Governo define alíquotas do Imposto Seletivo para carros em 2027; BYD lança modelo ultrarrápido
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Governo define alíquotas do Imposto Seletivo para carros em 2027; BYD lança modelo ultrarrápido

O automóvel já figura entre os produtos mais onerados no Brasil, mas a partir de 2027, ele será classificado entre os bens cujo consumo o governo visa desencorajar. Este tributo é conhecido como Imposto Seletivo, popularmente chamado de «imposto do pecado», e foi introduzido pela reforma tributária de 2023 para incidir sobre itens considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Em uma Medida Provisória publicada pelo governo federal na quarta-feira (4), número 1.399/2026, foram estabelecidas as regras e alíquotas de cobrança para o tributo durante seu primeiro ano de validade. No segmento de automóveis, este novo imposto irá substituir a tributação atual feita pelo IPI, utilizando a estrutura de cálculo do denominado IPI Verde.

Definição das alíquotas do «imposto do pecado» para automóveis em 2027

A alíquota base será determinada com base em características específicas do veículo, tais como potência, tipo de propulsão, eficiência energética, equipamentos de segurança e capacidade de reciclagem. Para automóveis de passeio, a alíquota base é de 6,3%, enquanto para certos comerciais leves, ela é de 3,9%. O valor resultante deve ser multiplicado por um fator de conversão de 1,21, que serve para compensar as disparidades entre as bases de cálculo dos dois impostos.

Para ilustrar o funcionamento, considerem dois carros fictícios, um flex e outro elétrico, ambos com 100 kW (136 cv), sem quaisquer ajustes adicionais por eficiência, segurança ou reciclabilidade. No caso do flex, a alíquota inicial seria de 7,05% (6,3% da base mais 0,75 ponto percentual pela potência), resultando em uma alíquota final de 8,53% após a multiplicação por 1,21. Já no elétrico, haveria um abatimento de dois pontos percentuais devido à propulsão, levando a uma alíquota inicial de 5,05% e uma final de 6,11%.

Com uma base de cálculo hipotética de R$ 100 mil para cada veículo, o Imposto Seletivo seria de R$ 8.530,50 para o flex e R$ 6.110,50 para o elétrico. É importante notar que esses montantes não correspondem ao imposto cobrado sobre o preço final dos carros, nem permitem calcular variações de preço em comparação ao sistema vigente.

Isso implica que veículos de preços similares podem pagar taxas distintas dependendo de suas especificações técnicas. Os carros elétricos também serão afetados pelo Imposto Seletivo, mesmo não emitindo poluentes em operação, e alguns modelos compactos podem obter alíquota zero se cumprirem os critérios do programa Carro Sustentável. Ademais, há previsão de isenções para veículos adquiridos por pessoas com deficiência e taxistas, respeitando as condições legais. Caminhões com peso superior a 3.500 kg estão isentos, mas picapes não se enquadram nessa exceção.

O governo alega que as alíquotas definidas para 2027 visam manter, em linhas gerais, o patamar tributário atual, prevenindo um aumento imediato da carga fiscal durante o período de transição. O fator de conversão de 1,21 não significa um acréscimo automático de 21% ao imposto pago atualmente; sua função é equilibrar a diferença entre as bases tributáveis. Novas alíquotas deverão ser estabelecidas a partir de 2028, momento em que o Imposto Seletivo exercerá mais diretamente sua função de desincentivar o consumo de certos produtos. Contudo, isso não garante que todos os modelos terão a mesma tributação de hoje.

Embora a medida provisória tenha força de lei desde sua publicação, ela ainda necessita de análise pelo Congresso Nacional. A cobrança está programada para iniciar em 2 de fevereiro de 2027.

BYD Yangwang U9 Extreme ultrapassa 500 km/h e permanece o carro mais rápido do mundo

O Yangwang U9 Extreme tornou-se o carro mais rápido produzido em série no planeta. Desenvolvido pela divisão de luxo e alto desempenho da BYD, o veículo alcançou impressionantes 503,17 km/h em 1º de novembro, em um trecho fechado da rodovia Sheikh Khalifa Bin Zayed International Road (E11), na área de Al Dhafra, em Abu Dhabi.

