Um novo relatório divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que o Brasil registrou quatro mortes de mulheres por dia em 2025, um número superior ao registrado desde a criação do tipo penal em 2015.
Um novo relatório divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que o Brasil registrou quatro mortes de mulheres por dia em 2025, um número superior ao registrado desde a criação do tipo penal em 2015.
Este dado consolida o quarto ano consecutivo de recordes em assassinatos motivados por gênero, refletindo uma tendência de aumento observada em todo o território nacional ao longo da última década. Enquanto os homicídios em geral apresentaram queda de 10%, a violência letal direcionada às mulheres seguiu o caminho inverso, sinalizando que a diminuição da criminalidade não está beneficiando todos os segmentos sociais, conforme apontado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A análise do relatório detalha que mulheres negras continuam sendo o principal alvo, respondendo por 65,1% dos casos de feminicídio confirmados pelas autoridades policiais no último ano. Além disso, quase dois terços dos assassinatos ocorreram dentro do ambiente doméstico, sendo que 79,8% dos agressores identificados eram parceiros ou ex-companheiros das vítimas, o que sublinha o caráter íntimo e relacional desta forma extrema de violência.
Em 2025, o Brasil contabilizou 4.189 tentativas de feminicídio, representando um crescimento de 5,9% em comparação com o ano anterior. A organização não-governamental ressalta que, para cada feminicídio consumado, houve quase três tentativas, alertando que essas mulheres podem se tornar vítimas fatais no futuro.
Outro ponto de atenção é o aumento de 16,7% no descumprimento de medidas protetoras, totalizando 132.025 registros. Estes incidentes são considerados sinais de alerta prévios à morte, mas frequentemente não recebem o devido suporte das instituições estatais brasileiras.
Em termos regionais, o estado do Amapá demonstrou o maior avanço percentual, com um aumento de 347,7%. Já o Acre registrou a taxa mais alta do país, com 3,2 mortes por cada 100 mil mulheres brasileiras. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública conclui que apenas ações repressivas são insuficientes, defendendo a urgência de uma estratégia focada em prevenção, educação e alteração das normas sociais para interromper o ciclo de agressões contra as mulheres.
Ao longo das últimas 24 horas, foram descobertas quatro mulheres falecidas em diversas localidades da Espanha. Deste total de ocorrências, três estão sob investigação como possíveis crimes de violência doméstica, enquanto o caso mais recente, registrado na manhã desta terça-feira, ainda se encontra em estágio inicial de apuração.
Um dos alertas foi emitido às 23h00 de segunda-feira (equivalente a 22h00 em Lisboa), quando a Guardia Civil foi notificada sobre o achado de um corpo feminino de 56 anos em Almoradí, pertencente à província de Alicante. Inicialmente, o óbito foi classificado como um acidente doméstico, mas uma subsequente vistoria no local revelou fortes indícios de crime.
Este achado resultou na prisão do marido da mulher, um homem de 61 anos, na manhã de terça-feira. Ambos residiam na mesma casa, onde supostamente ocorreram os fatos, e estavam cadastrados no Sistema VioGén, o sistema espanhol de proteção e acompanhamento de vítimas de violência de género. Contudo, o processo relacionado estava inativo desde 2009.
Pilar Bernabé, delegada do Governo na Comunidade Valenciana, esclareceu que o suspeito havia sido inserido no Sistema VioGén após uma denúncia e foi detido em 2008. O processo foi desativado em 2009 devido à ausência de medidas judiciais e nunca mais foi reativado.
Adicionalmente, María, de 30 anos, foi encontrada morta em uma residência em Antequera, Málaga, na segunda-feira, apresentando ferimentos causados por arma branca. Acredita-se que ela tenha sido assassinada pelo seu namorado, um homem de 35 anos, que posteriormente tirou a própria vida. Este casal possuía dois filhos em comum, de 4 e 7 anos, e também constavam no sistema VioGen. Embora o homem tivesse uma ordem de afastamento contra a vítima, o processo de violência doméstica foi arquivado por meio de um acordo mútuo.
Mais tarde, por volta das 11h50, o suspeito foi localizado na muralha de Alcabaza. Poucas horas depois, às 14h00, os serviços de emergência receberam um chamado sobre uma mulher morta em uma habitação. O corpo exibia sinais de agressão, especificamente ferimentos de faca, indicando um assassinato violento.
Nesta terça-feira, outra mulher, de 45 anos, foi encontrada morta com lesões de arma branca em Alameda de la Sagra, na província de Toledo. O marido da vítima foi detido pela Guardia Civil. As autoridades informaram que a vítima não estava registrada no sistema Viogen e que o homem, de 48 anos, não possuía histórico criminal por delitos similares. Após tentar tirar a própria vida, ele foi levado para a Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Geral Universitário de Toledo sob custódia policial.
Segundo a Telecinco, a mulher era de nacionalidade equatoriana, e o suspeito era espanhol, mas de origem equatoriana. Um dos filhos do casal teria alertado os serviços de emergência, informando que o pai havia matado a mãe. Na residência, no momento do homicídio, estavam presentes três filhos do casal, incluindo um menor de idade, que foi colocado sob os cuidados dos Serviços Sociais da Junta de Comunidades.
Durante a manhã de terça-feira, foi localizada mais uma mulher falecida com sinais de violência em Benahavís, em Málaga. Fontes da investigação, citadas pela agência Efe, indicaram que a vítima apresentava, à primeira vista, um corte no pescoço provocado por arma branca. O alerta foi acionado por uma testemunha que relatou ter ouvido um grito muito alto e notar grande quantidade de sangue na casa. O suspeito fugiu do local em alta velocidade.
A Efe ressaltou que, segundo seus dados, um total de 46 mulheres foram assassinadas por seus parceiros ou ex-parceiros na Espanha em 2025, representando o número mais baixo desde o início da série histórica em 2003. Como resultado desses crimes, 35 crianças ficaram órfãs, e três menores foram vítimas fatais de violência doméstica. Em dez dos 46 casos, havia registros prévios de maus-tratos no âmbito da violência doméstica, sendo sete denunciados pelas próprias vítimas e os outros três por terceiros. Além disso, em quatro situações, as mulheres possuíam medidas de proteção ativas, as quais se mostraram insuficientes para protegê-las dos agressores.
De acordo com dados publicados no canal do Telegram de Rodrigues, irmão da atual Presidente Delcy Rodríguez, o número total de vítimas dos terremotos na Venezuela aumentou para 4829 pessoas. Um relatório anterior, apresentado na terça-feira, registrava 4561 mortos.
O número de feridos permanece em 16.740 pessoas, e o número de pessoas sem moradia é de 17.907. Dados atualizados do governo venezuelano também indicam que 20.857 pessoas estão alojadas em 106 acampamentos temporários, um número menor do que o relatado na terça-feira.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal (MNE) informou que 119 portugueses e pessoas de origem portuguesa estão entre as vítimas dos duplos terremotos que sacudiram a Venezuela em 24 de junho. Os serviços diplomáticos de Portugal esclareceram que 96 deles eram adultos e 22 eram menores de idade. Foi também notado que 102 dessas vítimas possuíam cidadania venezuelana.
O MNE também informou que o número de cidadãos portugueses desaparecidos diminuiu para 50 pessoas, em comparação com as 51 registradas na terça-feira. O relatório também indica a destruição de 190 edifícios e danos em 856. Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram grupos de busca e resgate para a Venezuela.
Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a aproximadamente 200 quilômetros de Caracas com um intervalo inferior a um minuto, seguidos por vários tremores secundários, de acordo com informações do Serviço Geológico dos EUA.