Experimento na estação espacial chinesa atinge temperatura próxima ao zero absoluto
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Experimento na estação espacial chinesa atinge temperatura próxima ao zero absoluto

Pesquisadores conseguiram resfriar átomos a uma temperatura equivalente a apenas 9,7 trilhonésimos de Kelvin (o que corresponde a -273,15 °C), aproximando-se do limite conhecido como zero absoluto. Este avanço foi alcançado a bordo da estação espacial chinesa Tiangong e abre novas perspectivas para experimentos em física quântica e criação de sensores de alta precisão.

De acordo com um estudo publicado na revista científica Science nesta sexta-feira (dia 6), cerca de 20 mil átomos de rubídio participaram do experimento. Os cientistas conseguiram reduzir o movimento dessas partículas a uma temperatura equivalente a 9,7 picoKelvin (pK), o que é aproximadamente quatro vezes menor que o recorde anterior de 38 picoKelvin.

O resultado obtido também supera a marca anterior de 52 picoKelvin, registrada em experimentos realizados no Laboratório de Átomos Frios da NASA, localizado na Estação Espacial Internacional (ISS).

A equipe conseguiu rastrear a expansão da nuvem de átomos durante sete segundos após sua liberação. Este período de tempo representa um avanço significativo em comparação com os dois segundos alcançados em um experimento anterior realizado em torre de queda livre, e aproximadamente um segundo registrado na ISS.

Como resultado, condensado de Bose-Einstein foi formado — um estado da matéria no qual um grupo de átomos começa a exibir comportamento quântico coletivo, agindo como uma unidade única.

O equipamento responsável por este sucesso está no módulo Mentian da estação Tiangong. O equipamento foi desenvolvido para operar em órbita e inclui sistemas a laser, componentes ópticos e instrumentos de controle em uma construção compacta.

O zero absoluto é igual a -273,15 °C ou zero Kelvin e representa o limite inferior teórico de temperatura. Neste estado, a energia térmica do sistema atinge seu valor minimamente possível. PicoKelvin é uma unidade extremamente pequena, equivalente a um bilionésimo de Kelvin; assim, os 9,7 picoKelvin registrados representam uma temperatura extremamente próxima a esse limite.

É importante notar que os cientistas não resfriaram toda a estação espacial ou o equipamento a esse estado. Este número refere-se à energia de expansão da nuvem de átomos, calculada com base na velocidade de dispersão das partículas após sua liberação. Essa medida permite avaliar a temperatura equivalente do conjunto, pois a temperatura termodinâmica tradicional não se aplica diretamente a este tipo de experimento.

Quanto menor for a velocidade de expansão dos átomos, menor será a energia cinética associada ao sistema. Além de estabelecer um novo recorde, o estudo abre possibilidades para estudar fenômenos quânticos ainda pouco compreendidos. Entre as futuras aplicações estão experimentos com estados exóticos da matéria, modelagem quântica e desenvolvimento de interferômetros atômicos espaciais. Esses instrumentos utilizam as propriedades de onda dos átomos para realizar medições extremamente precisas.

Uma das direções possíveis é o uso dessas ferramentas para estudar o campo gravitacional da Terra e testar princípios fundamentais da física, incluindo o princípio da equivalência, relacionado à forma como diferentes corpos reagem à gravidade. Os pesquisadores também observam que essas baixas temperaturas, combinadas com longos períodos de observação, podem ajudar a estudar fenômenos quânticos difíceis de detectar em condições normais. Apesar das perspectivas, essas aplicações ainda dependem de novos experimentos e do desenvolvimento de instrumentos especializados. O resultado atual marca um passo importante na expansão das capacidades da pesquisa quântica no ambiente espacial.

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Avião espacial secreto da China foi visto acoplado a um satélite
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Avião espacial secreto da China foi visto acoplado a um satélite

Uma imagem publicada pela Agência de Apoio à Inteligência do Departamento de Defesa dos EUA (DIA) demonstra a nave espacial chinesa Shenlong acoplada a outro satélite em órbita. A fotografia, tirada em 2024, também mostra escotilhas abertas no compartimento de carga da aeronave.

O registro foi obtido pelo satélite WorldView 3 da Vantor a uma distância de cerca de 90 quilômetros. Graças à resolução de 4,5 centímetros por pixel, a imagem forneceu detalhes do veículo espacial que antes estavam disponíveis apenas para observadores terrestres.

Esta fotografia faz parte de um relatório desclassificado do DIA sobre a escala e o raio das ameaças espaciais por parte de países concorrentes. O satélite ao qual o Shenlong está conectado ainda não foi identificado.

O Shenlong, lançado pela primeira vez em 2020, é um veículo espacial robótico reutilizável desenvolvido pela China. Desde então, ele realizou várias missões, algumas durando meses em órbita.

Atualmente, o veículo está em sua quarta missão, iniciada em fevereiro de 2026. A China afirma que o projeto testa tecnologias destinadas a aumentar a acessibilidade aos voos de ida e volta ao espaço, mas não divulga detalhes de suas atividades atuais.

