Um total de 450 toneladas de materiais foram transportados utilizando três Boeing 747-400 e mais dois cargueiros, preparando a chegada da Rolex 6 Horas de São Paulo, etapa brasileira do Campeonato Mundial de Endurance (WEC).
Logística no Aeroporto de Viracopos
Os equipamentos para a Rolex 6 Horas de São Paulo, que ocorrerá entre 10 e 12 de julho no Autódromo de Interlagos, tiveram como ponto de entrada o Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas, São Paulo. Entre quinta-feira (2) e sábado (4), o terminal de carga recebeu cinco voos cargueiros dedicados ao transporte dos veículos e da infraestrutura da competição.
A operação logística movimentou aproximadamente 450 toneladas de material e foi gerenciada pela Sax Logistics, contando com o suporte das equipes do Terminal de Carga (TECA), da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos e das autoridades alfandegárias. A carga incluía protótipos da classe Hypercar, carros GT (LMGT3) e todos os acessórios técnicos dos boxes, como pneus, componentes eletrônicos e ferramentas de alta precisão. Os três primeiros voos, realizados pelos Boeing 747-400, aterrissaram durante as madrugadas de quinta e sexta-feira, enquanto as outras duas aeronaves chegaram no sábado.
Deslocamento e Capacidade do Terminal
Após o desembarque em São Paulo, os itens foram transferidos por via terrestre, em várias carretas, até o Autódromo de Interlagos, local da corrida. Este movimento demandou um planejamento cuidadoso para garantir a agilidade no processo de desembaraço aduaneiro e o rápido encaminhamento das cargas ao circuito, assegurando que tudo estivesse pronto para os treinos e a própria corrida. Maria Fan, diretora comercial de Viracopos, afirmou que essa operação demonstra a aptidão do terminal para lidar com demandas logísticas de grande escala.
Sobre o WEC e a Prova de São Paulo
O WEC distingue-se de provas focadas apenas em velocidade, pois exige uma resistência extrema tanto dos pilotos quanto das máquinas. O desafio principal não reside somente em concluir o percurso no menor tempo possível, mas sim em manter a competitividade ao longo de várias horas de prova, gerenciando fatores como o consumo de combustível, o desgaste dos pneus e a confiabilidade mecânica. As competições desta categoria podem durar de seis a vinte e quatro horas, como exemplificado pelas tradicionais 24 Horas de Le Mans, na França, sendo que a disputa em Interlagos terá duração de seis horas.
A categoria é organizada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e pelo Automobile Club de l’Ouest (ACO) e congrega grandes fabricantes, tais como Toyota, Ferrari, Porsche e BMW, que utilizam as pistas como ambiente de testes para desenvolver tecnologias que futuramente poderão ser aplicadas em automóveis de uso comum. Sendo a única etapa do campeonato na América do Sul, a prova de São Paulo deverá contar com cerca de 14 montadoras e mais de 30 carros nas classes Hypercar e LMGT3, incluindo pilotos brasileiros como Augusto Farfus e Dudu Barrichello na LMGT3. O calendário do campeonato também abrange circuitos como Le Mans, Spa-Francorchamps e Fuji, e a participação brasileira no Mundial foi retomada em 2024, após um período de ausência.

