Lançamento de MacBook Pro com tela sensível ao toque pode sinalizar o fim das versões sem essa funcionalidade
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Lançamento de MacBook Pro com tela sensível ao toque pode sinalizar o fim das versões sem essa funcionalidade

O surgimento dos novos MacBooks Pro equipados com tela sensível ao toque sugere que as versões tradicionais sem essa característica podem estar caminhando para o descontinuamento. Segundo informações do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a tendência aponta para que os modelos com tela touch venham a substituir gradualmente os modelos convencionais.

Essa possibilidade surgiu logo após o lançamento dos primeiros MacBooks Pro que incorporaram telas OLED sensíveis ao toque. Atualmente, a Apple ainda disponibiliza os notebooks anteriores com painel mini-LED em seu catálogo como opções mais acessíveis.

Ao introduzir os primeiros MacBooks Pro com tela sensível ao toque, a Apple decidiu não eliminar imediatamente toda a sua linha de produtos. Modelos de 14 e 16 polegadas, que utilizam telas mini-LED e são equipados com chips M5 Pro e M5 Max, permanecem disponíveis para compra. Estes modelos custam a partir de R$ 24.999, sendo R$ 10 mil mais baratos que a versão com tela touch.

Gurman indicou que essa distinção entre as linhas deve ser apenas temporária, pois manter dois tipos de notebooks profissionais elevaria a complexidade envolvida no desenvolvimento, na produção e na comercialização dos dispositivos.

A expectativa é que a Apple direcione o foco da linha de produtos para os displays com função touch à medida que a tecnologia evoluir. Contudo, isso não implica que os modelos atuais tenham uma data definida para serem retirados do mercado; Gurman afirmou que a empresa ainda não estabeleceu um cronograma para a descontinuação desses aparelhos.

A Apple estaria preparando uma nova geração de MacBooks Pro com capacidade de toque para o final de 2027. Esses notebooks futuros deverão integrar os processadores M7 Pro e M7 Max, que, conforme relatado, incluirão núcleos extras dedicados a tarefas de inteligência artificial. É importante notar que o chip M6, presente no MacBook Pro padrão, não deve receber versões mais potentes.

O modelo base de 14 polegadas também passará por uma revisão. A versão com chip M7, prevista para o primeiro semestre de 2027, deverá apresentar um design mais fino e leve, além de possuir bordas reduzidas ao redor da tela, espelhando o estilo dos modelos profissionais de maior valor.

A potencial unificação das linhas começou a se concretizar no final de outubro, momento em que a Apple lançou seus primeiros MacBooks Pro com telas sensíveis ao toque. Os modelos de 14 e 16 polegadas empregam um painel OLED denominado ProLED XDR, que oferece uma taxa de atualização variável de até 120 Hz.

Para otimizar a experiência tátil, a Apple também reforçou as dobradiças dos notebooks para minimizar qualquer movimento da tela durante o uso por toque. A interface suporta gestos como o gesto de pinça para dar zoom, selecionar ferramentas e manipular elementos apresentados no painel.

Estes notebooks são configurados com M5 Pro ou M5 Max, podendo atingir até 128 GB de memória unificada e 16 TB de armazenamento SSD. No mercado brasileiro, os modelos com função touch estão disponíveis na loja da Apple com preços iniciando em R$ 34.999 para a versão de 14 polegadas e R$ 41.999 para a de 16 polegadas.

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Revisão da Posição Histórica da Apple

Em 2010, Steve Jobs havia classificado as telas sensíveis ao toque em notebooks como algo «terrível do ponto de vista ergonômico». Dois anos depois, Tim Cook, que era o CEO da empresa na época, fez uma comparação entre a união dessas tecnologias distintas e a tentativa de combinar uma torradeira com uma geladeira.

Enquanto isso, a concorrência seguiu um caminho diferente. Os notebooks com sistema operacional Windows oferecem esse recurso há mais de dez anos, e uma nova geração de consumidores já se habituou a interagir diretamente com as telas de smartphones e tablets.

Anshel Sag, analista da Moor Insights & Strategy, considerou que a postura da Apple foi equivocada. Ele declarou: «Acredito que eles sempre estiveram errados ao resistir ao toque, e agora a realidade está se impondo», acrescentando que «algumas coisas são simplesmente inevitáveis».

Novos MacBooks Podem Manter Chips Atuais

A apresentação ocorre após o lançamento do iPhone Duo, em setembro, e de um hub doméstico inteligente no começo deste mês. Nesta semana, a Apple também anunciou uma versão atualizada do MacBook Pro de entrada, que utiliza o chip M6.

Segundo informações da Bloomberg News, os modelos que virão com tela sensível ao toque deverão empregar os processadores M5 Pro e M5 Max, que já estão disponíveis em outras versões do notebook. Consequentemente, esses novos modelos não devem apresentar um avanço drástico em termos de desempenho.

Este detalhe é importante porque parte do aumento recente nas vendas de Macs provém de corporações e entusiastas que usam os computadores para realizar tarefas de inteligência artificial (IA) localmente. Jason Calacanis, comentarista de tecnologia e apresentador do podcast All-In, enfatizou essa prioridade em uma postagem no X, afirmando: «A única coisa que as pessoas querem é mais memória e processadores melhores para modelos locais!»

A introdução do toque tem o potencial de alterar a maneira como os usuários interagem com os MacBooks. No entanto, permanece incerto se este recurso será suficiente para atrair consumidores que também aguardam melhorias no poder de processamento dos equipamentos.

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