O Volkswagen T-Cross, que entrou na linha 2027, recebeu uma modificação mecânica significativa: a adoção de um câmbio automático de oito marchas. Essa alteração foi confirmada pelo fabricante e levantada pelo jornalista João Anacleto.
O Volkswagen T-Cross, que entrou na linha 2027, recebeu uma modificação mecânica significativa: a adoção de um câmbio automático de oito marchas. Essa alteração foi confirmada pelo fabricante e levantada pelo jornalista João Anacleto.
A transmissão de oito marchas foi implementada exclusivamente nos modelos equipados com motor 1.0 turbo. As versões Highline e Extreme, que utilizam o motor 1.4 turbo, mantêm a caixa de seis marchas. Atualmente, o T-Cross é o único veículo a receber este upgrade, visto que o Nivus, também na linha 2027, permanece com a transmissão anterior.
Os dados de desempenho do T-Cross 2027 disponíveis no site da montadora permanecem inalterados em relação à linha anterior, apresentando aceleração de zero a 100 km/h em dez segundos e atingindo velocidade máxima de 192 km/h. Embora o consumo de combustível ainda não tenha sido divulgado e possa ter sofrido alterações, o câmbio de oito marchas instalado no SUV compacto é o Aisin AWF8F35, conhecido internamente pela Volkswagen como AQ300. Esta mesma caixa de câmbio já é utilizada em modelos como o Taos, Caoa Changan CS75 e veículos da Volvo.
Além desta atualização técnica, o T-Cross 2027 não sofreu outras mudanças estruturais; o conjunto de equipamentos permanece o mesmo, embora as edições limitadas Seleção e Rock In Rio tenham sido descontinuadas. O Volkswagen T-Cross consolidou sua posição como o automóvel de passeio mais vendido no Brasil em junho e detém o título de SUV mais vendido no país desde 2023. Sua última revisão foi um facelift na linha 2025, que introduziu um painel redesenhado e melhorias no acabamento.
A substituição da transmissão deve ser progressivamente estendida para outros modelos que contam com os motores 200 TSI. A Volkswagen já havia comunicado a nacionalização do 1.5 TSI Evo como substituto do 1.4 TSI, o que pode justificar a permanência do câmbio de seis marchas nas versões mais potentes do T-Cross.
A redução dos preços dos robôs humanoides está transformando todo o ecossistema de fornecedores, afetando os fabricantes de componentes mais acima na cadeia. A Unitree Robotics reduziu o custo de seu robô humanoide R1 de quase 40.000 yuans para menos de 30.000 yuans. Além disso, a Songyan diminuiu o preço do seu Xiaobu Mi para cerca de 9.000 yuans após receber subsídios, e a Xingchen apresentou seu robô industrial com acionamento por cabo, com preço inicial a partir de 89.900 yuans.
Em resposta a essas mudanças, a Morgan Stanley aumentou sua previsão de fornecimento de robôs humanoides chineses para 2026 de 28.000 para 50.000 unidades. Paralelamente, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação estabeleceu uma meta de produção superior a 100.000 unidades para o ano todo.
A concorrência de preços está forçando os fornecedores a expandir seus limites tradicionais. A Leaderdrive, o único fabricante chinês de redutores harmônicos que realiza com sucesso produção em massa para robôs humanoides, formou uma joint venture com a empresa sueca SKF para desenvolver rolamentos de alta precisão. A Shuanghuan Drivetrain, líder na fabricação de redutores RV na China com mais de 25% de participação de mercado, entrou no território de redutores harmônicos da Leaderdrive através de sua subsidiária Huandong Technology. O especialista em microtransmissão e sistemas de acionamento, Zhaowei Electromechanical, anunciou um investimento de 800 milhões de yuans no parque industrial de mãos ágeis em Shenzhen para comercializar seu produto B20.
