Nesta quarta-feira, 12 de agosto, por volta das 13h58, no horário de Brasília, a Lua está prevista para cobrir integralmente o Sol em uma faixa restrita do planeta. Essa faixa atravessará diversos países e territórios, incluindo Groenlândia, Islândia, o norte da Rússia, partes da Espanha e uma pequena seção de Portugal.
Além disso, grandes porções da Europa, bem como certas áreas do norte da África e da América do Norte, terão a oportunidade de observar o eclipse solar de forma parcial. É importante notar que este evento será breve, com a previsão de duração do eclipse solar total em torno de 2 minutos e 18 segundos. Em várias localidades, o período de cobertura total do Sol será ainda mais curto.
Em comparação, durante o último evento visível na América do Norte em 2024, a duração no ponto focal no México foi ligeiramente maior, totalizando 4 minutos e 28 segundos.
Para quem deseja acompanhar o fenômeno, é crucial seguir rigorosas precauções de segurança. A observação jamais deve ser realizada a olho nu, pois a intensa radiação solar pode causar danos permanentes à retina. Óculos comuns, binóculos, câmeras e telescópios sem filtros solares adequados não oferecem proteção suficiente aos olhos.
As recomendações incluem a busca por máscaras de solda número 14, conhecidas como «óculos para eclipse», em lojas de ferragens ou materiais de construção. A Nasa aconselha sempre inspecionar os óculos ou visores portáteis antes do uso, descartando qualquer equipamento que esteja rasgado, arranhado ou danificado. Também é fundamental supervisionar crianças que utilizam esses dispositivos.
Existe apenas um momento seguro para olhar para o céu sem proteção ocular, que é quando o Sol estiver completamente obscurecido e a escuridão começar a se instalar.
Como o Brasil não faz parte da rota do eclipse desta quarta-feira, o Observatório Nacional organizou uma alternativa para os cidadãos interessados. Por meio de seu canal no Youtube, serão transmitidas transmissões ao vivo, mostrando imagens de diferentes pontos do trajeto do eclipse, acompanhadas de análises de especialistas.
É relevante saber que eclipses solares totais não são eventos incomuns, ocorrendo com certa periodicidade, aproximadamente a cada 18 meses, quando a Lua retorna para cobrir o Sol e escurecer uma faixa terrestre. Contudo, a ocorrência em áreas densamente povoadas é rara, e eles dificilmente acontecem no mesmo local duas vezes.
A Espanha serve como exemplo, tendo seu último eclipse solar total há mais de um século, especificamente em 30 de agosto de 1905. No caso do Brasil, o fenômeno não alcança o território nacional desde 3 de novembro de 1994, quando afetou algumas cidades do Sul, notadamente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
No entanto, já existe uma data futura confirmada para o retorno do evento. Daqui a exatamente 19 anos, em 12 de agosto de 2045, um eclipse solar total será visível em partes dos estados das regiões Norte e Nordeste, sendo parcialmente visível no restante do país.