Venda de Honda NSX de Ayrton Senna por R$ 6,3 milhões e Kimi Antonelli vence F1
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Venda de Honda NSX de Ayrton Senna por R$ 6,3 milhões e Kimi Antonelli vence F1

O mundo automotivo registrou dois acontecimentos notáveis: a venda de um Honda NSX pertencente a Ayrton Senna por um valor expressivo e a conquista do título mundial de Fórmula 1 por Kimi Antonelli.

Em relação ao veículo de Senna, um dos modelos Honda NSX foi arrematado pela RM Auction’s durante o The London Auction, seu principal evento de outubro. O carro, que era vermelho e estava na posse de Senna na Quinta do Lago, em Portugal, foi vendido por £871.000, o que equivale a aproximadamente R$ 6,3 milhões. Este valor excedeu a estimativa inicial da casa de leilões, que situava o preço entre £500.000 e £800.000.

O histórico do NSX, com chassi número T000233, é bem documentado: ele foi presenteado pela Honda ao piloto brasileiro em 1991 e registrado em 22 de março de 1991 com a placa SX-25-59. Após o falecimento de Senna, em 1º de maio de 1994, o carro passou para a concessionária Nipomotor, localizada no distrito de Faro, em Portugal, responsável pela sua importação. Posteriormente, em 2009, ele foi comprado por um proprietário de loja de carros no Algarve, e em 2013, o colecionador britânico Robert McGagan adquiriu o NSX para uso pessoal.

O carro foi mantido por um colecionador japonês na província de Nagoya. Embora Senna possuísse outros dois exemplares pretos do Honda NSX, sua imagem está mais ligada ao modelo vermelho. O novo comprador, cuja identidade não foi divulgada, recebeu toda a documentação, incluindo uma cópia do fax que atesta o presente da Honda a Ayrton Senna.

Em outra esfera, Kimi Antonelli alcançou o título mundial de Fórmula 1, tornando-se o campeão mais jovem da história. O italiano garantiu o título de 2026 no último domingo (1º), ao finalizar o GP do México em terceiro lugar com a Mercedes. Com apenas 20 anos e 68 dias, Antonelli quebrou o recorde estabelecido por Sebastian Vettel, que havia conquistado seu primeiro título aos 23 anos e 134 dias em 2010.

Antonelli também encerrou um jejum de 73 anos da Itália, que não tinha um campeão desde Alberto Ascari, em 1953. Ele chegou ao México necessitando apenas do nono lugar para assegurar o campeonato, independentemente dos resultados dos adversários. Partindo em quarto lugar, realizou uma corrida cautelosa, gerenciando os pneus e evitando problemas em uma prova marcada por acidentes, intervenções do Safety Car e uma bandeira vermelha decorrente da forte colisão de Valtteri Bottas, que sofreu uma falha de suspensão em seu Cadillac.

Na relargada, Antonelli ultrapassou Charles Leclerc e consolidou a terceira posição, que manteve até o fim da corrida. A vitória no México foi de Max Verstappen, que largou em quinto e terminou apenas 0,799 segundo à frente de Lewis Hamilton, que ficou em segundo lugar com a Ferrari. Leclerc concluiu em quarto, seguido por Lando Norris, enquanto George Russell, colega de Antonelli na Mercedes, ficou em sexto lugar.

Este título foi conquistado na segunda temporada de Antonelli na Fórmula 1. Ele foi selecionado pela Mercedes para substituir Hamilton em 2025 e, após um ano inicial de aprendizado, tornou-se o terceiro campeão italiano da história, somando-se a Giuseppe Farina e Alberto Ascari. Com uma vantagem de 119 pontos, ele garantiu o campeonato antecipadamente, antes mesmo do GP de São Paulo, programado para o próximo fim de semana, de 6 a 8 de novembro. A Mercedes também lidera o Mundial de Construtores, mas ainda não assegurou o título.

Outras notícias abordaram a intenção da Anfavea, associação de fabricantes de veículos no Brasil, de aumentar a tributação de carros importados e restringir a entrada de veículos chineses. Igor Calvet, presidente da entidade, apresentou propostas ao vice-presidente Geraldo Alckmin, visando conter o aumento de importações, que cresceram 106,4% entre janeiro e setembro de 2026 comparado ao mesmo período do ano anterior.