A principal razão para a diversificação dos fornecedores é a transição dos construtores de robôs para o desenvolvimento totalmente interno. A Unitree demonstrou um aumento na margem bruta de 44,75% em 2023 para 60,44% em 2025, de acordo com seu prospecto de IPO, porque mais de 90% de seus motores, redutores e controladores são desenvolvidos pela própria empresa. Ao mesmo tempo, a empresa reconheceu que o aumento da escala de produção fortaleceu seu poder de negociação em compras e otimizou a estrutura de custos. Para outras empresas fundadas após 2022, que não possuem oito a dez anos de experiência com equipamentos de robôs quadrúpedes, a dependência de fornecedores externos permanece a única opção, mas a pressão de médio prazo para reduzir custos inevitavelmente será transmitida para cima na cadeia.
Uma pressão adicional vem dos fabricantes de automóveis que estão entrando no setor de robótica. Empresas como BYD, Changan, XPeng e Xiaomi possuem capacidades de produção maduras, uma influência significativa na cadeia de suprimentos e redes de distribuição, o que contribui para a redução dos custos de produção de robôs e, ao mesmo tempo, estreita as margens dos fornecedores. Essa dinâmica reflete o desenvolvimento da indústria automotiva desde 2023, onde as guerras de preços afetaram seriamente a lucratividade dos fornecedores de componentes. Por exemplo, a Zhongda Lide assinou um contrato de longo prazo de 3,2 bilhões de yuans com a Unitree, que cobre cerca de 110.000 robôs humanoides até 2027, demonstrando a escala das conexões emergentes na cadeia de suprimentos.
Para sobreviver, os fornecedores são forçados a expandir seus horizontes de negócios: passando de engrenagens RV para engrenagens harmônicas, formando joint ventures e desenvolvendo mãos ágeis. Vencem aqueles que oferecem tecnologias patenteadas que os construtores de robôs não conseguem reproduzir de forma eficaz. A guerra de preços transformou-se de uma simples competição de volume para um reposicionamento estratégico de toda a cadeia de suprimentos de robôs humanoides, o que é significativo para o ecossistema global de produção de robôs.
Brasil e Coreia do Sul formalizaram, nesta segunda-feira (27), comunicados conjuntos visando expandir a colaboração bilateral no campo dos minerais críticos e estratégicos.
Esta iniciativa visa fortalecer a relação entre as duas na área de mineração, definindo orientações para a criação de cadeias produtivas que sejam mais sustentáveis, diversificadas e resilientes. Tais insumos são vitais para o progresso tecnológico, a transformação digital e a transição energética.
Um dos focos centrais do acordo é promover o processamento e o refino desses minerais o mais próximo possível dos locais de extração, o que ajudará a aumentar o valor gerado dentro do território brasileiro. A proposta tem como meta diminuir a exportação de matérias-primas sem qualquer beneficiamento, estimulando, em vez disso, investimentos em fases industriais de maior valor agregado.
Os documentos assinados também prevêem o aprofundamento da cooperação em pesquisa, desenvolvimento, inovação e transferência de conhecimento entre ambos os países. Adicionalmente, Brasil e Coreia do Sul planejam estabelecer mecanismos permanentes de troca técnica entre seus governos e melhorar as capacidades institucionais dedicadas ao setor mineral.
Durante a reunião, os líderes reafirmaram a importância de manter a soberania nacional e a autonomia na definição de políticas públicas relativas à exploração e utilização dos recursos minerais.
A aproximação entre Brasil e Coreia do Sul nas esferas de energia e mineração tem sido intensificada desde fevereiro deste ano, período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou a nação asiática. Nessa visita, os governos lançaram o Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica Brasil-Coreia 2026–2029, colocando os minerais críticos entre as prioridades da cooperação mútua.
De acordo com o governo brasileiro, a estratégia adotada consiste em garantir que o potencial mineral do país seja acompanhado pela expansão das atividades de inovação tecnológica, transformação industrial e processamento. A expectativa é que isso atraia capital estrangeiro, reforce a cadeia produtiva interna e eleve a participação do Brasil em segmentos mais valiosos da indústria mineral.
