A OpenAI comunicou nesta sexta-feira, dia 31, que sua plataforma de inteligência artificial superou a marca de um bilhão de usuários ativos e agora atende a mais de dois milhões de empresas. Este marco foi alcançado após a companhia implementar uma diminuição nos custos de alguns modelos da série GPT-5.6.
A empresa justificou a redução de preços com ganhos internos de eficiência, que resultaram na diminuição dos custos operacionais, possibilitando oferecer as ferramentas de IA a um custo mais acessível. As alterações afetaram primariamente os modelos GPT-5.6 Luna e GPT-5.6 Terra, enquanto o GPT-5.6 Sol manteve seu preço original.
Essa movimentação estratégica ocorre em um contexto de crescente competição no mercado de inteligência artificial, onde outras companhias estão reavaliando seus investimentos na tecnologia e buscando soluções com menor custo. A OpenAI declarou que o objetivo dessa redução tarifária é incentivar novas aplicações da IA.
A OpenAI implementou um corte de 80% no valor cobrado pelo GPT-5.6 Luna e um desconto de 20% no GPT-5.6 Terra. Com essas modificações, o Luna passou a ser cotado a US$ 0,20 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,20 por milhão de tokens de saída, em comparação com os valores anteriores de US$ 1 e US$ 6, respectivamente. Já o GPT-5.6 Terra viu sua tarifa cair para US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 12 por milhão de tokens de saída, antes custando US$ 2,50 e US$ 15.
O GPT-5.6 Sol, apresentado pela companhia como o modelo mais sofisticado da família, não teve alteração em seu preço. A empresa esclareceu que esses descontos foram viabilizados por melhorias obtidas durante o desenvolvimento dos sistemas, incluindo o uso da própria IA para otimizar softwares de produção e refinamentos no processo de geração de respostas, conhecido como decodificação especulativa.
Segundo a OpenAI, tais ajustes levaram a uma redução de 20% nos custos operacionais de ponta a ponta e aumentaram em mais de 15% a eficiência na produção de tokens. Além disso, a companhia ressaltou melhorias no gerenciamento de contexto do GPT-5.6 Sol, o que elevou seu desempenho no teste ARC-AGI-3 de 13,3% para 38,3%, utilizando seis vezes menos tokens de saída.
Ao abordar a política de preços, a OpenAI afirmou que a diminuição expande o leque de tarefas economicamente viáveis com inteligência artificial, declarando em um comunicado: «Quando o custo de uma inteligência útil cai, mais trabalho passa a valer a pena».
A alteração nos preços acontece em um ambiente de maior cautela por parte dos clientes corporativos, que têm questionado investimentos substanciais em inteligência artificial sem uma projeção clara de retorno financeiro. De acordo com o The Wall Street Journal, Sam Altman, CEO da OpenAI, admitiu que o custo dos serviços estava se tornando um entrave para alguns usuários empresariais.
A competição também influenciou essa decisão. A OpenAI dedicou semanas para analisar a possibilidade de baixar as tarifas, considerando o surgimento de modelos mais econômicos oferecidos por rivais, como a Anthropic, e por sistemas chineses de código aberto. A empresa comparou seus novos valores com os praticados pelos concorrentes e notou que o Claude Sonnet 4.6, da Anthropic, custa US$ 3 por milhão de tokens de entrada e US$ 15 por milhão de tokens de saída, ficando acima da nova faixa do GPT-5.6 Terra.
Para além do crescimento da base de usuários, a OpenAI relatou que o volume de interações aumenta com o tempo. A empresa informou que, seis meses após o registro, os usuários enviam cerca de 50% mais mensagens diariamente e utilizam o ChatGPT em aproximadamente o dobro de tipos de tarefas.
A companhia também deu destaque ao avanço no emprego de agentes de inteligência artificial no desenvolvimento de software. Os dados divulgados pela OpenAI mostram que os agentes operados pelo Codex, ferramenta focada em programação, correspondem a 99,8% dos tokens de saída consumidos semanalmente internamente na empresa. Apesar dessa expansão, os indicadores financeiros apresentados no texto indicam que a organização ainda opera com prejuízo, com receitas de US$ 13,07 bilhões em 2025 e um resultado negativo de US$ 38,5 bilhões no mesmo período, segundo o jornal americano.