As propostas incluem a criação de salvaguardas comerciais temporárias, aplicadas como sobretaxa a veículos importados por empresas que não produzem no Brasil; a instituição de uma CIDE Automotiva, contribuição cobrada sobre o valor dos veículos importados, além do Imposto de Importação de 35%, podendo abranger autopeças; e a negociação de um limite anual de importações da China equivalente a 2,5% a 3% do mercado brasileiro, ou cerca de 75.000 a 90.000 unidades anuais.

É relevante notar que a sobretaxa proposta pela Anfavea não afetaria as importações realizadas pelas próprias fabricantes que já operam no Brasil, nem os kits CKD e SKD usados na montagem local. Segundo Calvet, essas medidas buscam proteger a competitividade da indústria instalada no Brasil frente ao crescimento das marcas chinesas e aos custos de produção nacionais. Alckmin encaminhará as sugestões para análise técnica e jurídica do governo, com expectativa de novos desenvolvimentos em novembro, após a Fenatran.

Adicionalmente, o Rally Dakar retornará à África, mas com uma alteração no trajeto. A organização anunciou que a edição de 2027 ocorrerá entre Portugal e Marrocos, abandonando a Arábia Saudita devido a questões de segurança no Oriente Médio. A 49ª edição está prevista para acontecer de 9 a 23 de janeiro de 2027, com partida em Loulé-Faro, na região algarvia de Portugal, e chegada em Marrakech, Marrocos. O percurso total será de 7.824 km, sendo 4.341 km cronometrados, distribuídos em um prólogo e 12 etapas.

O trajeto marroquino contemplará 11 etapas, passando por Bouarfa, Zagora, Agadir, Smara e Dakhla antes de finalizar em Marrakech. A organização prevê especiais de 350 a 500 km, abrangendo montanhas, terrenos pedregosos e vastas áreas desérticas do sul do país, com um dia de descanso previsto em Agadir. O Dakar, que nasceu em 1978 entre Paris e a capital do Senegal, teve sua trajetória interrompida na África em 2007, mudando-se para a América do Sul em 2008 e depois para a Arábia Saudita em 2020. No entanto, a mudança para 2027 é considerada temporária, pois a organização confirmou o retorno à Arábia Saudita em 2028 para a 50ª edição. O calendário de 2027 aguarda a aprovação formal do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA. O Dakar Classic, destinado a veículos históricos, também seguirá a rota para Portugal e Marrocos.

Por fim, a Renault Duster Oroch, pioneira das picapes monobloco, encerrou sua produção no Brasil após 11 anos e a venda de cerca de 139.000 unidades. A Renault iniciou este segmento com a versão de caçamba da Duster no final de 2015, antes da Fiat Toro. Em 2022, a picape passou por sua última grande atualização, trocando o nome Duster. Embora a Toro fosse referência, a Duster era vista mais como um utilitário, enquanto a Toro apresentava um estilo mais moderno e ousado.

A sucessora da Oroch é a Renault Niagara, que foi lançada recentemente e começou a ser comercializada na Argentina nesta segunda-feira (2). Com base na plataforma e no design contemporâneo herdados do SUV Boreal, a Niagara possui maior potencial para competir com a Fiat Toro. Diferentemente da Oroch, que era fabricada em São José dos Pinhais (PR), a Renault Niagara será produzida em Córdoba, Argentina.

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Volkswagen Tukan deve chegar no início de 2027 com quatro versões, enquanto Nissan adapta motor V6 biturbo ao Datsun 240Z
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Volkswagen Tukan deve chegar no início de 2027 com quatro versões, enquanto Nissan adapta motor V6 biturbo ao Datsun 240Z

A Volkswagen Tukan, a aguardada picape monobloco da montadora, finalmente obteve uma data de lançamento. Ricardo Ploguer, vice-presidente de Desenvolvimento de Produto da Volkswagen América do Sul, informou em um evento realizado na Alemanha que o veículo será introduzido no começo de 2027.

No Brasil, a Tukan será oferecida em quatro configurações: duas de cabine dupla e duas de cabine simples. Quando foi exposta em Barretos (SP), a picape foi vista nas variantes Extreme, com cabine dupla e acabamento superior, e Robust, focada em trabalho, caracterizada por para-choques sem pintura e rodas de aço estampadas sem calotas.