Este fortalecimento da parceria ocorre em um cenário de crescimento nas trocas comerciais entre os dois países. Em 2025, o volume de comércio entre Brasil e Coreia do Sul atingiu US$ 10,8 bilhões (equivalente a R$ 55,4 bilhões). Desse montante, US$ 5,5 bilhões (R$ 28,2 bilhões) representaram as exportações brasileiras, enquanto US$ 5,3 bilhões (R$ 27,2 bilhões) foram registrados em importações, resultando em um saldo positivo de US$ 168 milhões (R$ 861,9 milhões) para o Brasil.
Para além da mineração, os países pretendem ampliar a cooperação em outras áreas ligadas à transição energética. Entre os setores abrangidos estão o desenvolvimento de hidrogênio de baixa emissão de carbono, bioenergia, combustíveis renováveis, eficiência energética, infraestrutura inteligente, armazenamento em baterias e tecnologias de captura de carbono.
No que tange aos minerais críticos, a colaboração engloba matérias-primas essenciais como lítio, terras raras, níquel e grafita. Estes materiais são cruciais para a produção de veículos elétricos e baterias, bem como outras tecnologias de baixo carbono. Prevê-se que a necessidade desses insumos aumente consideravelmente nos próximos anos, impulsionada pelo avanço da transição energética global.
Um exemplar do Bugatti Mistral, modelo 2025, com apenas 516 km percorridos, será submetido a um leilão realizado pela RM Sotheby’s entre os dias 13 e 15 de agosto, na cidade de Monterey, Califórnia. A estimativa de venda para este veículo varia entre US$ 7,5 milhões e US$ 9,5 milhões, o que corresponde a valores entre R$ 38,3 milhões e R$ 48,5 milhões, conforme a cotação vigente.
O Mistral é notável por ser o último modelo de rua da Bugatti equipado com o motor 8.0 W16 quadriturbo. Este motor foi fundamental para definir a identidade da marca francesa durante duas décadas, sendo utilizado nos modelos Veyron, Chiron e, finalmente, neste conversível. A produção deste modelo foi restrita a apenas 99 unidades globalmente, o que o estabeleceu como um item de coleção valioso antes mesmo de sua distribuição inicial.
Com seu design aerodinâmico, o motor W16 gera impressionantes 1.600 cavalos de potência e 163 kgfm de torque. Essa combinação permite que o conversível acelere de 0 a 96 km/h em menos de dois segundos e atinja uma velocidade máxima comprovada de 454 km/h, qualificando-o como o carro aberto de produção mais veloz já fabricado.
O carro em questão apresenta uma configuração estética distinta, ostentando pintura externa nas cores Vermelho Italiano e Nocturne, e um interior revestido em couro nas tonalidades Vermelho Italiano e Preto Beluga. Segundo a casa de leilões, o hipercarro teve apenas um dono e saiu da fábrica com cerca de US$ 325 mil (aproximadamente R$ 1,7 milhão) em acessórios e personalizações. Fotos do catálogo indicam que os protetores de plástico instalados na entrega do ano anterior permanecem nos painéis internos.
Entre os elementos que justificam o alto valor, destaca-se o seletor de marchas, que é feito de um único bloco de alumínio e possui um inserto âmbar contendo uma réplica da escultura Elefante Dançante, obra de Rembrandt Bugatti, irmão do fundador da montadora. O nome do modelo faz alusão ao mistral, um tipo de vento que sopra no sul da França. O lote inclui capa original, carregador de bateria, manual do proprietário e kit de ferramentas.
Quando foi lançado no ano passado, o Mistral tinha um preço inicial de US$ 5,1 milhões, o que equivalia a aproximadamente R$ 26 milhões. Caso atinja o limite superior da estimativa, o veículo terá quase dobrado de valor em pouco mais de um ano, demonstrando o forte interesse do mercado por colecionáveis de edições limitadas ligadas ao fim de certas eras mecânicas.
A Bugatti, contudo, avançou para novas tecnologias. O motor W16 foi descontinuado e substituído pelo Tourbillon, apresentado em 2024. Este novo motor utiliza um 8.3 V16 aspirado acoplado a três motores elétricos, marcando a primeira vez desde o lançamento do Veyron em 2005 que um Bugatti de rua não emprega turbocompressores.