O Uzbequistão está preparando uma atualização nas normas relativas à venda, armazenamento e transporte de medicamentos. De acordo com o projeto do Ministério da Saúde, será permitida a compra de medicamentos isentos de receita e alguns dispositivos médicos pela internet, além de serem estabelecidas novas exigências para o funcionamento de farmácias e serviços de entrega.
A venda online poderá ser realizada exclusivamente por redes de farmácias e suas representações. A entrega dos produtos é permitida seja pela própria farmácia ou através do uso de marketplaces e agregadores. Para medicamentos sensíveis à temperatura, será necessário um transporte especial equipado com equipamentos de refrigeração ou contêineres térmicos; o transporte desses medicamentos junto com outras cargas será proibido.
As farmácias terão a obrigação de fornecer aos consumidores informações exaustivas sobre cada medicamento, incluindo seu nome, dosagem, número de série, prazo de validade, custo e instruções. O farmacêutico será pessoalmente responsável pela correção da dispensação e pela veracidade das informações fornecidas.
O novo projeto visa fortalecer a proteção dos direitos dos compradores: em caso de detecção de danos na embalagem ou divergência no pedido, o consumidor tem o direito de recusar a compra. Se houver suspeita de falsificação ou baixa qualidade, o medicamento será temporariamente retirado de circulação e as informações serão repassadas ao Centro de Segurança de Produtos Farmacêuticos.
Para medicamentos perigosos ou de má qualidade, é introduzido um regulamento de retirada de circulação em um período de 24 a 72 horas, dependendo do nível de risco. Informações sobre tais incidentes serão publicadas no site oficial, na mídia e nas redes sociais.
Além disso, as normas de descarte de medicamentos impróprios estão sendo endurecidas: eles devem ser desativados e incinerados em alta temperatura, e os produtos contendo microrganismos vivos devem passar por desinfecção.
A discussão deste projeto está aberta aos participantes até 19 de novembro de 2026. Vale ressaltar que o Comitê de Concorrência está atualmente analisando apelos de farmácias sobre a situação em que fornecedores atacadistas forçam a compra de medicamentos adicionais que não foram solicitados inicialmente.