Durante o mesmo evento na Alemanha, a Volks também apresentou a Tukan Magnet, sua opção de cabine dupla mais econômica. Comparada à Extreme, esta versão Magnet elimina a pintura preta brilhante na grade e substitui as rodas de 17 polegadas por um conjunto de 16 polegadas. O modelo exibido possuía retrovisores na cor da carroceria, estribos laterais e iluminação LED frontal, embora não tenha sido confirmado se esses itens serão de série ou opcionais.

A nomenclatura da versão intermediária de cabine simples, que fica acima da Robust, ainda não foi oficializada pela Volkswagen, apesar de exemplares vistos em testes ostentarem o emblema “Iron”. Até o momento, a imprensa só teve acesso ao exterior da Tukan, deixando o design do painel como um mistério. Contudo, dado que a picape utiliza a plataforma MQB-A0, compartilhada com o Tera, T-Cross e Nivus, espera-se uma arquitetura interna similar.

Em relação à mecânica, não há detalhes completos, mas sabe-se que a VW Tukan debutará com um sistema híbrido-leve de 12V, destinado às versões mais caras, enquanto a Tukan Robust deve manter o motor 1.6 MSI da Saveiro.

Possibilidade de elétrico chinês no Brasil

Continuando o tema do evento da Volkswagen na Alemanha, a fabricante mencionou a possibilidade de firmar uma parceria com empresas chinesas para introduzir um modelo elétrico mais acessível no mercado brasileiro. O objetivo seria competir diretamente com o BYD Dolphin Mini, um dos principais impulsionadores dos veículos elétricos de entrada no país.

Outras marcas já estão se movimentando nesse setor: especula-se que a Chevrolet trará o Wuling Bingo Pro sob o nome Joy EV, e a Stellantis avalia entre os modelos A05 e B03X da Leapmotor para criar seu próprio elétrico de entrada no Brasil.

Para a Volkswagen, as chances de colaboração residem em suas atuais parcerias na China, como Saic, FAW e JAC. Duas dessas empresas possuem laços com o Brasil: a Saic auxiliou no desenvolvimento do VW Taos (derivado do VW Tharu chinês) e forneceu a plataforma usada na futura Amarok; e a FAW está envolvida no projeto do futuro VW Taos híbrido, previsto para 2028 no Brasil. A conexão com a JAC, por enquanto, é limitada à China, mas é relevante, pois eles são responsáveis por toda a linha de elétricos construídos sobre a plataforma MEB vendida pela Volks na China.

Embora o projeto ainda esteja em fases iniciais de desenvolvimento e a solução final não esteja definida, o plano é que ele esteja pronto e disponível para venda nos próximos dois anos.

Nissan adapta motor V6 biturbo do Z ao Datsun 240Z clássico

A Nissan apresentará no SEMA, em Las Vegas, uma releitura do primeiro Z, o Datsun 240Z, lançado originalmente em 1969. Este projeto, denominado Datsun S30 Concept, foi desenvolvido em colaboração com Chris Forsberg, tricampeão da Formula Drift, unindo a carroceria clássica do esportivo ao conjunto mecânico do Nissan Z contemporâneo.

O motor de seis cilindros em linha original foi substituído pelo V6 VR30DDTT de três litros e duplo turbo do Z moderno. Este motor foi equipado com turbos Garrett PMAX, admissão e intercooler Nismo, e foi acoplado ao câmbio manual de seis velocidades do novo Z, que inclui embreagem de disco duplo e diferencial autoblocante Nismo R200. A potência exata do conjunto não foi divulgada, mas o motor original do Z atinge 400 cv (405 cv) na versão padrão.

Além do motor, o S30 recebeu melhorias na suspensão, incluindo ajustes, novas barras estabilizadoras e geometria revisada, além de direção modificada e freios Wilwood com pinças de seis pistões na frente e quatro na traseira. A carroceria manteve as proporções originais, mas recebeu capô, para-lamas, para-choques e tampa traseira em fibra de carbono, juntamente com rodas forjadas Nismo de 17 polegadas. O interior conta com bancos de competição OMP, instrumentos analógicos e volante esportivo.

O Datsun S30 Concept será exibido junto a outros dois projetos da Nissan para o SEMA: um Z preparado para a categoria SCCA Touring 2 e um Sentra Spec-V de 300 cv com câmbio manual e componentes de competição.

