Manifestações na Grécia exigem melhorias nas condições da educação pública
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Manifestações na Grécia exigem melhorias nas condições da educação pública

Milhares de estudantes e professores protestam hoje na Grécia, exigindo aumento do financiamento à educação pública, melhoria das condições em escolas e universidades, e apoio aos alunos afetados pelo aumento do custo de vida.

Na capital grega, os manifestantes reuniram-se perto da Universidade de Atenas e marcharam pacificamente até a Praça Syntagma, em frente ao Parlamento, carregando um cartaz com a inscrição 'Da Grécia à França lutamos por uma educação pública gratuita'. Eles criticam a falta de instalações adequadas, a escassez de pessoal e o mau estado dos edifícios escolares.

Filanti Joni, estudante de engenharia e representante eleita dos estudantes, declarou à AFP que 'os problemas são os mesmos' na Grécia e na França, expressando pesar pelo direcionamento de fundos públicos para o armamento da NATO e a guerra.

A Federação de Professores de Ensino Médio (OLME) anunciou um boicote de quatro horas para permitir que os educadores participassem dos protestos, que também ocorreram em Salónica. Em seu comunicado, a organização expressou apoio aos estudantes e alunos que defendem o direito à educação pública gratuita, bem como a condições dignas de estudo e vida.

Esta mobilização ocorre em meio ao aumento do custo de vida no país com baixos salários e coincide com a greve na França, convocada pelos sindicatos que exigem aumentos salariais. Nas últimas semanas, as manifestações de estudantes do ensino médio na França se espalharam para outros países europeus.

A primeira mobilização na Grécia, realizada em 21 de outubro, reuniu mais de 10.000 pessoas em Atenas e Salónica, entre outras cidades. De acordo com dados do Eurostat, em 2023, a Grécia destinou 3,3% do seu PIB à educação, o que é um dos índices mais baixos na União Europeia e abaixo da média da UE de 4,7%.

A crise social na França atraiu a atenção da Grécia, que vivenciou uma década de crise financeira marcada por protestos violentos. O jornal grego Kathimerini compara a atual crise social na França com a realidade que a Grécia enfrentou cerca de 16 anos atrás, observando que a ausência de resposta política através do voto impulsiona os cidadãos para protestos de rua devido à sensação de abandono pelo Estado.

Enquanto isso, sindicatos e associações de defesa do direito à habitação de sete países europeus, incluindo a Grécia, organizaram manifestações coordenadas contra o aumento do custo de vida para o final de novembro.

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Representantes de estudantes do ensino secundário na França decidiram dar continuidade à mobilização e aos protestos no país, mesmo após terem sido recebidos pelo Presidente Emmanuel Macron. A manutenção das manifestações ocorrerá até que sejam implementadas ações concretas voltadas para o setor da educação.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, recebeu diversas entidades, incluindo organizações estudantis do ensino secundário, professores e sindicatos, aguardando-se o anúncio de medidas específicas para o setor.

Embora os estudantes tenham demonstrado satisfação com a atenção dada por Emmanuel Macron, eles consideram que a reforma proposta pelo chefe de Estado é insuficiente. Os alunos exigem, especificamente, a anulação completa do sistema Parcoursup, um processo de acesso ao ensino superior que, segundo eles, sobrecarrega o corpo docente.

Nathanael Combary, presidente da associação Renouveau Lycéen, declarou que a «mobilização constante» representa «a única forma de alcançar progressos concretos». Essa visão foi compartilhada por Ryad Rani, responsável pela União Sindical dos Estudantes do Ensino Secundário, que expressou descontentamento com a contraproposta de Macron, alegando que ela ficou incompleta.

Rani afirmou em declarações à imprensa francesa, na véspera de novos protestos convocados tanto por estudantes quanto pelos «coletes amarelos», que «falamos da revogação do Parcoursup, e ele responde com uma reforma total. Grandes promessas, palavras vazias». O país permanece em estado de alerta máximo para sábado, especialmente após o Governo francês garantir que os distúrbios da semana anterior não se repetirão.

No fim de semana passado, manifestações contra o aumento do custo de vida e a situação educacional resultaram em atos de violência em várias cidades francesas, incluindo vandalismo em prédios públicos e saques em estabelecimentos comerciais.

