A Jac Motors, que atua no Brasil desde 2010 sob a representação do empresário Sérgio Habib, anunciou em 2026 a chegada de sua divisão de caminhões ao país diretamente através de sua matriz chinesa.
A Jac Motors, que atua no Brasil desde 2010 sob a representação do empresário Sérgio Habib, anunciou em 2026 a chegada de sua divisão de caminhões ao país diretamente através de sua matriz chinesa.
Esta nova operação concentra-se em modelos equipados com motores a diesel, utilizando a base de fornecedores tradicionais. Enquanto as atividades de Sérgio Habib continuam com a importação de carros, utilitários e caminhões elétricos da Jac, incluindo a picape Hunter, a matriz assumirá exclusivamente os caminhões movidos a diesel.
A Jac Caminhões já começou a distribuir as primeiras unidades para a rede de concessionárias, que abrange 30 lojas pertencentes a 15 grupos distintos nas principais áreas urbanas. Miguel Xun, diretor geral da empresa, informou que há planos para fabricar os veículos no território nacional no formato SKD, além de implementar engenharia e desenvolvimento de produtos voltados para o mercado local, embora os valores dos investimentos não tenham sido revelados, sendo apenas mencionado que serão substanciais.
Para garantir credibilidade, os caminhões empregam fornecedores estabelecidos, como os motores Cummins e transmissões ZF, Eaton e Fast Gear. A linha inicial cobre segmentos leves e pesados, com capacidades de Peso Bruto Total (PBT) variando entre 9 e 25 toneladas.
Atualmente, a Jac é reconhecida como a maior exportadora de caminhões leves da China e já possui presença em diversos países latino-americanos, incluindo Chile, Equador, Guatemala, Peru e México.
O modelo mais leve oferecido é o N 9.170, que possui 9,7 toneladas de PBT, equipado com motor Cummins B4.0 de 170 cv e 600 nm, e utiliza o câmbio manual Eaton ESO 6106A de seis marchas.
Logo acima dele encontra-se o N 13.210, com um PBT de 12,5 toneladas, motor Cummins B4.5 de 210 cv e 760 nm, e câmbio automatizado Fast Gear F8JZ95CM de oito marchas, cujo seletor giratório é semelhante ao da Ram Rampage.
A categoria pesada inicia com o A 18.290, que tem 18 toneladas de PBT, motor Cummins D6.7 de 290 cv e 1.110 nm, e conta com caixa automatizada ZF 9AS1517TO de nove marchas. No topo da linha está o A 25.290, com 26,5 toneladas de PBT, compartilhando o conjunto mecânico do 18.290, ou seja, motor D6.7 de 290 cv e câmbio ZF automatizado.
Todos os modelos da Jac Caminhões são fornecidos com faróis full-LED, faróis de neblina, sistemas de controle de tração e estabilidade, auxílio de partida em rampa e ABS. A central multimídia e as câmeras 360° estão disponíveis como opcionais.
A Mercedes-Benz concluiu o segundo trimestre de 2026 com um lucro líquido superior em 13,5%, totalizando 1,09 bilhão de euros. Contudo, o lucro da sua divisão de automóveis sofreu uma drástica redução em função da situação na China.
Devido à diminuição das vendas no país asiático, a montadora alemã foi forçada a reduzir suas previsões de receita e de volume de vendas para o decorrer do ano. O resultado operacional da divisão de carros registrou uma queda aproximada de 94%, caindo de 783 milhões para apenas 49 milhões de euros.
Essa queda foi explicada por perdas de 704 milhões de euros reconhecidas em investimentos da marca em companhias chinesas, configurando um ajuste de valor no balanço patrimonial que não afetou o fluxo de caixa. Ao descontar este impacto, o lucro da divisão recuou 26%, atingindo 909 milhões de euros, mantendo a margem de 4% sobre as vendas, o que está dentro das metas estabelecidas pela empresa.
Apesar do prejuízo no mercado chinês, a perda de participação de mercado é um fato concreto. No trimestre analisado, foram comercializados 417.765 veículos, em comparação com 453.674 no ano anterior. Especificamente na China, os registros de emplacamento diminuíram 30%, sob pressão da competição de fabricantes locais e da baixa procura. Em contraste, as vendas na Europa apresentaram um aumento de 4%, enquanto nos Estados Unidos cresceram 10%. Estima-se que, sem o desempenho chinês, o crescimento global de volume teria sido de 2%.
Em resposta a esses desafios, a companhia passou a estimar receitas e vendas de automóveis ligeiramente inferiores aos valores projetados para 2025. No entanto, manteve a meta de lucratividade anual e elevou a expectativa de participação de veículos eletrificados para entre 23% e 25%. As ações da empresa registraram uma alta superior a 5% na bolsa de Frankfurt.
