A Horse Powertrain lançou o D20 Methanol, um conjunto motriz concebido para veículos elétricos com extensão de autonomia (REEV). Este sistema utiliza 100% de metanol para produzir energia e recarregar a bateria, apresentando uma eficiência de 47%.
A Horse Powertrain lançou o D20 Methanol, um conjunto motriz concebido para veículos elétricos com extensão de autonomia (REEV). Este sistema utiliza 100% de metanol para produzir energia e recarregar a bateria, apresentando uma eficiência de 47%.
Este conjunto combina um motor de combustão interna com motores elétricos de fluxo axial, uma tecnologia tipicamente associada a superesportivos. Ele foi criado para cumprir tanto as regulamentações de emissões chinesas quanto o padrão europeu Euro 7. O desenvolvimento é fruto da colaboração entre o Grupo Renault e a Geely.
Diferente dos híbridos tradicionais, no REEV o motor a combustão atua unicamente como gerador, fornecendo eletricidade para suprir a bateria quando necessário, sem acionar as rodas diretamente. O D20 conta com um motor de quatro cilindros, 2.0 turbo, alimentado exclusivamente por metanol, e possui a capacidade de iniciar a combustão mesmo em temperaturas tão baixas quanto -35 °C.
O pacote completo, incluindo a eletrônica de potência, o gerador e o motor, pesa aproximadamente 170 kg e gera até 143 cv (equivalente a 105 kW). Uma inovação significativa reside na arquitetura do gerador, que conecta os motores de fluxo axial diretamente ao virabrequim do motor a combustão.
Enquanto os motores de fluxo radial utilizam um arranjo cilíndrico onde rotor e estator são empilhados em torno de um eixo, o design axial organiza esses componentes como discos sobrepostos, caracterizando o formato «panqueca». Essa configuração resulta em um pacote muito mais compacto. Segundo a empresa, essa solução é 46% mais curta no eixo axial e oferece 63% mais potência por volume comparado a um motor radial equivalente, auxiliado por um módulo de carbeto de silício (SiC).
O projeto sem núcleo permite que dois rotores girem em torno de um único estator. Esta tecnologia é similar à utilizada em superesportivos híbridos, como o Ferrari 296 GTB e o Lamborghini Temerario, mas aqui é aplicada visando a compactação e a eficiência, e não primariamente o desempenho. O sistema consegue converter 47% da energia do combustível em eletricidade, e os motores elétricos operam com uma eficiência de 96,4%. Na prática, são necessários cerca de 2,1 kWh de metanol para produzir 1 kWh de eletricidade, o que possibilita recarregar totalmente uma bateria de 40 kWh utilizando apenas 19,6 litros de combustível.
A alta eficiência também é impulsionada por uma ignição de alta energia de 240 mJ, que permite operar com misturas de metanol extremamente pobres, elevando assim a eficiência geral e diminuindo as emissões. Fortune Zhao, diretor de tecnologia da Horse Powertrain, afirmou que o D20 Methanol consolida várias inovações em um conjunto denso e compacto, representando uma das primeiras aplicações de motores de fluxo axial em sistemas automotivos destinados à produção em massa.
Embora a empresa ainda não tenha especificado quais mercados ou modelos adotarão este motor, há expectativas de que ele seja direcionado a marcas vinculadas à própria Geely, que já tem promovido o uso de metanol em frotas de táxis na China.
As empresas Hyundai e Kia registraram uma patente referente a um sistema de geração de energia eólica embarcado, projetado para aumentar a eficiência de diversos tipos de veículos, incluindo modelos elétricos, híbridos e aqueles movidos a combustão.
Conforme revelado pelo site CarBuzz, esta nova tecnologia utiliza o fluxo de ar capturado pela grade dianteira para produzir eletricidade em circunstâncias específicas. É importante notar que o sistema não tem como objetivo recarregar totalmente a bateria durante o trajeto.
O mecanismo consiste em um pequeno gerador posicionado atrás de aletas móveis instaladas na grade frontal. O ar é direcionado através de um canal até essa unidade geradora e, posteriormente, é expelido pela parte inferior ou traseira do automóvel. Caso a geração de energia deixe de ser vantajosa, as aletas se fecham para diminuir o arrasto aerodinâmico.
Este conceito demonstra maior eficácia em velocidades mais baixas. Em altas velocidades, a resistência do ar demandaria mais energia para movimentar o veículo do que o gerador seria capaz de recuperar. Contudo, em ambientes urbanos, durante desacelerações, descidas ou mesmo quando o carro está parado sob ventos favoráveis, o sistema pode gerar eletricidade adicional, complementando o que é obtido pela frenagem regenerativa.
Embora seja aplicável a veículos 100% elétricos, a proposta sugere que a solução trará maiores benefícios para os veículos híbridos. Nesses casos, a energia gerada auxiliaria na manutenção da carga da bateria, potencializando o uso do motor elétrico e permitindo que o motor a combustão opere por mais tempo em sua faixa de máxima eficiência antes de ser desligado em favor da condução elétrica.
Para carros que utilizam apenas combustão, o gerador teria a capacidade de suprir parte da função do alternador, alimentando os sistemas de 12 volts e, assim, reduzindo a demanda mecânica sobre o motor.
A Hyundai e a Kia não especificaram a potência do equipamento nem confirmaram planos de produção em escala. Ademais, o registro de uma patente não assegura seu uso comercial, visto que fabricantes frequentemente registram soluções para proteger sua propriedade intelectual. Há também a consideração de que geradores de pequeno porte possuem eficiência limitada na prática, e a energia destinada à bateria sofre perdas de conversão ao longo do circuito elétrico.
Essa iniciativa reflete o interesse contínuo por melhorias de eficiência, mesmo fora do setor puramente elétrico. Em mercados como o dos Estados Unidos, onde muitos consumidores ainda preferem manter carros a gasolina em circulação, qualquer avanço que reduza o consumo ajuda a manter a relevância dessas tecnologias antigas. O registro demonstra que Hyundai e Kia buscam ganhos incrementais, além das grandes apostas na eletrificação.