Evento de observação de estrelas com Júpiter e Saturno em Wadi Orayah (EAU) em 6 de novembro
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Evento de observação de estrelas com Júpiter e Saturno em Wadi Orayah (EAU) em 6 de novembro

Os residentes dos Emirados Árabes Unidos que desejam estudar o céu noturno podem visitar o Parque Nacional Wadi Orayah em Fujairah no dia 6 de novembro. Este evento unirá astronomia e natureza.

O programa, intitulado 'Noite de Astronomia e Natureza em Wadi Orayah', está agendado para ocorrer entre 18:00 e 22:00, de acordo com um comunicado do Ministério da Cultura dos EAU. O evento começará com uma introdução ecológica conduzida pelo guia do parque, seguida por uma exploração do céu noturno com a participação de especialistas do Dubai Astronomy Group.

Os participantes terão a oportunidade de observar o céu a olho nu. O programa astronômico também inclui a observação de nebulosas, galáxias, bem como os planetas Júpiter e Saturno. Esta noite proporcionará aos visitantes a chance de conhecer o ambiente natural do parque e aprender sobre os corpos celestes, oferecendo uma maneira diferente de perceber Wadi Orayah na escuridão.

Wadi Orayah é a primeira atração natural dos EAU incluída na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Localizado nas Montanhas Hajar de Fujairah, este wadi é conhecido por seus riachos alimentados por fontes e cachoeiras que sustentam a vida selvagem em um cenário de paisagem de outra forma árido.

De acordo com a UNESCO, esta área registra 1099 espécies de plantas e animais, incluindo pelo menos 10 espécies ameaçadas de extinção em nível mundial. Os habitats de água doce fornecem recursos vitais de água e alimento para a fauna, tornando o wadi um refúgio importante para a biodiversidade, conforme descrito no perfil da Reserva da Biosfera da UNESCO.

O Ministério da Cultura anunciou este evento em conjunto com a Autoridade Ambiental de Fujairah, o Parque Nacional Wadi Orayah e a Dubai Astronomy Group Astronomy. O Ministério convidou o público a participar desta experiência, e o registro está disponível através de um código QR exibido em seu anúncio nas redes sociais.

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Em particular, os entusiastas da astronomia poderão observar brilhantes bolidas, bem como a rara aproximação dos planetas Marte e Júpiter. Além disso, está programada uma 'superlua' e um desfile matinal de planetas.

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A Lua do Caçador iluminou os céus de várias nações durante o último final de semana, gerando diversas imagens do evento em escala global.

O momento de ápice da lua cheia ocorreu às 1h12 desta segunda-feira, dia 26, conforme dados fornecidos pela NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, utilizando o fuso horário de Brasília. O fenômeno também pôde ser observado no Brasil, desde que as condições climáticas locais permitissem.

Apesar do nome específico, a Lua do Caçador não representa um tipo de fenômeno astronômico distinto de uma lua cheia comum. Sua nomenclatura deriva de antigas tradições do Hemisfério Norte, onde o mês de outubro coincide com o início do outono.

Nesta estação, após o término da colheita, os campos tornam-se mais abertos, e a luz lunar auxiliava os caçadores na localização de animais e no armazenamento de provisões para o inverno. Adicionalmente, a Lua do Caçador é notável por surgir em horários próximos em várias noites consecutivas durante o outono do Hemisfério Norte, o que estende o período de iluminação natural após o ocaso solar.

Diversas fotos registraram a Lua do Caçador em diferentes localidades. Em Moscou, na Rússia, ela foi vista se pondo atrás do Kremlin e da Catedral de São Basílio, assim como atrás da Torre Spasskaya, nesta segunda-feira (26). Outro registro mostra a lua, próxima à fase cheia conhecida como Lua do Caçador, aparecendo sobre a asa do Air Force One durante um voo de Donald Trump de volta a Washington, no domingo (25).

Em Roma, na Itália, foram capturadas imagens da lua cheia surgindo atrás de uma estátua no topo de uma coluna na Piazza Venezia, tanto nesta segunda-feira (26) quanto em outras ocasiões, além de aparecer entre duas colunas no mesmo local. Também foi registrado um momento em que a lua cheia surgiu enquanto o reflexo do pôr do sol era visível em um painel de vidro na Piazza Venezia, na mesma data.

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A paisagem do município de Bom Sucesso de Itararé é caracterizada por vales, cânions e diversas formações rochosas. Devido à sua elevação, a cidade figura como a oitava mais alta do estado de São Paulo em relação ao nível do mar. As condições climáticas regionais também são notáveis, apresentando temperaturas médias próximas a 16 °C e registros de geadas ao longo do ano.

