Mercúrio entra em conjunção solar inferior, dificultando sua observação no céu
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Mercúrio entra em conjunção solar inferior, dificultando sua observação no céu

Na quarta-feira (4), às 11h20, horário de Brasília, Mercúrio começou uma fase denominada por astrônomos como “conjunção solar inferior”. Durante este evento, o planeta passou entre a Terra e o Sol, aproximando-se a aproximadamente 0,674 unidades astronômicas (UA), o que corresponde a cerca de 100,8 milhões de quilômetros.

Conforme informações do guia de observação astronômica In-The-Sky.org, essa conjunção ocorre uma vez a cada ciclo sinódico do planeta, que é o tempo necessário para Mercúrio retornar à mesma posição em relação ao Sol quando visto da Terra; esse ciclo dura 116 dias.

No instante da conjunção solar inferior, Mercúrio estava situado a apenas 0°22′ (zero grau e vinte e dois minutos de arco) do Sol. Essa extrema proximidade faz com que o forte brilho do astro principal ofusque o planeta, o que já tornava sua observação desafiadora nos dias anteriores. Esta fase representa o ‘sumiço’ de Mercúrio no céu noturno e seu subsequente movimento para se tornar um objeto matinal nas próximas semanas.

A unidade ‘minutos de arco’ é utilizada em astronomia para medir ângulos muito pequenos no firmamento. Considerando que um arco completo possui 360º, 60 minutos de arco equivalem a um grau, significando que a distância aparente entre Mercúrio e o Sol será ligeiramente superior a um terço desse valor.

Simultaneamente ao atingir a conjunção inferior com o Sol, Mercúrio também alcança o perigeu, que é o ponto mais próximo da Terra, chegando a uma distância de 0,67 UA de nós. Isso implica que o menor planeta do Sistema Solar estará a apenas 100,2 milhões de quilômetros da Terra.

Sobre quando ele poderá ser visto novamente, Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, informou que Mercúrio voltará a ser visível no horizonte leste, pouco antes do amanhecer, por volta de 20 de novembro, quando estará mais afastado do astro no céu.

Adicionalmente, um artigo divulgado na revista científica Icarus menciona a possibilidade de fragmentos de Mercúrio terem sido encontrados na Terra. Meteoritos analisados por cientistas britânicos exibem características que sugerem uma provável origem neste planeta mais próximo do Sol. Caso essa hipótese seja confirmada, constituiria o primeiro registro de rochas mercurianas em solo terrestre, proporcionando uma valiosa chance de estudo.

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Na segunda-feira, dia 19, foi lançada uma missão espacial extremamente importante com destino a Marte. O objetivo desta missão é trazer para a Terra amostras de uma das luas de Marte. O sonda MMX (Exploração das Luas de Marte) partiu do foguete H3 do Centro Espacial Tanegashima, no Japão, iniciando uma jornada de cerca de cinco anos para estudar Fobos e Deimos, duas luas naturais do Planeta Vermelho.

A missão, liderada pela Agência Japonesa de Pesquisa Aeroespacial (JAXA), planeja pousar em Fobos, coletar pelo menos dez gramas de material de sua superfície e trazê-lo de volta à Terra. Se todos os planos forem cumpridos, as amostras devem chegar em 2031, permitindo uma análise detalhada em laboratórios terrestres.

O projeto também conta com a participação da NASA, agências espaciais europeias e outras instituições e empresas que são responsáveis pelo desenvolvimento e fornecimento dos instrumentos e tecnologias científicas necessários para a operação.

A chuva de meteoros das Orionídeas atingiu seu pico entre a noite de quinta-feira (21) e a madrugada de sexta-feira (22). Este fenômeno ocorre anualmente entre 2 de outubro e 7 de novembro, embora o pico possa variar de ano para ano, caindo entre 21 e 23 de outubro. Durante este período, é possível observar de 10 a 20 meteoros por hora.