BAIC confirma B30 híbrido para o Brasil em 2027

A BAIC, fabricante chinesa que iniciou suas operações no Brasil em agosto com os elétricos Arcfox T1 e T5, confirmou o lançamento de seu primeiro modelo híbrido no país, o B30. Este SUV, inspirado em designs robustos como Defender/Wrangler e com foco off-road, está programado para chegar entre março e abril de 2027.

Conhecido como BJ30 em outros mercados, o veículo possui 4,73 metros de comprimento, 2,82 metros de distância entre eixos e 220 mm de altura livre do solo. Seu sistema de propulsão combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, um em cada eixo, utilizando uma transmissão DHT de duas marchas. A fabricante anuncia uma potência total de 409 cv somando os três motores, mas ainda não especificou a potência combinada efetiva do conjunto. De acordo com os dados da fábrica, ele consegue acelerar de zero a 100 km/h em 6,9 segundos.

A BAIC também está trabalhando com a Bosch no desenvolvimento de uma versão híbrida flex para o mercado brasileiro, mas esta só deve ser lançada em 2028. Futuramente, a marca planeja introduzir o B60, um SUV maior que utilizará propulsão elétrica complementada por um motor a combustão atuando como extensor de autonomia. Os valores de venda ainda não foram divulgados.

Alpine não descarta motor a combustão para o novo A110

É comum que fabricantes anunciem novos esportivos como totalmente elétricos, prometendo replicar a experiência de um carro a combustão. Após a reação do público, algumas empresas reconsideram, optando por manter o motor tradicional. A Alpine é o foco dessa discussão.

A empresa francesa havia sinalizado anteriormente que a próxima geração do A110 seria exclusivamente elétrica. No entanto, parece que a companhia levou em conta o feedback dos entusiastas, que consideraram um desperdício transformar um carro tão bem desenhado, como o visto no Salão de Paris, em um veículo movido apenas a bateria.

Philippe Krief, chefe global da Alpine, e Nicola Burnside, diretora da marca no Reino Unido, afirmaram que a fabricante não descartou a possibilidade de incluir um motor a combustão na estrutura do novo carro, visando facilitar sua comercialização em diversos mercados globais. Em entrevista ao TopGear.com, Burnside esclareceu que a nova arquitetura da marca, chamada APP (Alpine Performance Platform), foi concebida para oferecer flexibilidade. Embora a marca esteja totalmente comprometida com o lançamento inicial elétrico, acreditando que isso pode elevar o patamar do esportivo, ela enfatizou que não está fechando nenhuma porta.

Caso o caminho 100% elétrico seja seguido, a engenharia garante a manutenção da leveza e agilidade que definiram o cupê. Burnside confirmou que o novo A110 elétrico terá peso máximo de 1.500 kg e manterá a baixa posição de condução do modelo atual, graças a um arranjo que distribui as baterias entre a frente e a traseira ao redor do motorista, prevenindo a sensação de estar sobre um bloco pesado. Adicionalmente, a plataforma APP foi projetada para suportar vários tipos de carroceria (como conversíveis e versões 2+2) e configurações de motor únicas na traseira ou duplas.

A executiva convidou os críticos mais rigorosos a testarem o modelo a bateria antes de emitirem juízos, resumindo a meta da fabricante francesa para o futuro: “Minha visão é que sejamos a marca elétrica de escolha para os petrolheads”.

Análise do lançamento do Ford Bronco híbrido no Brasil em 2027 e leilão de Ferrari 499P modificada
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Análise do lançamento do Ford Bronco híbrido no Brasil em 2027 e leilão de Ferrari 499P modificada

O Ford Bronco EREV, um SUV híbrido plug-in de origem chinesa, está programado para ser lançado no mercado brasileiro em 2027. Conforme informações do Autos Segredos, a fabricante já vinha avaliando a introdução do veículo no país antes de tomar a decisão final.

É importante notar que o Bronco EREV possui características distintas dos modelos Bronco atuais (que utiliza o chassi da picape Ranger) e Bronco Sport (que compartilha base com a picape Maverick). Este novo modelo foi desenvolvido separadamente em colaboração com a empresa chinesa JMC, sendo projetado desde o início para incorporar sistemas de propulsão eletrificados.