Em junho de 2026, a empresa americana de inteligência espacial LeoLabs detectou um novo objeto perto do veículo. Após observações adicionais, a empresa concluiu com alta confiança que este objeto foi lançado pelo Shenlong. A LeoLabs relatou na época: «Esta atividade é compatível com o lançamento de satélites realizados pelo veículo espacial em missões anteriores».

Este incidente corresponde a um padrão observado em outros voos. Durante a segunda missão em 2023, o Shenlong também lançou um objeto e poderia realizar manobras de aproximação e encontro, nas quais dois veículos espaciais manobram para se aproximar. Comportamento semelhante foi registrado durante a terceira missão, concluída em 2024.

O relatório do DIA apresenta outro exemplo de tais operações. Em novembro de 2022, o Shenlong supostamente realizou manobras de aproximação com um satélite companheiro, mantendo inicialmente uma distância de cerca de um quilômetro. Em um determinado momento, ambos os objetos se aproximaram em menos de 100 metros antes de um possível encontro e subsequente lançamento de satélite.

Tais manobras podem ajudar a testar várias capacidades do veículo, como aproximação, inspeção de outros satélites e colocação de objetos menores em órbita. Há também a possibilidade de que algum equipamento seja lançado antes do retorno à Terra. No entanto, o objetivo real dessas operações permanece desconhecido.

A China afirma que o Shenlong é usado para testar tecnologias de veículos espaciais reutilizáveis. Após a missão concluída em 2024, o veículo retornou à Terra após 268 dias de operação em órbita. A agência espacial chinesa declarou que o experimento demonstrou o aprimoramento das tecnologias de veículos de transporte espacial reutilizáveis do país, o que, segundo eles, pode facilitar voos pacíficos de ida e volta ao espaço.

Os Estados Unidos também possuem o veículo espacial robótico X-37B, desenvolvido pela Boeing. Assim como no caso do Shenlong, poucos detalhes sobre suas capacidades e missões são publicados. Em fevereiro de 2025, as Forças Espaciais dos EUA publicaram sua primeira foto oficial do X-37B em órbita. A imagem, aparentemente, mostrava o veículo em uma alta órbita terrestre com escotilhas abertas no compartimento de carga.

China e Estados Unidos buscam expandir suas capacidades no espaço dentro de uma competição que os observadores chamam de nova corrida espacial. Ambos os veículos são projetos militares mantidos em segredo, e imagens como as publicadas pelo DIA fornecem registros de suas atividades, sem revelar completamente suas capacidades e objetivos.

Segundo fotos americanas, veículo espacial secreto da China se assemelha ao X-37B
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Segundo fotos americanas, veículo espacial secreto da China se assemelha ao X-37B

Uma imagem clara de uma aeronave confidencial chinesa no espaço foi revelada. Esta imagem foi publicada em um novo relatório da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos (DIA). A foto foi tirada em 28 de maio de 2024 pelo satélite Worldview-3 da empresa americana Ventor. O design desta aeronave chinesa é semelhante ao espaçonave americano X-37B, e é um veículo capaz de ir ao espaço e retornar à Terra. No entanto, ainda não há informações detalhadas sobre para qual propósito este veículo está sendo usado pela China.

A imagem mostra as asas, duas seções verticais traseiras e painéis solares da aeronave. Há um compartimento de carga na parte central, cujas portas estão abertas. Um satélite separado também pode ser visto conectado à parte traseira da aeronave. A China já lançou com sucesso quatro missões com este tipo de espaçonave desde 2020. Sua missão mais recente começou em 7 de fevereiro de 2026.

De acordo com a foto, a espaçonave chinesa parece um pequeno ônibus espacial, com pequenas asas. Possui duas seções verticais atrás e um compartimento de carga no meio, cujas portas se abrem para cima. Um estrutura adicional está anexada à extremidade traseira da aeronave, com painéis solares em ambos os lados. De acordo com a Ventor, a foto foi tirada em 28 de maio de 2024, quando havia uma distância de cerca de 90 quilômetros entre o satélite e a aeronave. A imagem mostra as portas abertas da aeronave e o satélite conectado a ela, embora não esteja claro o que estava dentro da aeronave.

O design desta espaçonave chinesa é bastante semelhante ao do X-37B americano. Esta aeronave é operada pela Força Espacial dos EUA. Ambos os veículos podem ser enviados ao espaço e retornar à Terra após a conclusão da missão. O X-37B completou oito missões até agora, sendo que a oitava missão foi lançada em 22 de agosto de 2025. Tanto os EUA quanto a China não tornam públicos muitos detalhes relacionados a essas aeronaves.

A China realizou quatro missões com esta espaçonave desde 2020. Sua primeira missão começou em setembro de 2020, seguida por lançamentos em 2022 e dezembro de 2023. Sua quarta missão foi lançada em 7 de fevereiro de 2026. De acordo com as informações disponíveis até 28 de outubro de 2026, a aeronave ainda não retornou à Terra. Durante a terceira missão, que ocorreu de dezembro de 2023 a setembro de 2024, observou-se a aeronave liberando vários pequenos objetos no espaço. Também houve relatos de que pelo menos outro objeto foi liberado durante sua missão neste ano, embora a natureza desses objetos e seu uso ainda não sejam certos.

