Finlândia doa alimentos no valor de um milhão de euros para ajudar 330 mil pessoas em Moçambique
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Finlândia doa alimentos no valor de um milhão de euros para ajudar 330 mil pessoas em Moçambique

O governo da Finlândia realizou uma doação de alimentos destinada a amparar 330 mil indivíduos impactados pelo conflito armado na província moçambicana de Cabo Delgado. Esta iniciativa, estimada em aproximadamente um milhão de euros, foi viabilizada pela compra de mercadorias vindas da Ucrânia.

A entrega dos suprimentos, que incluíram arroz e óleo de soja, ocorreu em Pemba, Cabo Delgado. A cerimônia foi conduzida pela embaixadora da Finlândia em Moçambique, Satu Lassila, em nome do Governo de Cabo Delgado e do Programa Mundial de Alimentação (PMA).

Durante o evento, a diplomata expressou profunda apreensão com a situação humanitária na província, que tem sido alvo de ataques de grupos extremistas há quase dez anos. Ela enfatizou que Moçambique precisa permanecer na pauta internacional, alertando que as diversas crises globais não devem ofuscar as necessidades das pessoas em Moçambique.

Satu Lassila esclareceu que o auxílio visa demonstrar solidariedade às comunidades atingidas pelo conflito e auxiliar na melhoria de suas condições de vida. Segundo ela, a doação representa uma mensagem clara de que a solidariedade internacional só adquire significado quando beneficia diretamente as pessoas.

A embaixadora também fez um apelo para que o suporte às famílias vulneráveis à insegurança alimentar seja mantido continuamente, pois essas famílias necessitam de assistência constante para conseguir reconstruir suas vidas.

Conforme detalhado pela embaixadora, a Finlândia está destinando cerca de um milhão de euros para adquirir produtos alimentícios originários da Ucrânia, como parte da campanha denominada «Food from Ukraine» (anteriormente conhecida como «Grain from Ukraine»).

A província de Cabo Delgado, que possui reservas de gás, enfrenta uma grave crise humanitária decorrente do conflito armado iniciado em outubro de 2017. Organizações internacionais relatam que este conflito já resultou em 6.600 mortes e no deslocamento de 1,3 milhão de pessoas.

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O Japão e Cabo Verde estão prestes a formalizar um acordo de assistência alimentar no valor de 1,4 milhão de euros, conforme comunicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do arquipélago, com a assinatura prevista para segunda-feira.

Este suporte visa reafirmar o compromisso do Japão em dar continuidade ao apoio aos esforços de desenvolvimento de Cabo Verde. Anteriormente, em dezembro de 2025, foi concedido um auxílio japonês similar, totalizando 834 mil euros (o equivalente a 991 toneladas de arroz), destinado a assegurar a alimentação diante do aumento de preços e dos impactos persistentes das mudanças climáticas.

Dados recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) do arquipélago em outubro trouxeram novas informações sobre o acesso a alimentos. Foi observado um crescimento na incidência de insegurança alimentar grave em Cabo Verde, passando de 5,6% em 2022 para 8,3% em 2024. Além disso, a insegurança alimentar de nível moderado ou grave também piorou nos dois anos mais recentes analisados.

As informações contidas no relatório estatístico relativo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) apontaram que a tendência de queda na insegurança alimentar grave foi revertida no período compreendido entre 2018 e 2024.

Famílias necessitadas em Uzbequistão receberão um milhão de soms para a temporada de aquecimento
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Famílias necessitadas em Uzbequistão receberão um milhão de soms para a temporada de aquecimento

Medidas de apoio estão sendo introduzidas no Uzbequistão para famílias de baixa renda, visando cobrir despesas relacionadas ao aquecimento e serviços públicos durante o inverno. Em novembro, essas famílias receberão um pagamento único de um milhão de soms, e os critérios para compensações pelo consumo de eletricidade, gás e carvão também serão revisados.

Essas medidas foram implementadas com base em uma ordem presidencial e visam ajudar os moradores durante a temporada de aquecimento. O pagamento de um milhão de soms é destinado a famílias registradas no Registro Social, bem como àquelas que atendem aos requisitos estabelecidos, mas ainda não estão neste registro. Na avaliação, são considerados fatores como a renda familiar por membro e as condições de moradia.

As famílias elegíveis para este auxílio são aquelas cuja renda média por pessoa não excede o dobro do valor mínimo de despesas de consumo (MPR), que corresponde a aproximadamente 1,4 milhão de soms. No entanto, existem regras especiais para moradores de edifícios multifamiliares com aquecimento centralizado: no Karakalpakstan e em outras regiões, a renda média per capita não deve exceder o dobro do MPR, enquanto em Tashkent esse limite é aumentado para o triplo do MPR.

Em casos excepcionais, o apoio pode ser concedido a famílias com rendimentos acima dos limites estabelecidos, se for decidido pelos escritórios distritais ou municipais responsáveis pela criação de empregos e aumento da renda da população. Além disso, o auxílio é previsto para idosos solteiros, cidadãos com deficiência, pessoas necessitadas de cuidados, bem como para famílias que criam órfãos e crianças abandonadas.