Seu sistema mecânico combina um motor turbo de quatro cilindros com 150 cv e 24,5 kgfm, juntamente com dois motores elétricos (um em cada eixo). O motor a combustão funciona apenas como gerador de energia para a bateria de 43,7 kWh, enquanto a tração é fornecida pelos motores elétricos, que geram 422 cv e 60 kgfm de torque. Essa configuração permite atingir 100 km/h em 5,8 segundos, e a autonomia combinada pode alcançar 1.220 km sob o padrão chinês CLTC.

Com dimensões de 5,03 metros de comprimento e um entre-eixos próximo a três metros, o Bronco EREV é maior que o Bronco Sport. Embora os valores ainda não tenham sido divulgados, espera-se que seu custo ultrapasse os R$ 250.000 solicitados pelo modelo menor, dada sua tecnologia híbrida inédita no mercado local.

Ferrari 499P Modificada vai a leilão e pode passar dos R$ 40 milhões

Uma oportunidade notável surgiu para entusiastas de protótipos de Le Mans: a casa de leilões Christie irá comercializar uma Ferrari 499P Modificada em seu próximo evento realizado em Genebra, Suíça. O valor necessário para adquirir este veículo é de cerca de R$ 40 milhões.

A ligação com Le Mans é substancial, pois a 499P Modificada é uma variação do protótipo que conquistou a Ferrari na edição de 2023 das 24 Horas de Le Mans, marcando a décima vitória italiana na corrida e a primeira desde 1965. Além de manter um visual muito semelhante ao carro de competição, ela compartilha o mesmo conjunto mecânico: um V6 biturbo de três litros mais um motor elétrico de 272 cv.

Diferentemente do protótipo Hypercar, que alcançava 680 cv, esta Modificata atinge 706 cv, sem estar sujeita às restrições da FIA. Ela também dispõe de um botão «push to pass» que eleva temporariamente a potência para 767 cv. O exemplar da Christie está praticamente novo, tendo sido usado apenas em testes de shakedown após sair da fábrica. Quem a comprar terá acesso ao programa Sport Prototipi Clienti da Ferrari, que oferece suporte técnico especializado.

Atualizações de Modelos e Críticas Industriais

A Volkswagen lançou a linha 2027 do Polo, com a principal alteração concentrada na versão Track, que agora inclui sensores de estacionamento traseiros de série. Adicionalmente, a versão de entrada recebeu um novo pacote opcional por R$ 2.660, que inclui vidros elétricos com acionamento por toque nas quatro portas e retrovisores elétricos que se rebaixam ao engatar a ré.

Não houve mudanças estéticas ou mecânicas significativas em outras versões. As variantes Track e Robust continuam utilizando o motor 1.0 flex aspirado de três cilindros e 12 válvulas, gerando 77 cv e 9,6 kgfm de torque com gasolina, ou 84 cv e 10,3 kgfm com etanol, sempre acoplado a um câmbio manual de cinco marchas. Já as versões Sense e Highline empregam o motor 1.0 turbo flex TSI, que entrega 109 cv com gasolina e 116 cv com etanol, mantendo 16,8 kgfm de torque, e utiliza uma transmissão automática de seis marchas.

Os preços de todas as versões foram reajustados, com aumentos variando entre R$ 300 e R$ 2.000. Especificamente, Track e Sense passaram de R$ 96.690 para R$ 97.990; Polo Robust subiu de R$ 112.990 para R$ 114.990; e o Polo Highline passou de R$ 138.690 para R$ 138.990.

Por sua vez, a Nissan manifestou preocupação com o crescente volume de produção de veículos no Brasil proveniente de kits importados da China. Ricardo Gondo, presidente da Nissan do Brasil, apontou que grande parte do crescimento da produção nacional em 2026 advém de operações CKD e SKD, que utilizam veículos parciais ou totalmente desmontados com pouca manufatura local.

Gondo detalhou que, embora a produção brasileira tenha crescido 8,7% entre janeiro e setembro de 2026, esse número cai para apenas 2,5% se forem excluídos os veículos montados a partir de kits importados. Dados da Anfavea corroboram isso, indicando que cerca de 123.000 das 173.000 unidades extras produzidas em comparação com 2025 são resultado de montagens CKD e SKD, representando mais de 70% do aumento produtivo. O problema reside no fato de que essas operações demandam menos componentes nacionais, diminuindo a atividade da indústria de autopeças local, visto que os conjuntos prontos são importados.