A geóloga Victoria Gomes explicou ao g1 que a conjunção dessas características geográficas com as condições atmosféricas locais facilita a visualização de fenômenos naturais na área. Ela apontou que este cenário é exclusivo do sudoeste paulista, onde o relevo de cânions e vales atua como um canalizador de umidade e ventos, promovendo um microclima regional que se soma às nuvens de gelo, especificamente as cirrostratus, que são as mais elevadas na atmosfera.

A especialista esclareceu que o halo solar requer circunstâncias atmosféricas precisas: ele surge quando a luz solar interage com cristais de gelo presentes nas nuvens altas, criando um arco luminoso ao redor do astro. Geralmente, esse evento ocorre no começo da manhã, quando os raios solares atingem os cristais de gelo contidos nessas nuvens cirrostratus.

Influência do relevo na observação

Segundo Victoria, a altitude e a configuração topográfica da região são fundamentais para que fenômenos atmosféricos sejam observados com tanta clareza em Bom Sucesso de Itararé. A cidade está localizada em uma zona de transição entre áreas mais altas e vales, exibindo mudanças topográficas marcantes, como declives acentuados e paisagens envoltas em formações rochosas.

A geóloga detalhou que essa disposição geográfica favorece a percepção de eventos atmosféricos, sobretudo quando o observador está em um ponto elevado ou acima de qualquer camada de neblina. Ela enfatizou que o relevo íngreme, os paredões rochosos, os vales, as fendas e o cânion, com sua topografia acidentada e declividade acentuada, funcionam como uma 'arquibancada' para apreciar esses fenômenos ópticos, ao mesmo tempo em que canalizam ventos e retêm massas de umidade.

Victoria ressaltou que tais condições não são restritas a Bom Sucesso de Itararé; municípios próximos também podem oferecer cenários propícios para a observação de fenômenos similares. Ela destacou que a perspectiva do observador acima da névoa é um diferencial único da região, permitindo a visualização do halo solar.

Neblinas também são comuns na região

Adicionalmente ao halo solar, as neblinas são um fenômeno atmosférico recorrente no sudoeste paulista. A geóloga atribui isso ao fato de o relevo influenciar a circulação do ar e a distribuição de umidade, sendo que o resfriamento do ar pode provocar a condensação do vapor d'água, gerando pequenas gotículas suspensas que formam o nevoeiro.

Tanto a aparição do halo solar quanto a presença de nevoeiros dependem da interação entre as características locais e as condições atmosféricas.

Milhões de anos de história

O Cânion Pirituba é um dos mais notórios da área, estando a aproximadamente 40 km da área urbana de Itapeva, na fronteira com Bom Sucesso de Itararé. Bom Sucesso de Itararé possui 3,6 mil habitantes e está a 471 km da capital paulista, fazendo divisa entre São Paulo e Paraná.

As paisagens de Bom Sucesso de Itararé também contam a história geológica da região, pois formações de arenito, vales e paredões rochosos foram modelados ao longo de milhões de anos por processos naturais. Segundo Victoria, as rochas evidenciam diferentes ambientes passados, incluindo antigos sistemas fluviais e mares rasos, sendo a água e o vento agentes esculturais ao longo do tempo.

Esses processos geológicos deram origem a pontos turísticos, como a Pedra da Galinha, no Vale dos Gigantes, que proporciona uma visão abrangente do relevo local. Victoria mencionou que este local, de fácil acesso, permite observar a interação entre o relevo e o clima em um ângulo de até 360 graus.

Ela aconselhou que o melhor momento para observar o fenômeno seja no início da manhã, durante períodos frios, tipicamente entre o inverno e a primavera, ou antes do inverno, quando o sol ainda está quente, mas o tempo está frio.

Como observar com segurança

Apesar do fascínio que o fenômeno exerce, Victoria alertou sobre o risco de olhar diretamente para o Sol ao tentar avistar o halo, recomendando o uso de chapéu e óculos devido ao perigo inerente.

Desde 2021, a Associação Cânions Paulistas tem realizado iniciativas voltadas para a preservação e valorização deste patrimônio natural e histórico. Como membro da entidade, Victoria Gomes enfatizou a necessidade crescente de proteger as belezas naturais da região de Itapeva, que atraem visitantes, trabalhando na divulgação e disseminação de informações sobre esses locais.

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