O piloto alemão Marc Basseng conduziu o teste. Ele não era novato na façanha, pois em setembro do ano anterior, ele havia levado o mesmo carro a 496,22 km/h na pista de testes de ATP Papenburg, na Alemanha. Naquela ocasião, o U9 Extreme superou o Bugatti Chiron, que detinha o recorde anterior ao atingir 490,48 km/h em agosto de 2019. Este recorde já foi formalmente reconhecido pela FIA, que divulgou um comunicado em seu portal oficial.

Apesar da conquista, levantou-se a questão sobre o sentido prático de continuar elevando os limites físicos de velocidade máxima. O Bugatti Veyron, há duas décadas, surpreendeu o mundo ao superar os 400 km/h com seu motor W16 quadriturbo de oito litros, potente em 1.011 cv.

Atualmente, o elétrico chinês requer quatro motores elétricos, gerando 3.019 cv, para exceder os 500 km/h, o que é mais que o dobro dos 1.299 cv da versão padrão (não-Extreme) do U9. Além disso, os pneus, componente mais vulnerável ao estresse de velocidades tão altas, foram desenvolvidos especificamente para este recorde, em colaboração com a Giti Tire, recebendo tratamento especial para evitar o desprendimento das rodas.

Os desafios do U9 Extreme não foram apenas mecânicos. Antes de atingir a marca de 503 km/h, o U9 Extreme sofreu um acidente significativo no mesmo trecho reto em Abu Dhabi. O piloto de testes Jiang Wen perdeu o controle e colidiu com a proteção lateral da pista a 450 km/h. Apesar disso, Wen saiu ileso, atestando a qualidade da estrutura e da célula de segurança do carro. Entretanto, o U9 Extreme, avaliado em mais de US$ 3 milhões, foi totalmente destruído. A data do ocorrido não foi divulgada.

Produção do Audi A8 encerrada após 32 anos

O declínio gradual dos sedãs de luxo prossegue com o encerramento da produção do A8, o modelo topo de linha da Audi, após 32 anos de comercialização. O fim do A8 ocorreu em fases. Inicialmente, sua permanência foi questionada após a divulgação dos menores números de vendas da história no ano passado, um sinal claro da preferência do mercado por SUVs de luxo. Naquele momento, a própria Audi admitiu não ter certeza sobre o futuro imediato do competidor do Mercedes-Benz Classe S e BMW Série 7.

Posteriormente, em março deste ano, foi tornado público que a Audi parou de aceitar pedidos do A8 na Alemanha. Quem desejasse um exemplar teria que procurar o estoque das concessionárias por conta própria ou tentar a sorte em outros países. Agora, a publicação alemã Auto motor und Sport informa que o último Audi A8 saiu da linha de produção em Neckarsulm em meados de outubro. A montadora redirecionou os recursos que eram destinados ao A8 para aumentar a fabricação dos modelos A5 e A6.

Lançado em 1994, o sedã passou por quatro gerações, sendo que a última, lançada em 2017, já demonstrava sinais de desgaste pelo tempo. Atualmente, não há planos concretos para um substituto ou uma nova geração do A8. Existem rumores de que um eventual retorno poderia utilizar a plataforma do Porsche Panamera. Outra possibilidade, mais alinhada com o cenário atual, envolve uma parceria com a chinesa Huawei, o que faz sentido visto que o Grupo Volkswagen busca intensificar a colaboração com parceiros na China para reduzir custos e agilizar o desenvolvimento de novos modelos. Nesse cenário, não seria incomum imaginar que um novo A8 seria restrito ao mercado chinês, onde os sedãs de luxo ainda mantêm uma participação relevante no mercado, contrariando a tendência global.

Corvette C8 finalmente recebe câmbio manual — mas não da GM

Quando a Chevrolet lançou o Corvette C8 em 2019, a mudança não se restringiu apenas à posição do motor. Pela primeira vez, nenhuma versão do Corvette podia ser equipada com câmbio manual. A GM justificava que «o câmbio automatizado de dupla embreagem e oito marchas permitia trocas mais rápidas e aproveitava melhor o desempenho do carro».

Entretanto, a demanda por uma opção manual persistiu. Após sete anos, uma preparadora americana resolveu o problema autonomamente. A Peitz Performance, localizada no Texas, apresentou na SEMA 2026 o primeiro Corvette C8 equipado com um câmbio manual de seis marchas funcional. A transmissão empregada é a Tremec TR-9060, um transeixo projetado para esportivos de motor central, apresentado na edição de 2025 do SEMA Show.

