O grupo automotivo Stellantis, que reúne catorze das marcas mundiais mais antigas e reconhecidas, demonstra um crescimento ativo de seu negócio na África do Sul, que está aumentando aproximadamente duas vezes e meia mais rápido do que o mercado geral de automóveis novos.
O diretor executivo Michael Whitfield observou que a empresa está crescendo a partir de uma base relativamente pequena, mas enfatizou que este impulso é mantido ano após ano. Grande parte desse crescimento é impulsionada pela linha de carros de passageiros da Citroën, cujas vendas aumentaram mais de 45% em comparação com 2025, e a gama de veículos comerciais Peugeot Pro One já mais do que dobrou os resultados de vendas do ano passado.
Estratégia Fastlane 2030
Whitfield fez essas declarações durante uma conferência de imprensa sobre a estratégia Fastlane 2030 para Oriente Médio e África. O objetivo desta estratégia é aumentar a receita do grupo em 40%, garantindo que 90% das vendas sejam de 22 modelos fabricados na região ou importados da Ásia.
Importância da África do Sul
Anteriormente, durante a mesma conferência de imprensa, Samir Cherfan, diretor operacional da Stellantis para Oriente Médio e África, nomeou esta região como um dos mercados automotivos de crescimento mais rápido do mundo, considerando que cerca de um quarto da população mundial vive lá. Atualmente, a Stellantis vende mais de 500.000 carros anualmente no Oriente Médio e na África, ocupando o segundo lugar entre os fabricantes de automóveis na região.
No entanto, Whitfield esclareceu que a maior parte dessas vendas ocorre no Norte da África e no Oriente Médio, enquanto se espera que a África do Sul e o restante da África Subsaariana contribuam muito mais no futuro.
Reestruturação da Rede de Concessionárias
Um elemento chave da estratégia de crescimento é a transformação da rede de concessionárias da Stellantis na África do Sul em centros de concessionárias multimarca. Este novo modelo de varejo unirá marcas como Jeep, Fiat e Peugeot com marcas regionais como Citroën, Opel e Alfa Romeo sob o mesmo teto. Os concessionários também representarão a Leapmotor, parceira chinesa da Stellantis em joint venture, que deverá desempenhar um papel cada vez mais importante nos planos da empresa de eletrificação.
Michael Whitfield declarou: «Para ser relevante no mercado sul-africano, você precisa de uma fatia de mercado de quatro a cinco por cento, e é isso que construiremos através de nossas principais marcas. É fundamental que alcancemos sucessos semelhantes na região sul como a Stellantis alcança no norte».
Planejamento de Produção Local
A Stellantis já possui plantas de montagem no Algéria, Egito, Marrocos e Nigéria, enquanto os planos para a criação de uma instalação de produção na África do Sul ainda estão em consideração. Whitfield confirmou que a fábrica proposta na Zona Econômica Especial de Koega, no Cabo Oriental, foi suspensa, e não cancelada. Ele acrescentou que inicialmente a fábrica era planejada exclusivamente para picapes, mas agora seu conceito está sendo revisado para apoiar mais de um modelo.
A empresa continua a colaborar estreitamente com o governo para desenvolver um caso de negócios sustentável para este projeto.
Fiat Tris e Micromobilidade
Outra área importante de crescimento para a Stellantis é a micromobilidade, especialmente para pequenas empresas e empreendedores envolvidos na entrega de 'última milha'. A empresa planeja lançar o Fiat Tris elétrico triciclo na África do Sul no final deste ano. Este veículo comercial versátil é projetado para uma carga útil de até 500 kg e visa oferecer uma solução de transporte acessível para pequenas empresas.
Segundo Kabelo Raboto, diretor de micromobilidade da Stellantis África do Sul, mais da metade dos custos logísticos recai sobre a etapa de entrega de 'última milha'. Ele observou que o Fiat Tris oferece uma solução móvel de baixo custo, fácil de operar, manter e expandir à medida que o negócio cresce. Raboto concluiu: «A micromobilidade permite mover-se, e quando você pode se mover, você pode criar oportunidades. Na verdade, não se trata de transporte, mas de criação de empregos».