Esta chuva ocorre quando a Terra cruza a trajetória de detritos deixados pelo cometa Halley, que passa pelo sistema solar interno a cada 76 anos. Ao entrar na atmosfera terrestre, essas partículas inflamam-se, criando rastros de luz conhecidos como meteoros. O nome 'Orionídeas' deriva da constelação de Órion, o ponto no céu de onde esses rastros parecem emanar, localizado perto da estrela Betelgeuse.

Foi descoberto o achado de duas estátuas de um dos faraós mais longevos e significativos da história do Egito. A descoberta foi feita pelo trabalhador local Khaled El-Shatat, que encontrou os restos dessas peças em sua propriedade na vila de Behbeit El-Hagar, na província de Gharbia.

Ao descobrir os fragmentos, Khaled notificou o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, que enviou uma equipe ao local das escavações. Este achado foi divulgado na semana passada em uma publicação da organização no Facebook.

A vila de Behbeit El-Hagar faz parte de um importante sítio arqueológico do Alto Egito. À beira de um afluente do Rio Nilo, este local abrigava um templo dedicado a Ísis, uma das deusas mais veneradas do Antigo Egito.

Um satélite russo realizou manobras para se aproximar de equipamento comercial dos EUA que fornece imagens à Ucrânia. Este movimento levantou suspeitas entre especialistas, que consideram a possibilidade de espionagem ou até mesmo ataque em órbita.

Identificado como Cosmos 2612, o satélite já está se afastando do ICEYE-X36. Embora não haja confirmação de intenções hostis, tal aproximação chama a atenção para os riscos enfrentados por dispositivos comerciais em meio a disputas militares entre potências.

Neste sábado (24), começará o último 'Mercúrio Retrógrado' de 2026. Para aqueles que acreditam em astrologia, este termo parece um tanto assustador, pois, segundo crenças, o movimento do planeta exerce uma influência energética turbulenta em várias áreas da vida.

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No próximo sábado, dia 24, começa o último período de Mercúrio retrógrado previsto para 2026. Embora algumas pessoas associem esse evento à astrologia, temendo influências energéticas turbulentas em diversas áreas da vida, a ciência oferece uma explicação diferente sobre o que realmente significa o planeta estar em movimento retrógrado.

Conforme o Old Farmer’s Almanac, uma publicação tradicional americana focada em astronomia rural, em 2026 Mercúrio apresentará movimento retrógrado aparente em determinados intervalos. Cientificamente, esse fenômeno é uma ilusão óptica resultante da posição da Terra em relação ao planeta, visto que todo planeta em órbita segue uma trajetória definida e não inverte seu curso abruptamente.

Por ser um planeta com órbita curta, completando um ano em cerca de 88 dias terrestres, Mercúrio executa essa dinâmica com mais frequência que outros corpos celestes. Isso faz com que ele pareça retroceder no céu, entrando em um movimento retrógrado que tipicamente dura aproximadamente três semanas, ocorrendo três ou quatro vezes anualmente.

Marcelo Zurita, colunista do Olhar Digital e presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), também membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON), esclarece a nomenclatura correta. Ele aponta que, para planetas externos à órbita terrestre (como Marte e além), o termo mais preciso é «laço» retrógrado, pois esses planetas formam um laço no céu ao serem ultrapassados pela Terra.

Zurita explica que, no caso dos planetas internos, ocorre o oposto: eles ultrapassam a Terra em sua órbita. É nesse cenário que se observa o movimento aparentemente retrógrado quando esses planetas passam por trás ou pela frente do Sol, formando geralmente uma parábola em vez de um laço.

Mercúrio, sendo o planeta mais próximo do Sol, é caracterizado por temperaturas extremas, variando de 430°C no lado iluminado a -180°C no lado noturno. Ele possui características semelhantes à Lua: é rochoso, desprovido de atmosfera e coberto por inúmeras crateras de impacto, sendo ligeiramente maior que a Lua.

Embora o encolhimento de Mercúrio seja um fato conhecido pela ciência há anos, os especialistas ainda debatem a real dimensão desse processo. Pesquisadores da Universidade da Geórgia divulgaram recentemente um novo método que visa mensurar esse encolhimento com maior exatidão.

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