Este conjunto inclui câmbio e diferencial autoblocante, suporta 138 kgfm de torque e é capaz de operar com motores que giram até 8.600 rpm. O desafio principal residia na integração com o restante do veículo, pois o C8 foi concebido exclusivamente para o câmbio de dupla embreagem. Assim, a Peitz precisou desenvolver os comandos mecânicos e adaptar o gerenciamento eletrônico.

A alavanca de câmbio foi construída a partir de um mecanismo utilizado pela Porsche, e o pedal de embreagem foi adaptado do Cadillac CT4-V Blackwing, com modificações no suporte e no acionamento hidráulico. A McLeod desenvolveu um volante de motor específico, reaproveitando componentes do volante original do Corvette. A parte eletrônica demandou uma solução igualmente complexa, substituindo o gerenciamento original por módulos MoTeC: um M182 controla o motor, enquanto um M150 gerencia funções ligadas à transmissão, como cortes de ignição durante as trocas e acelerações automáticas nas reduções. A meta é que a conversão final mantenha o funcionamento dos instrumentos, ABS, direção elétrica e demais sistemas originais.

O protótipo exibido na SEMA é otimizado para pista, mas já foi pilotado por John McGann, editor da revista Hot Rod. Ele relatou que o acionamento da embreagem é relativamente pesado, embora os engates sejam curtos e precisos. McGann reconhece que a transmissão original de dupla embreagem provavelmente mantém maior velocidade, mas considera a experiência de dirigir o Corvette manual muito mais imersiva.

A adaptação, contudo, não é simples nem econômica. A Peitz Performance já anunciou o conjunto por US$ 74.528,99, valor próximo ao preço de um Corvette Stingray novo nos Estados Unidos. O sistema eletrônico definitivo deve estar pronto no primeiro trimestre de 2027, e a disponibilidade da transmissão para clientes está prevista para julho.

Mazda Miata de 13 rotores é real (mas possui um segredo)

O Mazda MX-5 Miata é um dos carros esportivos mais apreciados mundialmente por diversas razões, mas seu apelo mais forte reside em sua atratividade universal para qualquer entusiasta: um veículo leve, com motor aspirado naturalmente, tração traseira e dinâmica excelente, projetado para proporcionar alegria ao dirigir, não necessariamente por alcançar velocidades extremas, mas por sua performance em curvas.

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EUA buscam proibir carros chineses; falecimento de Alan Jones e novidades automotivas
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EUA buscam proibir carros chineses; falecimento de Alan Jones e novidades automotivas

Fabricantes de automóveis estão exercendo pressão sobre o Congresso dos EUA com o objetivo de impor uma proibição definitiva à venda de veículos chineses em seu território. Essa solicitação provém das próprias montadoras que atuam no mercado americano e visam barrar a entrada de concorrentes que têm ganhado destaque globalmente, configurando uma disputa com claros motivos comerciais e tendências protecionistas.

Contudo, além da questão ideológica, existe um aspecto crucial a ser considerado: os automóveis contemporâneos não servem apenas para transporte; eles funcionam como dispositivos de coleta e produção de dados pessoais. Sistemas como câmeras internas e externas, sensores, microfones, GPS e conectividade permitem rastrear a localização, os percursos e os locais frequentados por um veículo, podendo capturar imagens das vias públicas.

Muitos desses dados são enviados aos servidores das fabricantes, e atualizações remotas de software possibilitam alterar o funcionamento de diversos componentes do carro. Dessa forma, o veículo conectado transcende o status de mero produto industrial, tornando-se uma ferramenta de coleta de informações. O risco não se restringe ao monitoramento individual ou ao registro de imagens de infraestruturas estratégicas e militares; a análise agregada de dados de milhões de veículos permite mapear padrões de deslocamento, horários, concentrações populacionais e hábitos econômicos de uma região inteira.

Pressão das fabricantes para proibir carros chineses

É sob este argumento que a Alliance for Automotive Innovation, organização que representa gigantes como General Motors, Ford, Toyota, Volkswagen, Honda e Stellantis (destacando que apenas GM e Ford são americanas), pressiona o Congresso americano. John Bozzella, presidente da entidade, aponta que os veículos chineses trazem riscos de vigilância e acesso a dados sensíveis, além de ameaçarem a indústria local, que compete com empresas amparadas por subsídios estatais.

