Uma nova caneta contendo semaglutida, fabricada no Brasil, começou a ser disponibilizada em farmácias nesta sexta-feira, dia 6. Este medicamento, denominado Semaclique, é distribuído pela Brace Pharma, que faz parte do Grupo EMS, e custa R$ 464,81 por unidade.
Caso o consumidor adquira três canetas, o valor unitário reduz para R$ 333, totalizando R$ 999. O produto recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usado por adultos com diabetes tipo 2, embora sua indicação autorizada não inclua o tratamento da obesidade.
O Semaclique utiliza semaglutida sintética, um princípio ativo também encontrado nos medicamentos Ozempic e Wegovy. Embora compartilhem o mesmo componente ativo, os três fármacos podem ter indicações distintas aprovadas pela Anvisa; especificamente, Ozempic é destinado ao diabetes tipo 2, enquanto Wegovy é usado para tratar a obesidade.
A semaglutida pertence à categoria dos agonistas do receptor de GLP-1. Estes medicamentos funcionam mimetizando um hormônio intestinal que auxilia no controle da glicose sanguínea e na modulação do apetite. Seus efeitos incluem estimular a liberação de insulina quando os níveis de glicemia estão altos, diminuir a velocidade de esvaziamento gástrico e aumentar a sensação de saciedade.
A administração do medicamento é realizada semanalmente, por meio de injeção subcutânea. De acordo com a fabricante, a caneta possui um mecanismo de seleção de doses por cliques, permitindo ajustes progressivos conforme a recomendação médica, sem a necessidade de comprar uma nova embalagem a cada alteração. É fundamental que o paciente siga rigorosamente as orientações médicas e as instruções contidas na bula para determinar a dose e realizar quaisquer ajustes necessários.
Assim como outros remédios à base de semaglutida, o Semaclique pode causar efeitos colaterais. Os mais comuns são listados, mas existem também riscos menos frequentes, porém potencialmente graves, como a pancreatite.
Para a compra, é obrigatória a apresentação de uma receita médica em duas vias, sendo que uma delas deve ser retida pela farmácia. Além disso, o produto necessita ser armazenado sob refrigeração, mantendo-se entre 2°C e 8°C, mesmo após o início do uso.
A introdução do Semaclique acontece após o término da patente da semaglutida no Brasil, previsto para março de 2026, o que possibilitou a entrada de novos fabricantes no mercado. Durante o ano, a Anvisa concedeu autorizações para diversos medicamentos baseados nessa substância e outros agonistas de GLP-1.
Com estas deliberações, o número de registros de medicamentos desta classe aprovados pela Anvisa em 2026 atingiu 20. Contudo, a aprovação sanitária não assegura a disponibilidade imediata em todas as farmácias, pois a comercialização depende de fases subsequentes, como a fixação de preços e a logística de distribuição pelas empresas fabricantes.
Embora a chegada de novas marcas possa intensificar a competição, isso não garante automaticamente a diminuição dos custos do tratamento. No caso específico do Semaclique, a comparação com alternativas existentes depende da dose prescrita, da quantidade consumida e das condições comerciais de cada medicamento.