O relatório da agência americana menciona dois modelos de espaçonave chinesa, Shenlong e Tianyun, mas não especifica qual dos veículos mostrados na foto pertence a eles. Geralmente, esta aeronave chinesa é conhecida como Shenlong. Além disso, a China está trabalhando em outra espaçonave chamada Haolong, que está sendo desenvolvida com o objetivo de transportar suprimentos para a Estação Espacial Tiangong da China.

Com a ajuda de tais aeronaves, satélites podem ser colocados em órbita. Elas também podem ser usadas para testar novas tecnologias e transportar vários objetos ao espaço. Podem mudar sua trajetória e se aproximar de outros objetos espaciais. Além das atividades científicas, elas também podem ser usadas para atividades militares e coleta de inteligência. No entanto, ainda não há provas concretas de que a China esteja usando esta espaçonave como arma. Esta nova imagem forneceu mais informações sobre o design desta aeronave, mas as respostas para as perguntas sobre o que exatamente esta aeronave está fazendo no espaço e qual é seu objetivo real ainda são desconhecidas.

Montagem de computadores quânticos na Paraíba deve começar em novembro, segundo secretário estadual
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Montagem de computadores quânticos na Paraíba deve começar em novembro, segundo secretário estadual

A montagem dos computadores quânticos destinados à Paraíba tem início previsto para novembro, após a chegada das peças remanescentes dos equipamentos. Essa previsão foi confirmada pelo secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Cláudio Furtado, no último sábado (24).

De acordo com o secretário, os componentes deverão chegar ao estado no dia 17 de novembro. Este recebimento será precedido pelo trâmite de desembaraço aduaneiro, que está programado para começar em 5 de novembro. Cláudio Furtado detalhou que, a partir de 5 de novembro, iniciará o desembaraço aduaneiro, e todo o restante das peças estará na Paraíba em 17 de novembro, momento em que o computador começará seu processo de preparação e montagem.

O projeto contempla a instalação de dois computadores quânticos no Centro de Computação Quântica da Paraíba (Ciquanta), localizado em João Pessoa. Estes equipamentos foram mencionados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate presidencial realizado com Flávio Bolsonaro (PL), transmitido pela TV Globo na sexta-feira (23).

Cronograma atualizado após previsão inicial

Inicialmente, em julho deste ano, o portal g1 havia informado que os primeiros computadores quânticos da América Latina seriam instalados na Paraíba ainda em 2026, com a expectativa de finalização da montagem até outubro. Contudo, o cronograma sofreu uma atualização. Cláudio Furtado esclareceu que agora se prevê que uma parte da estrutura do Ciquanta seja entregue no começo de dezembro.

Infraestrutura e obras para a tecnologia

Os dispositivos serão instalados nas dependências da Estação das Artes, em João Pessoa, local que está passando por modificações para acomodar a nova tecnologia. A estrutura requer condições ambientais muito específicas, tais como controle de temperatura, estabilidade ambiental e blindagem eletromagnética. Cláudio Furtado também assegurou que os trabalhos de infraestrutura estão em curso para garantir o cumprimento do cronograma de instalação, mencionando que a parte elétrica e lógica será finalizada naquela semana, e os aparelhos de ar-condicionado já estão prontos para concluir a instalação.

O escopo do projeto inclui dois computadores quânticos, com capacidades de 20 e 100 qubits, representando um investimento inicial estimado em cerca de R$ 150 milhões.

Funcionamento e requisitos de um computador quântico

Ao contrário dos computadores tradicionais, que trabalham com bits para processar dados, os computadores quânticos empregam qubits, que são unidades de informação fundamentadas nos princípios da Física Quântica. Esta tecnologia possui potencial para auxiliar em pesquisas e cálculos especializados em campos como logística, inteligência artificial, segurança cibernética e desenvolvimento de fármacos. É importante notar, porém, que isso não implica que sejam superiores aos convencionais em todas as atividades.

Os equipamentos demandam sistemas de resfriamento especializados. Conforme explicado por Cláudio Furtado, os chips precisam operar em temperaturas próximas ao zero absoluto, especificamente em torno de 10 milikelvin, o que equivale a aproximadamente -273 °C. Para atingir tal condição, será empregado um sistema de refrigeração utilizando hélio-3 e hélio-4, complementado por mecanismos de redundância para sustentar as condições operacionais necessárias.

Acesso para pesquisadores paraibanos

O acesso inicial a esses computadores será concedido a pesquisadores vinculados a instituições do estado da Paraíba, como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o Instituto Federal da Paraíba (IFPB). Além disso, o projeto prevê a transferência de conhecimento tecnológico da empresa chinesa CETC para o Ciquanta, abrangendo temas como criogenia, sensores e sistemas operacionais. O objetivo maior é fomentar a capacitação de profissionais brasileiros para atuar com essa tecnologia e expandir as chances de desenvolvimento de novos equipamentos no Brasil.

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