Embora não haja comprovação de que os carros chineses estejam espionando proprietários, a arquitetura eletrônica e a conectividade desses veículos podem gerar vulnerabilidades exploráveis por governos ou corporações estrangeiras. Os EUA já implementaram restrições anteriores: uma regulamentação do governo Joe Biden impede a comercialização de certos veículos conectados de origem chinesa ou russa a partir dos modelos 2027, assim como o uso de softwares de direção autônoma ligados a esses países. Restrições ao hardware entrarão em vigor em 2030.

As montadoras agora buscam transformar essas limitações administrativas em legislação permanente. O projeto, denominado Connected Vehicle Security Act of 2026, foi apresentado pelos senadores Bernie Moreno, republicano, e Elissa Slotkin, democrata, e obteve aprovação unânime na Comissão de Comércio do Senado em julho. A proposta visa limitar a importação, fabricação e comercialização de veículos conectados e seus componentes provenientes de nações consideradas adversárias dos EUA, sendo desejada sua aprovação antes do fim da legislatura atual, em dezembro.

A motivação comercial também é evidente. A associação citou que a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de carros chineses nos primeiros oito meses de 2026, ultrapassando o total do ano anterior. Embora os elétricos chineses já sofram com tarifas de importação de 100% nos Estados Unidos, a indústria americana deseja impedir que essas empresas entrem no mercado mesmo estabelecendo fábricas no país.

Portanto, é possível conciliar o interesse protecionista das fabricantes com a segurança nacional. O risco de coleta de dados não é exclusivo dos carros chineses, pois veículos americanos, europeus, japoneses e coreanos também possuem sistemas similares. A distinção feita pelo governo americano reside na possibilidade de que empresas sujeitas à legislação e à influência de um país adversário sejam compelidas a compartilhar informações ou permitir acesso aos sistemas. A discussão, assim, transcende a mera permissão de venda de carros nos EUA, englobando quem pode acessar os dados e os padrões comportamentais gerados por milhões de veículos em circulação no território.

Falecimento de Alan Jones, campeão da Williams

Alan Jones, piloto australiano que foi fundamental para transformar a Williams em uma equipe vencedora, faleceu nesta quinta-feira (5), aos 80 anos, apenas três dias após seu aniversário. Sua morte foi confirmada pela família através da Motorsport Australia, após um breve período de doença. Antes de ascender à glória da Fórmula 1, a Williams necessitava de um piloto capaz de elevar o status da equipe de promissora a campeã.

Nascido em Melbourne, em 1946, Jones era filho do piloto Stan Jones e se mudou para a Europa em 1970 buscando uma carreira no automobilismo. Ele estreou na Fórmula 1 em 1975 com a Hesketh e passou por equipes como Hill, Surtees e Shadow. Foi na Shadow que ele alcançou sua primeira vitória, durante o Grande Prêmio da Áustria em 1977, em uma corrida realizada sob condições de pista variáveis. Este desempenho chamou a atenção da Ferrari, que cogitou contratá-lo para 1978, mas optou por Gilles Villeneuve. Jones, então, garantiu uma vaga na Williams, que ainda estava em fase de consolidação no campeonato.

A colaboração com Frank Williams e o projetista Patrick Head logo gerou bons resultados. Em 1979, Jones conquistou quatro vitórias com o Williams FW07, um dos carros que melhor explorou o efeito solo naquela geração da Fórmula 1, terminando o campeonato em terceiro lugar. No ano subsequente, utilizando o FW07B, ele venceu cinco das 14 etapas — Argentina, França, Grã-Bretanha, Canadá e Estados Unidos — e sagrou-se campeão com uma corrida antecipada, superando Nelson Piquet, da Brabham. Essa conquista também auxiliou a Williams a garantir seu primeiro Campeonato de Construtores.

Jones permaneceu na equipe até o final de 1981, quando decidiu se aposentar pela primeira vez. Ele retornaria à Fórmula 1 posteriormente, participando com Arrows e Beatrice Haas, encerrando definitivamente sua trajetória na categoria em 1986. Seu histórico inclui 116 largadas, 12 vitórias e 24 pódios. Após a F1, ele continuou competindo na Austrália, vencendo o campeonato nacional de Sports Sedans e GT em 1982 com um Porsche 935 e conquistando as 12 Horas de Bathurst em 1993 com um Mazda RX-7.