Apesar das críticas, Gondo mencionou que a Nissan estuda a produção via CKD ou SKD, dependendo das políticas industriais e incentivos governamentais. Ele assegurou que os modelos Kicks e Kait continuarão sendo fabricados normalmente na unidade de Resende, Rio de Janeiro. Em contraste, a fábrica de Resende da Nissan viu sua produção aumentar em 29,5% no mesmo período, atingindo 65.640 veículos, enquanto as exportações cresceram 145%, com a meta de alcançar 90.000 unidades até o final do ano.

Honda Racing Lança Peças de Preparação para Carros de Rua

A Honda Racing Corporation (HRC), braço de competição da Honda, iniciará a comercialização de peças de preparação destinadas a carros de rua. Após anunciar planos em 2024 e exibir um Prelude preparado no Tokyo Auto Salon no início do ano, a Honda confirmou que apresentará sua primeira linha de componentes no SEMA Show, em novembro, com vendas começando em março de 2027, inicialmente nos Estados Unidos (facilitando a importação para o Brasil).

O catálogo HRC Performance Parts incluirá peças para os modelos Civic Type R, Acura Integra Type S, e os SUVs Passport e Pilot. Para os dois esportivos, a HRC desenvolveu rodas de alumínio forjado de 19 polegadas em colaboração com a empresa italiana 2elle-engineering, fornecedora das rodas do Acura ARX-06 de endurance. Cada roda pesa apenas 9,4 kg, o que representa uma redução de aproximadamente 10 kg de massa não suspensa em comparação com a original, além de serem meia polegada mais largas e terem sido testadas no Nürburgring.

No SEMA, a Honda também exibirá protótipos de futuros itens, como suspensões ajustáveis, camber plates, freios Brembo com pinças de seis pistões e alavancas tipo short shifter, embora estes ainda estejam em fase de desenvolvimento. Todas as peças serão vendidas através das concessionárias Honda e Acura, e pela loja online nos EUA. Preços e a possibilidade de expansão da linha HRC Performance Parts para outros mercados ainda não foram comunicados.

Toyota Propõe Reconhecimento de Veículos a Combustão como Zero Emissão na Europa

A Toyota apresentou uma proposta à União Europeia visando que carros movidos a combustão sejam classificados como veículos de emissão zero, contanto que sejam abastecidos exclusivamente com combustíveis renováveis. Esta sugestão foi feita em meio às discussões para flexibilizar as metas de emissões de CO₂ estabelecidas para 2035.

A ideia consiste em criar uma nova categoria de homologação denominada VEEF (Vehicles running Exclusively on Eligible Fuels). Essa classificação permitiria categorizar veículos que utilizam somente biocombustíveis e combustíveis sintéticos renováveis como zero emissão. Contudo, isso não implica ausência de emissões pelo escapamento; a proposta foca em considerar as emissões ao longo de todo o ciclo de vida do combustível, incluindo sua produção, e não apenas o que é expelido.

Para que isso ocorra, os combustíveis devem satisfazer os critérios de sustentabilidade definidos pela legislação europeia. A Toyota já está testando essa viabilidade, participando de um projeto piloto na Espanha junto à BMW, Bosch e Repsol, utilizando cerca de 20 veículos Toyota, Lexus, BMW e Mini abastecidos com a gasolina renovável Nexa 95, derivada de resíduos orgânicos. Esses carros são modelos convencionais, sem modificações mecânicas.

A Bosch desenvolveu o sistema Digital Fuel Twin para monitorar o uso exclusivo de combustível renovável, cruzando dados dos veículos, postos de combustível e transações de abastecimento. Além disso, a Toyota defende que a meta europeia de 2035 seja reduzida de 100% para 90% de corte nas emissões médias de CO₂ de carros novos, propondo que os 10% restantes sejam compensados pelo uso de aço de baixo carbono e combustíveis renováveis. Para 2030, a empresa sugere que o cumprimento das metas seja avaliado em um período de cinco anos (2028 a 2032), permitindo compensações anuais.

