidade e um acabamento interno totalmente escuro.
A principal alteração mecânica reside na transmissão. O motor 1.0 TSI mantém sua potência de 116 cv e torque de 18,1 kgfm, mas o câmbio automático foi atualizado de seis para oito marchas. Contudo, a lista de recursos de assistência é inferior à do T-Cross brasileiro, pois não dispõe de piloto automático adaptativo, alerta de ponto cego ou manutenção em faixa. Em ambos os modelos, vêm de série a frenagem autônoma de emergência, o detector de fadiga e seis airbags.
Olhando para o futuro, a Volkswagen planeja dois SUVs para meados de 2028: o Projeto Saga, que dará origem à versão nacional do T-Roc, e o Projeto A-SUV, destinado à próxima geração do Taos. Ambos os projetos incorporarão sistemas híbridos baseados no motor 1.5 TSI Evo2.
O A-SUV inicialmente concebido como a nova geração do T-Cross teve seu posicionamento alterado devido ao desempenho comercial do modelo atual. Por essa razão, espera-se que o T-Cross receba uma modernização mais substancial, incorporando características de design da família de veículos elétricos ID, para manter sua relevância em vez de ser substituído. O portfólio nacional de SUVs deverá se consolidar com cinco modelos: Tera, Nivus, T-Cross, o derivado do Projeto Saga e o Taos.