Alan Jones é o segundo australiano a vencer o título mundial de Fórmula 1, sucedendo Jack Brabham, e permanece sendo o último piloto do país a alcançar tal feito.

Lamborghini Temerario recebe edição especial “Tettonero”

Apesar da ausência de um Lamborghini de entrada equipado com motor V10 aspirado, a fabricante do touro demonstrou ter evoluído significativamente. O modelo Temerario é tecnicamente superior ao Huracán em todos os aspectos, sendo comprovadamente tão rápido quanto seu irmão maior, o Revuelto, em diversos testes de aceleração e circuitos. Além disso, ele tem encontrado sucesso entre os entusiastas, que nem sempre são puristas.

Em resposta a isso, a Lamborghini decidiu lançar uma série de edições especiais ao longo dos próximos dois anos. A mais recente é o Temerario Tettonero, cujo nome em italiano significa literalmente “teto preto”. Neste pacote, o capô e o teto recebem a pintura “Nero Noctis”, enquanto a carroceria pode ser apresentada em cinco cores: amarelo “Giallo Inti”, laranja “Arancio Xanto”, azul “Blu Cepheus”, verde “Scandal” e roxo “Viola Pasifae”. O acabamento escuro também é aplicado no spoiler dianteiro, nas entradas de ar, no difusor traseiro, no emblema da Lamborghini e em componentes com brilho preto, como rodas, retrovisores e para-choques.

Internamente, o veículo combina revestimento preto “Nero Ade” com costuras amarelas, e os bancos apresentam o padrão geométrico hexagonal característico da Lamborghini. O pacote especial inclui logotipos bordados nos apoios de cabeça, a inscrição “Tettonero” nas portas e uma representação bordada da traseira do carro no painel atrás dos assentos, complementado por uma placa de identificação numerada em fibra de carbono fosca.

No quesito mecânica, não houve alterações: o Temerario Tettonero mantém um motor V8 4.0 biturbo acoplado a três motores elétricos, gerando 920 cv. O motor a combustão sozinho produz 800 cv e possui capacidade de atingir 10.000 rpm. Serão fabricados 499 exemplares do Temerario Tettonero, com previsão de entrega para o próximo ano.

Ferrari Pace Car da CART ressuscita após quatro décadas

A década de 1980 foi um período complexo para a Ferrari. Naquela época, era quase impensável, mas a Scuderia italiana estava prestes a abandonar a Fórmula 1, pois Enzo Ferrari estava extremamente insatisfeito com as alterações regulamentares e chegou a ameaçar deixar a competição. A situação se agravou a ponto de a Ferrari considerar migrar para a CART americana, que na época era uma categoria paralela e rival da Indy.

Embora essa mudança nunca tenha ocorrido, em 1988 a Ferrari construiu um carro de apoio especial para as corridas. Por quatro décadas, este veículo permaneceu fora do alcance do público, mas agora ele reapareceu, apresentando modificações notáveis. A base deste carro é o Ferrari Mondial, um dos modelos menos celebrados de Maranello, que não recebeu o mesmo apreço dos clássicos anteriores ou posteriores. Seu design também não é considerado elegante, parecendo uma versão ampliada da Mondial, com linhas retilíneas e uma grade quase oval flanqueada por frisos que percorrem todo o contorno do veículo, incluindo faróis e lanternas.

O vidro traseiro permite a visualização das luzes de sinalização, essenciais para que os pilotos dos monospostos que vinham atrás pudessem vê-lo. O interior é equipado com um painel feito sob medida, componentes de Kevlar e revestimento de suede. O aspecto mais interessante do carro, contudo, é o motor: parece que a Ferrari utilizou esta oportunidade para testar o V8 de 3,4 litros, que seria empregado posteriormente no modelo 348, um carro muito mais respeitado que a Mondial.

Com um design encomendado ao instituto I.DE.A, o Mondial Pace Car custou US$ 1 milhão à empresa, o que, em valores atuais, equivale a aproximadamente US$ 3 milhões. Atualmente, o carro está sob a guarda da loja The Caretakers Collection, nos EUA, e não está disponível para venda.