Macron solicitou a «proibição das manifestações organizadas por indivíduos 'ilegítimos'», termo que partidos de esquerda rejeitam, pois não encontra previsão legal na França. Em paralelo, sete partidos políticos de esquerda (incluindo França Insubmissa, Verdes, Socialistas e Comunistas) entraram com um recurso no Conselho de Estado para contestar as declarações de Macron feitas na quinta-feira sobre a restrição de manifestações não sindicalizadas.

O Governo francês também comunicou a implementação de uma «cooperação reforçada» com plataformas digitais, visando impedir que estas sirvam como canais de organização ou disseminação de distúrbios, medida que já está ativa diante do risco de novas ações violentas neste fim de semana.

Em um comunicado, o gabinete de Sébastien Lecornu detalhou que esse mecanismo opera desde quinta-feira e enfatizou que foram solicitadas «uma vigilância especial» às plataformas. Desde sua ativação, mais de cem notificações foram registradas, sendo metade delas resultando na suspensão de contas.

Essa colaboração implica que o Estado francês usará um canal unificado de comunicação com as plataformas, através de uma equipe especializada do Ministério do Interior ligada ao seu portal, responsável por receber informações sobre conteúdos ou condutas ilegais na internet.

Sébastien Lecornu, que se reuniu com partidos na quinta-feira e com sindicatos na quarta-feira, tem sido alvo de críticas generalizadas por parte de todos os grupos pela falha do Governo em atender às demandas e apresentar soluções concretas para acalmar os manifestantes.

As autoridades decretaram na quinta-feira a extensão do toque de recolher em áreas específicas de Paris, como a Praça da República e o bairro histórico de Les Halles, todas as noites, das 23:00 às 06:00 locais (equivalente a 22:00 às 05:00 em Lisboa), até a manhã de segunda-feira.

A polícia também impôs, mais uma vez, uma proibição contra «qualquer concentração não declarada» durante a noite, particularmente nas proximidades da Presidência da República (Palácio do Eliseu), da Assembleia Nacional (Parlamento), da avenida Champs-Élysées ou das estações ferroviárias.

Na capital francesa, os museus Louvre, Orsay, Picasso e Grand Palais estarão fechados no sábado devido aos protestos previstos.

Estudantes da Áustria protestam contra cortes no financiamento das universidades devido ao orçamento estatal limitado
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Dezenas de milhares de estudantes saíram às ruas de Viena hoje para protestar contra os cortes planejados em empregos e serviços nas universidades austríacas nos próximos anos. Esses cortes são causados pelo orçamento estatal limitado alocado para este setor.

Nos cartazes segurados por cerca de 30.000 estudantes universitários, havia slogans como «Não a cortes», «Nossa educação é nosso futuro» e «A arte é o sistema nervoso da sociedade». A marcha percorreu as avenidas centrais da capital austríaca sob o som de tambores e com uma forte presença policial.

O protesto foi organizado pela União Nacional de Estudantes da Áustria (ÖH) sob o lema «Alerta Vermelho: Salvem as Universidades». A ação condena o déficit orçamentário de 2 bilhões de euros para o período de três anos de 2028 a 2030.

O governo austríaco, que é uma coligação de conservadores, social-democratas e liberais, aprovou um orçamento de 16 bilhões de euros para financiar 23 universidades estatais do país com uma população de nove milhões de habitantes durante este período.

A Conferência das Universidades da Áustria (uniko) indicou que esse montante de fundos é praticamente idêntico à dotação atual e não leva em conta a inflação geral ou o aumento salarial até 2030.

Reitores alertaram que a escassez de recursos forçará a redução de um em cada dez cargos, prevendo também sérios cortes no ensino, pesquisa e atendimento médico nos hospitais universitários.

A ÖH enfatizou em seu apelo que «faltam 2 bilhões de euros, o que acarretará consequências destrutivas para a educação, apoio aos estudantes e condições de trabalho», acrescentando que «o governo federal tem até 31 de outubro para melhorar o orçamento».

Os representantes da união declararam: «Estamos pressionando e demonstrando juntos que nosso futuro não está em discussão». O poder executivo, buscando reduzir o déficit estatal, defende o corte de financiamento, alegando que as instituições acadêmicas possuem reservas suficientes para aumentar a eficiência sem prejudicar a qualidade do ensino.

Em relação ao procedimento de défice excessivo, iniciado pela União Europeia (UE), a Áustria tenta reduzir o déficit estatal de 4,2% do PIB registrado em 2025 para 3% nos próximos anos. Isso é alcançado através de um plano de ajuste orçamentário que inclui medidas impopulares de corte de gastos em quase todos os setores, exceto defesa e segurança.

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