Dois setores contribuíram para estabilizar o balanço geral: o segmento de serviços financeiros, que viu seu lucro operacional ajustado subir 70%, alcançando 492 milhões de euros, e os 417 milhões obtidos com a alienação de parte da participação na Daimler Truck. No portfólio de veículos, os modelos elétricos trouxeram um alívio significativo, com a venda de 52.852 unidades, um aumento de 51% em relação ao ano passado.
O relatório financeiro não detalha informações referentes ao Brasil, onde a marca comercializa apenas automóveis de passeio importados desde que encerrou a produção em Iracemápolis (SP) e vendeu a fábrica para a chinesa GWM.
A Land Rover anunciou que a fabricação global do modelo Discovery Sport será finalizada em dezembro de 2026. Este SUV de sete lugares, introduzido em 2014 e que chegou a ser o mais vendido da marca, enfrenta atualmente um volume de vendas inferior ao de modelos mais caros.
Além da sua idade considerável para a categoria, o Discovery Sport será descontinuado porque não cumpre a legislação europeia vigente. A partir de janeiro de 2027, todos os veículos comercializados no continente europeu devem possuir sistemas avançados de alerta de distração do condutor e frenagem automática de emergência com capacidade de detectar pedestres e ciclistas.
O modelo irmão maior, o Discovery, também corre o risco de ser aposentado sem um substituto direto, o que encerraria essa linha de veículos. Seu sucessor será o novo Defender Sport, que apresentará um design mais robusto e contará com versões elétricas.
No Brasil, a produção tanto do Land Rover Discovery Sport quanto do Range Rover Evoque já foi interrompida. De acordo com a revista Quatro Rodas, as operações na fábrica localizada em Itatiaia, no Rio de Janeiro, cessaram em junho.
A Chery tem mantido reuniões com a prefeitura de Itatiaia para discutir a possibilidade de assumir a unidade fabril. Caso essa transação se concretize, a fábrica poderá ser expandida para produzir modelos das marcas Omoda, Jaecoo, Lepas e Jetour. O veículo mais cotado para iniciar a produção é o Omoda 4, equipado com motor 1.0 turbo flex.
As empresas chinesas planejam utilizar a planta fluminense para suprir o mercado brasileiro e outros mercados internacionais, embora essas ações ainda estejam em fase de negociação sem confirmação de compra.
Em paralelo, existe uma colaboração entre Land Rover e Chery na China que deu origem à marca Freelander. Esta nova divisão fabrica automóveis utilizando plataformas chinesas e focada no mercado asiático. Há planos para que a Freelander se torne uma marca global, integrando a estratégia de expansão da Chery, que já inclui Omoda, Jaecoo, Lepas, iCaur e Jetour. Se o Brasil for alvo desta marca, existe a possibilidade de a produção ocorrer em Itatiaia.
O governo do Reino Unido anunciou um grande investimento em submarinos nucleares, que, segundo o primeiro-ministro Andy Burnham, garantirá empregos e oportunidades para os jovens nos próximos anos. Em particular, será anunciado uma contribuição significativa para a dissuasão nuclear do Reino Unido.
O grupo britânico de defesa BAE Systems recebeu um contrato para fornecer quatro submarinos nucleares para fortalecer a dissuasão nuclear do país. Esta parte do contrato é avaliada em 5,9 bilhões de libras esterlinas (6,88 bilhões de euros), enquanto o restante do programa será distribuído pela cadeia de suprimentos.
De acordo com Downing Street, este financiamento permitirá que o primeiro dos quatro submarinos, o HSM Dreadnought, passe por testes marítimos e esteja pronto para servir na Marinha Real no início da década de 2030. Além disso, dará ao segundo navio, o HMS Valiant, a oportunidade de atingir a fase de testes marítimos, e a construção dos dois navios restantes começará.
Segundo Burnham, este projeto criará 47.000 empregos e estágios, o que corresponde às prioridades do seu governo no combate ao desemprego juvenil. Durante uma visita à sede da BAE Systems em Barrow, no noroeste da Inglaterra, Burnham enfatizou que estes submarinos protegerão o Reino Unido nas próximas décadas, e os empregos criados mudarão a vida das pessoas nesta cidade e em dezenas de outros locais.
O governo do Reino Unido planeia alocar mais de 63 bilhões de libras esterlinas (73 bilhões de euros) ao longo dos próximos quatro anos para financiar a dissuasão nuclear no âmbito de um plano mais amplo de investimento em defesa.