Volkswagen Tukan deve chegar no início de 2027 com quatro versões, enquanto Nissan adapta motor V6 biturbo ao Datsun 240Z
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Volkswagen Tukan deve chegar no início de 2027 com quatro versões, enquanto Nissan adapta motor V6 biturbo ao Datsun 240Z

A Volkswagen Tukan, a aguardada picape monobloco da montadora, finalmente obteve uma data de lançamento. Ricardo Ploguer, vice-presidente de Desenvolvimento de Produto da Volkswagen América do Sul, informou em um evento realizado na Alemanha que o veículo será introduzido no começo de 2027.

No Brasil, a Tukan será oferecida em quatro configurações: duas de cabine dupla e duas de cabine simples. Quando foi exposta em Barretos (SP), a picape foi vista nas variantes Extreme, com cabine dupla e acabamento superior, e Robust, focada em trabalho, caracterizada por para-choques sem pintura e rodas de aço estampadas sem calotas.

Durante o mesmo evento na Alemanha, a Volks também apresentou a Tukan Magnet, sua opção de cabine dupla mais econômica. Comparada à Extreme, esta versão Magnet elimina a pintura preta brilhante na grade e substitui as rodas de 17 polegadas por um conjunto de 16 polegadas. O modelo exibido possuía retrovisores na cor da carroceria, estribos laterais e iluminação LED frontal, embora não tenha sido confirmado se esses itens serão de série ou opcionais.

A nomenclatura da versão intermediária de cabine simples, que fica acima da Robust, ainda não foi oficializada pela Volkswagen, apesar de exemplares vistos em testes ostentarem o emblema “Iron”. Até o momento, a imprensa só teve acesso ao exterior da Tukan, deixando o design do painel como um mistério. Contudo, dado que a picape utiliza a plataforma MQB-A0, compartilhada com o Tera, T-Cross e Nivus, espera-se uma arquitetura interna similar.

Em relação à mecânica, não há detalhes completos, mas sabe-se que a VW Tukan debutará com um sistema híbrido-leve de 12V, destinado às versões mais caras, enquanto a Tukan Robust deve manter o motor 1.6 MSI da Saveiro.

Possibilidade de elétrico chinês no Brasil

Continuando o tema do evento da Volkswagen na Alemanha, a fabricante mencionou a possibilidade de firmar uma parceria com empresas chinesas para introduzir um modelo elétrico mais acessível no mercado brasileiro. O objetivo seria competir diretamente com o BYD Dolphin Mini, um dos principais impulsionadores dos veículos elétricos de entrada no país.

Outras marcas já estão se movimentando nesse setor: especula-se que a Chevrolet trará o Wuling Bingo Pro sob o nome Joy EV, e a Stellantis avalia entre os modelos A05 e B03X da Leapmotor para criar seu próprio elétrico de entrada no Brasil.

Para a Volkswagen, as chances de colaboração residem em suas atuais parcerias na China, como Saic, FAW e JAC. Duas dessas empresas possuem laços com o Brasil: a Saic auxiliou no desenvolvimento do VW Taos (derivado do VW Tharu chinês) e forneceu a plataforma usada na futura Amarok; e a FAW está envolvida no projeto do futuro VW Taos híbrido, previsto para 2028 no Brasil. A conexão com a JAC, por enquanto, é limitada à China, mas é relevante, pois eles são responsáveis por toda a linha de elétricos construídos sobre a plataforma MEB vendida pela Volks na China.

Embora o projeto ainda esteja em fases iniciais de desenvolvimento e a solução final não esteja definida, o plano é que ele esteja pronto e disponível para venda nos próximos dois anos.

Nissan adapta motor V6 biturbo do Z ao Datsun 240Z clássico

A Nissan apresentará no SEMA, em Las Vegas, uma releitura do primeiro Z, o Datsun 240Z, lançado originalmente em 1969. Este projeto, denominado Datsun S30 Concept, foi desenvolvido em colaboração com Chris Forsberg, tricampeão da Formula Drift, unindo a carroceria clássica do esportivo ao conjunto mecânico do Nissan Z contemporâneo.

O motor de seis cilindros em linha original foi substituído pelo V6 VR30DDTT de três litros e duplo turbo do Z moderno. Este motor foi equipado com turbos Garrett PMAX, admissão e intercooler Nismo, e foi acoplado ao câmbio manual de seis velocidades do novo Z, que inclui embreagem de disco duplo e diferencial autoblocante Nismo R200. A potência exata do conjunto não foi divulgada, mas o motor original do Z atinge 400 cv (405 cv) na versão padrão.