O decreto também prevê o aumento da renda média máxima para a qual as famílias podem contar com várias formas de apoio social. Quanto às compensações pelo consumo de eletricidade e gás natural, o limite será elevado de 1,5 para dois MPR. Ao alocar fundos para a compra de carvão, este indicador aumentará de um para dois MPR. Um critério semelhante é aplicado na restituição de contas de serviços públicos e quitação de dívidas através do fundo 'Sahovat va Kumak', bem como na compensação de custos de combustível.

Os prazos para a concessão de alguns tipos de ajuda também foram estendidos. As compensações pela diferença entre as tarifas dentro da norma básica de consumo de eletricidade e gás e as tarifas de consumo acima da norma serão pagas até 1º de abril de 2028. Os pagamentos para reembolso parcial dos custos de compra de carvão foram prorrogados até o início de 2029. Anteriormente, as autoridades locais do Uzbequistão decidiram aumentar o padrão básico de consumo de eletricidade para territórios não conectados ao gás ou que sofrem interrupções no fornecimento de gás, elevando-o de 200 para 350 quilowatt-hora por mês.

Necessidades de assistência alimentar em Moçambique projetadas abaixo da média, apesar dos riscos do El Niño
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Necessidades de assistência alimentar em Moçambique projetadas abaixo da média, apesar dos riscos do El Niño

A rede FEWS NET estima que, em abril, cerca de 1,99 milhão de cidadãos moçambicanos precisarão de ajuda alimentar urgente. Este número está abaixo tanto do registro de abril de 2026 quanto da média dos últimos cinco anos, mesmo considerando os riscos associados ao fenômeno El Niño.

O relatório mais recente da Famine Early Warning Systems Network (FEWS NET) aponta que, em abril de 2027, entre 5% e 10% da população moçambicana enfrentará insegurança alimentar aguda, o que corresponde a um intervalo de 1,5 milhão a 1,99 milhão de pessoas. A rede observa que as necessidades de assistência alimentar em Moçambique em abril de 2027 devem ser menores do que as registradas em abril de 2026 e abaixo da média quinquenal.

Moçambique faz parte de um grupo seleto de nações monitoradas por esta organização, que é uma rede internacional de alerta precoce sobre insegurança alimentar e é financiada pelos Estados Unidos. As necessidades de assistência alimentar no país devem diminuir em comparação com o mesmo período de 2026, ao lado de Quênia, Zâmbia, Lesoto e Afeganistão.

De acordo com a FEWS NET, que acompanha riscos de fome e demandas de assistência alimentar em diversas nações, a melhora na situação em Moçambique deve-se principalmente à produção agrícola superior à média registrada em 2026, ao acúmulo de reservas alimentares pelas famílias, à estabilidade dos preços dos alimentos e à disponibilidade de estoques que ajudarão a amenizar os problemas esperados na próxima safra.

Não obstante, a organização emite um alerta sobre a continuidade de situações de Crise (Fase 3 do IPC) em áreas atingidas por conflitos armados, especificamente em Cabo Delgado e no norte da província de Nampula. Nestas regiões, a insegurança alimentar segue limitando o acesso a alimentos e aos meios de subsistência.

A análise da FEWS NET destaca que o conflito armado continuará a prejudicar o acesso a alimentos e aos meios de subsistência. O relatório identifica o conflito e as condições climáticas desfavoráveis como os principais vetores de risco para a segurança alimentar nacional.

A organização também adverte que os efeitos do El Niño podem restringir a recuperação em várias regiões, prevendo quedas na produção agrícola em partes do centro e sul de Moçambique no início da colheita de 2027. O documento acrescenta que o fenômeno El Niño 2026-2027 deve causar chuvas abaixo da média na África Austral durante a estação chuvosa de outubro de 2026 a março de 2027, elevando o risco de impactos na produção e na segurança alimentar.

Segundo a FEWS NET, essas deficiências podem reduzir as melhorias sazonais habitualmente vistas no acesso a alimentos durante o período da colheita. No entanto, o impacto imediato deve ser suavizado pelas boas colheitas de 2026 e pelas reservas existentes.

Em um relatório especial divulgado neste mês, a organização alertou que o El Niño 2026-2027 se intensificou rapidamente para níveis classificados como muito fortes, e deve resultar em precipitação abaixo da média em grande parte da África Austral entre outubro de 2026 e março de 2027. A FEWS NET ressalta, contudo, que os efeitos mais graves do fenômeno na segurança alimentar costumam aparecer somente nos meses subsequentes, durante o período de escassez, indicando que os impactos mais profundos podem ocorrer mais tarde em 2027.

Em Cabo Delgado, onde a insurgência armada gera violência desde outubro de 2017, a organização antecipa a manutenção de cenários de crise alimentar até pelo menos abril do próximo ano, devido à persistência de deslocamentos populacionais e às restrições no acesso a terras agrícolas, mercados e fontes de renda.

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