Segundo a Toyota, os veículos elétricos deveriam representar cerca de 45% das vendas europeias em 2030, um patamar inferior aos mais de 55% estimados para cumprir as metas atuais. Por essa razão, a companhia também pleiteia revisões periódicas das metas caso a infraestrutura e a demanda não evoluam conforme o planejado. Atualmente, o reconhecimento dos veículos VEEF permanece como uma proposta da Toyota, e não uma regra aprovada pela União Europeia.

McLaren coloca à venda cinco carros de Fórmula 1, enquanto BYD lança modelo híbrido no Brasil em 2027
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McLaren coloca à venda cinco carros de Fórmula 1, enquanto BYD lança modelo híbrido no Brasil em 2027

A McLaren anunciou a venda de cinco carros históricos de Fórmula 1, abrangendo mais de três décadas de sua trajetória. Estes veículos serão comercializados individualmente pela Tom Hartley Jnr. e incluem um MCL37A de 2023, descrito pela própria equipe como o F1 mais moderno disponível para colecionadores particulares.

Entre os itens à venda estão dois MP4/6A de 1991, chassis #04 e #07, ambos equipados com motor Honda V12 aspirado. Esses carros foram utilizados por Gerhard Berger em Grandes Prêmios e posteriormente testados por Ayrton Senna em 1992. O chassis #04 obteve segundo lugar em Imola, e o #07 chegou em segundo em Silverstone sem sofrer acidentes em corrida.

Também fazem parte do leilão o MP4/27A #01 de 2012, dirigido por Jenson Button e testado por Lewis Hamilton, e o MCL35M #01 de 2021, pilotado unicamente por Lando Norris. Este último alcançou o pódio em Imola, Mônaco e Monza, onde a McLaren conquistou sua primeira vitória desde 2012, e participou de Mônaco com a pintura especial da Gulf.

O carro mais recente é o MCL37A #03, conduzido por Norris para finalizar em segundo lugar em Singapura e no Japão em 2023. Após as competições, ele permaneceu no programa de testes da McLaren, sendo pilotado por Oscar Piastri, Pato O’Ward, Mick Schumacher, Valtteri Bottas e Martin Brundle. Brad Pitt também dirigiu o carro no Circuit of the Americas durante a preparação para o filme F1.

Zak Brown justificou a decisão de venda alegando que seria um desperdício manter tais carros apenas armazenados, preferindo que colecionadores os utilizassem novamente nas pistas. Em paralelo, a BYD planeja lançar o BYD Dolphin GT híbrido no Brasil em 2027, um hatchback que se posicionará entre o Dolphin Mini e o Dolphin, visando competir com modelos mais tradicionais como VW Polo e Chevrolet Onix.

O Dolphin GT, vendido na Europa como Dolphin G, deve usar o mesmo conjunto mecânico do Atto 2: um motor 1.5 aspirado com cabeçote de 16 válvulas e injeção direta, somado a um motor elétrico. Este conjunto gera 177 cv na versão GL de entrada e 197 cv na variante GS, mantendo 30,6 kgfm de torque. O câmbio é um e-CVT com engrenagem mecânica única. Embora o Dolphin GT não compartilhe plataforma com os elétricos já vendidos no país, ele adota um perfil mais convencional.

Estima-se que o BYD Dolphin GT possa chegar ao Brasil custando cerca de R$ 130.000, sendo inicialmente importado da China, embora a fabricante esteja se preparando para produção na planta de Camaçari (BA).

Em outra novidade, a Jeep lançou a linha 2027 do Compass, introduzindo um sistema híbrido leve (MHEV) de 48V nas versões Night Eagle e Série S. Essa motorização utiliza o motor 1.3 turbo 16v T270, complementado por um pequeno motor elétrico de 16 cv e 6,6 kgfm de torque. Apesar da adição elétrica, a potência total permanece em 176 cv e torque de 27,5 kgfm. A mudança impacta o consumo, resultando em economia de até 11% com gasolina.

Quanto à McLaren, a decisão de vender os carros foi motivada pela visão de Zak Brown de que é melhor que eles voltem às pistas em vez de ficarem apenas como decoração. Por fim, a Subaru descontinuará seu motor boxer na Europa a partir do próximo ano, com planos de vender somente modelos elétricos no Velho Continente a partir de 2028 devido às crescentes regulamentações ambientais.

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