Além do motor, o S30 recebeu melhorias na suspensão, incluindo ajustes, novas barras estabilizadoras e geometria revisada, além de direção modificada e freios Wilwood com pinças de seis pistões na frente e quatro na traseira. A carroceria manteve as proporções originais, mas recebeu capô, para-lamas, para-choques e tampa traseira em fibra de carbono, juntamente com rodas forjadas Nismo de 17 polegadas. O interior conta com bancos de competição OMP, instrumentos analógicos e volante esportivo.

O Datsun S30 Concept será exibido junto a outros dois projetos da Nissan para o SEMA: um Z preparado para a categoria SCCA Touring 2 e um Sentra Spec-V de 300 cv com câmbio manual e componentes de competição.

BAIC confirma B30 híbrido para o Brasil em 2027

A BAIC, fabricante chinesa que iniciou suas operações no Brasil em agosto com os elétricos Arcfox T1 e T5, confirmou o lançamento de seu primeiro modelo híbrido no país, o B30. Este SUV, inspirado em designs robustos como Defender/Wrangler e com foco off-road, está programado para chegar entre março e abril de 2027.

Conhecido como BJ30 em outros mercados, o veículo possui 4,73 metros de comprimento, 2,82 metros de distância entre eixos e 220 mm de altura livre do solo. Seu sistema de propulsão combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, um em cada eixo, utilizando uma transmissão DHT de duas marchas. A fabricante anuncia uma potência total de 409 cv somando os três motores, mas ainda não especificou a potência combinada efetiva do conjunto. De acordo com os dados da fábrica, ele consegue acelerar de zero a 100 km/h em 6,9 segundos.

A BAIC também está trabalhando com a Bosch no desenvolvimento de uma versão híbrida flex para o mercado brasileiro, mas esta só deve ser lançada em 2028. Futuramente, a marca planeja introduzir o B60, um SUV maior que utilizará propulsão elétrica complementada por um motor a combustão atuando como extensor de autonomia. Os valores de venda ainda não foram divulgados.

Alpine não descarta motor a combustão para o novo A110

É comum que fabricantes anunciem novos esportivos como totalmente elétricos, prometendo replicar a experiência de um carro a combustão. Após a reação do público, algumas empresas reconsideram, optando por manter o motor tradicional. A Alpine é o foco dessa discussão.

A empresa francesa havia sinalizado anteriormente que a próxima geração do A110 seria exclusivamente elétrica. No entanto, parece que a companhia levou em conta o feedback dos entusiastas, que consideraram um desperdício transformar um carro tão bem desenhado, como o visto no Salão de Paris, em um veículo movido apenas a bateria.

Philippe Krief, chefe global da Alpine, e Nicola Burnside, diretora da marca no Reino Unido, afirmaram que a fabricante não descartou a possibilidade de incluir um motor a combustão na estrutura do novo carro, visando facilitar sua comercialização em diversos mercados globais. Em entrevista ao TopGear.com, Burnside esclareceu que a nova arquitetura da marca, chamada APP (Alpine Performance Platform), foi concebida para oferecer flexibilidade. Embora a marca esteja totalmente comprometida com o lançamento inicial elétrico, acreditando que isso pode elevar o patamar do esportivo, ela enfatizou que não está fechando nenhuma porta.

Caso o caminho 100% elétrico seja seguido, a engenharia garante a manutenção da leveza e agilidade que definiram o cupê. Burnside confirmou que o novo A110 elétrico terá peso máximo de 1.500 kg e manterá a baixa posição de condução do modelo atual, graças a um arranjo que distribui as baterias entre a frente e a traseira ao redor do motorista, prevenindo a sensação de estar sobre um bloco pesado. Adicionalmente, a plataforma APP foi projetada para suportar vários tipos de carroceria (como conversíveis e versões 2+2) e configurações de motor únicas na traseira ou duplas.

A executiva convidou os críticos mais rigorosos a testarem o modelo a bateria antes de emitirem juízos, resumindo a meta da fabricante francesa para o futuro: “Minha visão é que sejamos a marca elétrica de escolha para os petrolheads”.

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