Um novo avanço na competição por serviços de internet via satélite ocorreu na madrugada de quinta-feira, com o lançamento de 29 satélites pertencentes ao projeto Amazon Leo. Estes satélites foram colocados em órbita baixa por meio de um foguete Atlas V, o que aproxima a operação da Amazon de oferecer um serviço inicial.
Expansão da Rede Amazon Leo
O lançamento, realizado na Flórida, demonstra o ritmo acelerado da Amazon neste mercado, atualmente dominado pela Starlink, conforme aponta a Space.com. Os 29 novos satélites foram implantados em órbita terrestre baixa e tiveram sua confirmação cerca de 70 minutos após a decolagem, de acordo com a ULA. O veículo utilizado foi o Atlas V na configuração 551, considerada a mais potente de sua linha.
Esta versão do foguete transportou uma carga de aproximadamente 18 toneladas, atingindo um recorde anterior para a própria missão. Com este envio, o Amazon Leo soma cerca de 400 satélites já posicionados no espaço, resultado de 15 lançamentos realizados até o momento.
Disputa Direta com a Starlink
O objetivo do Amazon Leo é estabelecer uma rede global composta por aproximadamente 3.200 satélites em órbita baixa da Terra, visando competir diretamente com a Starlink, que já opera mais de 10 mil satélites mundialmente. Segundo o The Verge, a Amazon já possui satélites suficientes para iniciar um serviço limitado em certas regiões, com cobertura inicial focada em latitudes específicas. Este cenário remete ao estágio inicial da Starlink, quando seu serviço era restrito e instável para poucos usuários.
Inicialmente, o desempenho do serviço deverá apresentar variações dependendo da localização. Os parâmetros esperados incluem velocidades entre 50 Mbps e 150 Mbps, latência variando entre 20 ms e 40 ms, além de uma conexão que pode ser instável em áreas com pouca cobertura, com melhorias progressivas à medida que novos satélites são lançados.
Desafios e Perspectivas Futuras
Apesar do progresso constante, a Amazon ainda enfrenta obstáculos para manter a velocidade planejada para sua constelação. Uma parte desse atraso está relacionada ao cronograma de lançamentos, que foi afetado por contratempos no desenvolvimento do foguete New Glenn, fabricado pela Blue Origin. Esse fator tem diminuído a frequência de implantação, enquanto a SpaceX mantém uma vantagem considerável devido à consolidação de sua rede.
Não obstante, o recente avanço sinaliza uma aceleração. A previsão é que o serviço comercial comece a tomar forma até meados de 2026, à medida que mais satélites são incorporados e a cobertura se torna mais uniforme em escala global.